“Transformers 2 – A Vingança dos Derrotados”
Por: Robledo Milani
categorias: Críticas, Película
Data: quinta-feira, 25 de junho de 2009
Nem sempre o ditado tem razão, e às vezes um é bom, mas dois já é demais! E não há exemplo melhor para isso do que “Transformers 2 – A Vingança dos Derrotados”, uma bobagem sem pé nem cabeça que desperdiça todas as boas ideias do longa original numa repetição nula e sem sentido. Se “Transformers”, que chegou aos cinemas em 2007, já era meio complicado de se comprar – afinal, é um longa baseado numa linha de brinquedos que fala de robôs extraterrestres que se transformam em automóveis, aviões, caminhões e outros similares e que escolhem a Terra como campo de batalha entre duas raças diferentes – uma continuação sem um propósito muito forte é ainda mais absurda. E é exatamente com isso que nos deparamos dois anos depois. Um filme que não tem por que existir, além de causar algum barulho nas bilheterias. Depois disso, nada é mais certo do que o esquecimento. Ou o pior: uma outra sequência, completando uma mal-fadada trilogia.
Os mesmos personagens estão de volta – afinal, se tudo se repete, por que não também os atores? Shia LeBeouf (“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”) está, agora, saindo de casa e indo para a faculdade. Ao arrumar as malas ele encontra um pedaço do tal Cubo que gerou toda a confusão no longa anterior – um objeto galáctico que contém informações muito além da compreensão humana. Ao tocar naquele resquício ele absorve os dados ali armazenados, e por isso passa a ser caçado pelos Decepticons (os vilões da trama), que desejam não só ressuscitar o antigo líder, Megatron, como ainda acordar um ser muito poderoso há muito adormecido, Fallen, que teria chegado ao nosso planeta milênios atrás, no tempo da construção das pirâmides, no Egito. Claro que, para impedir este plano maligno, os antigos robôs do bem não faltarão, como Optimus Prime e Bumblebee, entre outros que enfrentarão maiores ou menores perigos, mas sempre valentes e ousados. Ou ao menos isso é o que nos querem fazer acreditar.
A série “Transformers” só poderia ser comandada por um cineasta como Michael Bay, um realizador especializado em produção acéfalas e carregadas na adrenalina, mas que em seu âmago são tão vazias quando inúteis. E o que poderia ser um melhor ápice dentro dessa linha do que desenvolver toda uma linha narrativa baseada não mais do que numa série de brinquedos infantis? Não é num programa de televisão, num desenho animado ou numa história em quadrinhos – a fonte é algo inanimado, cujo único propósito é ser vendido. Impossível ser mais comercial! E o espetáculo se completa pelo roteiro implausível e até mesmo incompreensível da dupla Roberto Orci e Alex Kurtzman, que até acertam de vez em quando (“Star Trek”), mas geralmente só respondem por bobagens (“A Ilha”, “A Lenda do Zorro”). E, claro, pela produção executiva de Steven Spielberg, que garante os efeitos especiais milionários, que dominam a tela com tanta profusão que acabamos anestesiados. Assim, o que deveria provocar um efeito impactante na plateia acaba passando despercebido, devido o exagero, gerando um resultado inverso. Digno de bocejos.
“Transformers 2 – A Vingança dos Derrotados” entrou em cartaz no mundo todo numa terça-feira, contrariando a tradição que diz ser preciso esperar até o final de semana para garantir bons retornos nas bilheterias. E a aposta foi feliz: só neste primeiro dia o valor arrecadado mundialmente foi superior a US$ 40 milhões, um verdadeiro recorde. Sinal de que não importa o tamanho do estrago, se ele provocar barulho suficiente garantirá a atenção necessária. E com os cofres cheios e os astros sorridentes, quem se importa com a falta de uma trama original? Talvez milhares de espectadores, que após mais este desperdício de tempo e dinheiro cheguem a conclusão de que cinema pode ser mais do que mero entretenimento, e que mesmo neste caso não faz mal algum prestar um pouco de respeito à inteligência alheia. Ou, ao menos, não nos custa nada sonhar.
Transformers: Revenge of the Fallen, EUA, 2009
De Michael Bay
Com Shia LeBeouf, Megan Fox, Isabel Lucas, Josh Duhamel, John Turturro, Rainn Wilson, Tyrese Gibson, Kevin Dunn, Julie White, Ramon Rodriguez, Hugo Weaving (voz)
(nota 4)





Bobagem?Bobagem Robledo?
