quinta-feira, março 24th, 2011
Quantos filmes de guerra já vimos? E quando um novo surge, o que esperamos é algo diferente e inovador. Pois isso é tudo que não encontramos no cansativo e repetitivo “Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles”. Tudo aqui já foi visto antes, e de forma muito mais interessante e melhor acabada (mais…)
Posted in Cinéfilo, Colunas, Críticas, Película | No Comments »
quinta-feira, outubro 22nd, 2009
Quando um filme hollywoodiano entra em cartaz no Brasil antes do que nos Estados Unidos – que é, afinal, seu país de origem – dificilmente trata-se de um bom sinal. E com “Novidades no Amor” a situação não é diferente (mais…)
Posted in Cinéfilo, Colunas, Críticas, Película | 1 Comment »
quarta-feira, julho 8th, 2009
Alguns atores sentem tanto prazer ao trabalhar uns com os outros que, mesmo o resultado final não sendo tão empolgante, presenciá-los em ação acaba sendo, por si só, interessante. Pois é exatamente isso que acontece em “Duplicidade”, longa que marca o reencontro da dupla Julia Roberts e Clive Owen (mais…)
Posted in Críticas, Película | No Comments »
quinta-feira, outubro 2nd, 2008
Richard Gere é um daqueles astros de Hollywood que tem uma popularidade meio que inabalável – ele conhece o público dele, e não o rejeita nem abandona. É por isso que volta e meia marca presença em produções como este “Noites de Tormenta”, drama romântico baseado no livro de Nicholas Sparks. Gere até tenta se arriscar em obras mais autorais e interessantes, como os recentes “Não Estou Lá” (2007), “A Caçada” (2007) e “O Vigarista do Ano” (2006), ou mesmo o oscarizado “Chicago” (2002), musical que lhe rendeu o Globo de Ouro de Melhor Ator. Mas para cada um desses aparecem vários “Palavras de Amor” (2005), “Dança Comigo” (2004) ou “Outono em Nova York” (2000), produções tolas, descartáveis e que tentam, inutilmente, recriar o mesmo impacto nas bilheterias de “Uma Linda Mulher” (1990), o maior sucesso da carreira dele até hoje.
Tendo isso em mente, quem resolver se arriscar e for conferir “Noites de Tormenta” deve estar preparado para não esperar muito. É a mesma história de sempre: casal do cartaz se encontra, se apaixona, se separa e depois tenta ficar junto novamente. Com uma pitada de tragédia, é claro, afinal estamos diante de um enredo dramático, e não de uma comédia. Como o texto é inspirado na obra de Sparks, autor que deu origem também a filmes como “Uma Carta de Amor” (1999), com Kevin Costner, e “Diário de uma Paixão” (2004), com Ryan Gosling, sabe-se também que as lágrimas não hesitarão em correr. E isto é certo: enquanto praticamente o público feminino sairá com os olhos inchados de tanto chorar, os homens estarão se perguntando o porquê de tanto drama!
Outro suposto atrativo da produção seria o reencontro de Gere com Diane Lane, de quem foi par em “Infidelidade” (2002), longa pelo qual ela foi indicada ao Oscar. Mas da mesma forma que a magia entre ele e Julia Roberts vista em “Uma Linda Mulher” não se repetiu em “Noiva em Fuga” (1999), “Noites em Tormenta” está longe de oferecer boas oportunidades aos seus protagonistas. Aliás, como não consigo ver uma boa química entre os dois – Gere e Lane – penso que só funcionaram na primeira vez porque apareciam como um casal em crise, e ela acabava o traindo. Mas agora, que ambos precisam demonstrar paixão e interesse um pelo outro, a frustração é completa.
