“Te Amarei Para Sempre”
Por: Robledo Milani
categorias: Cinéfilo, Colunas, Críticas, Película
Data: terça-feira, 27 de outubro de 2009
O nome de maior destaque no cartaz de “Te Amarei Para Sempre” não é o de um dos protagonistas, muito menos o do diretor. É, sim, o do astro Brad Pitt, que assina o filme como um dos produtores. E há até uma lógica por trás disso, pois foi por causa dele que esse livro chegou a ser adaptado para as telas! Verdadeiro best seller, “A Mulher do Viajante do Tempo” (título original do livro, já lançado no Brasil) teve seus direitos para o cinema adquiridos por Pitt e sua namorada na época, a atriz Jennifer Aniston. Os dois pensavam em estrelar juntos a versão cinematográfica, mas a separação deles impediu que este plano se concretizasse. Sorte dele, pois conseguiu escapar este pequeno desastre, se contentando apenas com o tilintar das bilheterias!
Por mais incrível que possa parecer, “Te Amarei Para Sempre”, mesmo tendo sido um fracasso de crítica – é um dos roteiros mais inverossímeis e desprovidos de lógica da temporada – conquistou um público disposto a se deixar levar pelas desventuras e desencontros de um casal que sofre de um contratempo ‘genético’ (!): ele possui uma rara doença (!!) que o leva a viajar pelo tempo de forma incontrolável (!!!). Ou seja, uma hora está aqui, e no segundo seguinte, mesmo contra sua vontade, pode simplesmente desaparecer e ir parar 40 anos no passado ou 20 no futuro, sem a menor noção de como fez isso ou quanto levará até que possa voltar a sua época original. E, enquanto isso, ela tenta levar uma vida normal, mesmo que isso signifique muitos momentos de solidão, a ineficácia de qualquer tipo de planejamento e até mesmo uma dificuldade em engravidar.
Com a desistência do casal Pitt-Aniston, quem assumiu os personagens principais foram os pouco convincentes Eric Bana (“Star Trek”, “A Outra”) e Rachel McAdams (“Intrigas de Estado”, “Diário de uma Paixão”). Não que sejam atores fracos – muito pelo contrário, aliás –
mas pelo simples fato de não haver uma química forte entre eles (os dois possuem 10 anos de diferença). Bana é o típico galã sedutor e irresistível, mas talvez necessitasse aparentar uma maior fragilidade e insegurança – afinal, seu personagem não consegue controlar o que faz. McAdams, linda e competente, mostrou em outros trabalhos ser muito hábil em provocar rios de lágrimas na platéia, mas aqui parece estar um pouco acanhada, assumindo uma timidez que lhe é estranha. O roteiro inconsistente de Bruce Joel Rubin (“Ghost”) e a direção pesada de Robert Schwentke (“Plano de Vôo”) não oferecem nenhuma colaboração neste sentido. Assim, o que temos são elementos que separadamente até funcionariam, mas que em conjunto soam fora de sintonia.
Tendo faturado ao redor do mundo quase o dobro do seu custo, que foi de aproximadamente US$ 40 milhões, “Te Amarei Para Sempre” escapou de ser um mau negócio – ao menos para os seus investidores. Mas se o assunto em questão se refere aos talentos envolvidos, o resultado é bastante questionável. Com uma premissa absurda, dois atores que não conseguem entender muito bem o que fazem e uma trama mais preocupada em provocar emoções baratas do que estimular a reflexão e o questionamento, obtém-se um drama choroso e insustentável, que não deverá satisfazer por completo nem os fãs mais ardorosos do gênero.
The Time Traveler’s Wife, EUA, 2009
De Robert Schwentke
Com Eric Bana, Rachel McAdams, Ron Livingstone, Arliss Howard, Alex Ferris, Jane McLean, Stephen Tobolowsky, Hailey McCann, Brooklynn Proulx
(nota 5)





Achei o filme interessante,mas não emocionante. Esperava mais.
Realmente os atores são bons,mas não souberam interpretar os papéis. Dou nota 8 apenas pelo Eric Bana,como você disse, um galã sedutor e irresistível uuuiiii