Tu perdeu o sentido da noção dos filmes?
O filme é bom, o diretor nos brindou co muita ação e efeitos maravilhosos que essa mesma a nossa proposta, de ver um filme despretensioso e bem feito, ora bolas.
Nós conversaremos de perto…rsrsrsrsrs
Abraço
Como resultado, a narrativa navega sem regras. Os personagens e robôs surgem do nada, unindo forças ou separando-as sem maiores explicações. Existem muito mais robôs do que no primeiro filme e os espetaculares efeitos CGI, enaltecidos ao extremo, obrigam os atores a gritar para serem ouvidos (não que o texto em si interesse…). Mas é um filme de gênero, e assim deve ser visto. Vou assisti-lo, pois é um estilo que aprecio.
Tu é um babacaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Olha, não acho certo fazer crítica em cima da ideia de Transformers, digo que se for pra criticar assim, filmes como Avatar de Cameron, Titanic, Homem-Aranha, Batman, Superman, entre outros que envolvam heróis em quadrinhos e que foram inventados com o mesmo propósito de lucro são imbecis, e a todos estes somamos também outros filmes mesmo aqueles cuja história se baseia em fatos reais, por que não são REAIS de fato, apenas são BASEADOS havendo distorção com a verdade em algum ponto do roteiro.
O que se deve criticar num filme é o roteiro, a direção, efeitos e demais elementos que transformariam o filme no entretenimento desejado de se ver.
Os maiores problemas de Transformers são o roteiro horrível e a direção. No roteiro não houve lógica alguma com o primeiro longa que embora tenha sido fraco ainda assim permitiu criar um universo novo dando ideia melhor do que seriam os transformers, visto que as versões existentes anteriormente era uma pior que a outra tendo vários universos diferentes para agradar diversos públicos sempre sem pensar muito em qualidade de roteiro, infelizmente (houve poucas exceções). No primeiro filme criou-se a ideia de máquinas ultra-avançadas, pena que o roteiro se preocupou em dar um tom meio humorístico no enredo e com muita ênfase nos humanos menosprezando a história dos transformers.
Transformers2 é um filme para assistir fazendo cortes, se vc cortar várias cenas inúteis e desagradáveis vai perceber uma quase melhora, digo quase pq a ausência de enredo que explique o que faltou no primeiro filme vai permanecer, então teremos mais as cenas de ação, a maior parte delas foi boa, mas dava para ser melhor (aqui já podemos jogar a culpa no MBay). Se um filme for feito pensando-se em copiar outro ficará sem graça com um roteiro malfeito, pra piorar, Transformers2 parece tentar copiar o que deu certo no 1, sem tentar ser cópia… então acabou sendo algo previsível, sem noção pq não explica nada no desenrolar e ainda acrescentam episódios desnecessários de piadas sem graça em excesso, cenas pornográficas inúteis, supervalorização do exército americano como salvadores indestrutíveis, uma dose de antipatia ao governo de Barack Obama (se o MBay gostava do outro candidato não precisava estragar um filme pra falar que não gosta do cara).
Veja o que aconteceu durante a maior parte do tempo onde tivemos somente dúvidas e mais dúvidas do que e pra quê as coisas estavam… digamos… indo, pois o que vi foi o fato do tempo andar e não haver outra saída a não ser ir pra frente. Para que o tal Fallen?? Eu não sei e nenhum personagem sabe, nem o Sam da Mikaela soube mesmo absorvendo algo do tal allspark, nem o Fallen tinha certeza, tanto que ignorou o garoto… oras, se estava atrás dele e depois ignora?? A morte sem sentido com a ressureição geral sem sentido, o Sam podia ficar morto mesmo, inclusive o MBay poderia deitar ao lado dele e se fingir de morto que ficaria melhor o filme.
Em resumo, foi uma salada de nada destruindo uma ideia boa, onde se criou um universo próprio e separado das várias ideias criadas anteriormente sobre Transformers, a boa sacada de máquinas alienígenas que se transformam de maneira diferente e mais avançada do que nos desenhos foi ótima, faltou roteiro e direção, disperdiçou dinheiro com efeitos mal cuidados no 2 frente o 1, até a trilha sonora foi melhor cuidada no 1. Esperávamos um traçado melhor para definir os personagens, maior tempo exclarecendo o motivo dos transformers estarem na Terra e sua superioridade tecnológica (esta acaba sumindo em certos trechos no filme chegando ao ponto de realmente tornar desnecessária a presença dos heróicos autobots, vez que o exército americano dá umas boas bofetadas no final).