“Noites de Tormenta” começa com uma mulher deixando os filhos com o marido, de quem está recém-separada, e indo cuidar da pousada à beira mar de uma amiga que precisa viajar. O único hóspede durante o final de semana é um médico que também foi abandonado pela família, e que está ali para se desculpar com a família de uma paciente que morreu durante uma operação que ele conduzia. Os dois estão sozinhos, carentes e em busca de uma nova chance. Mas nada é tranqüilo, e a tempestade avistada no título se manifesta tanto fisicamente, quase colocando a casa abaixo, quanto no coração de cada um. Eles não sabem o que querem – apenas que precisam de uma direção em suas vidas. Mas o “viveram felizes para sempre” não será tão fácil, e novamente as tormentas irão se impor diante os destinos deles.
Dirigido pelo desconhecido George C. Wolfe, que com este filme estréia no cinema após alguns poucos trabalhos na televisão, “Noites de Tormenta” é recomendado apenas para aqueles espectadores mais sensíveis, que se emocionam facilmente e sem muitos julgamentos. Nada de grandes atuações, situações instransponíveis e romances arrebatadores. Tudo é muito morno, óbvio e pouco surpreendente. Afinal, quantas vezes você já viu este mesmo filme, mudando apenas a foto do casal que ilustra o cartaz?
Nights in Rodanthe, EUA/Australia, 2008
De George C. Wolfe
Com Richard Gere, Diane Lane, Christopher Meloni, Viola Davis, James Franco, Scott Glenn
(nota 4)
Posted in Críticas, Película | No Comments »
quarta-feira, maio 28th, 2008
Não sou fã de comédias românticas. Em geral elas me irritam. As histórias são basicamente as mesmas desde que o cinema é cinema, há mais de cem anos. Do homem e a mulher que se odeiam e, após voltas e reviravoltas no roteiro, descobrem-se apaixonados; ao cara que leva um pé na bunda e descobre nas próprias origens (vulgo a cidade de nascença, no interior do interior do interior) a paixão pela garota mais bonita da cidade; garota que também pode ser o alvo da paixão de um adolescente nerd, louco para conquistar o coração da patricinha, que pode parecer ser fútil, mas no final de um longa rende-se ao mocoronga e descobre-se um amor de pessoa.
Em 1997, Julia Roberts foi uma das responsáveis pelo sucesso de “O Casamento do Meu Melhor Amigo”, uma comédia romântica que ganhou pontos comigo por ser realmente engraçada e não ter o final mais previsível do mundo. Praticamente fazendo um Ctrl C + Ctrl V na história, está em cartaz agora nos cinemas “O Melhor Amigo da Noiva”. Na verdade, a diferença básica no longa é a troca de gêneros. Desta vez, um homem interpreta o papel do cara-que-se-descobre-apaixonado-pela-melhor-amiga-e-não-quer-que-ela-case. A bola da vez é Patrick Dempsey, atualmente o Dr. McDreammy do seriado Grey’s Anatomy, mas conhecido nos anos 1980 pela também comédia romântica “Namorada de Aluguel” (confira entrevista com Dempsey aqui).
Apesar de batido, o tema é relevante: quantas casos do gênero não conhecemos na vida real? Não estou falando de lunáticos que chegam na hora H de um casamento para dizer: “Pare, eu te amo!” Falo dos casais da nossa roda de amigos que formaram-se após anos de convivência. Várias baladas eletrônicas juntos, conversas nos bares fuleiros da Cidade Baixa, confidências sobre os sentimentos mais íntimos ao pé do ouvido.
Sabe aquela história de “o amor pode estar ao seu lado”? É disso que eu falo. Um amor que parece um pouco acomodado, com certeza. Afinal, pode ser mais fácil conquistar alguém que já se conhece de outros carnavais. Ledo engano. Transformar uma bela amizade num ótimo casamento não é algo nem um pouco fácil. O medo das coisas não darem certo pode ser a pior coisa do mundo. No fim das contas, pode-se perder tanto o(a) amigo(a) quanto o(a) namorado(a).
Para quem sabe como é, e principalmente a quem sabe – ou soube – levar de forma séria um caso desses, “O Melhor Amigo da Noiva” poderia ser uma ode aos apaixonados. Só seria melhor se houvesse um pouco mais de realidade. De roteiro afiado. E de amor verdadeiro.
Posted in Colunas, No Escurinho | 8 Comments »