Link Worth

Oscar 2009 – Melhor Edição de Som

sexta-feira, fevereiro 20th, 2009

Também conhecida como “Efeitos Sonoros“, esta categoria é uma das mais incompreendidas de todo o Oscar. Isso acontece porque quase ninguém sabe realmente o que ela representa! Mas não é tão complicado assim. Durante uma filmagem, muito pouco do som original captado naqueles momentos é aproveitado e chega à versão final que é exibida nos cinemas. A maioria – desde os passos de um homem até o tilintar de moedas num bolso, passando pelo estrondo de um avião alçando vôo – é recriado posteriormente. Ou melhor, não criado, e sim “organizado”. Estes sons são reais, e devem sere captados, mas provavelmente em momentos diferentes, ou com outras intensidades, para passar por uma adequação posterior de acordo com a história que está sendo contada, em busca de harmonia. Podem até passar desapercebidos, mas tem uma importância fundamental!

Vai ganhar: “Quem Quer Ser um Milionário?”
Merece ganhar: “Batman – O Cavaleiro das Trevas”

And the Oscar goes to… “BATMAN – O CAVALEIRO DAS TREVAS”

*“Batman – O Cavaleiro das Trevas”

Se o novo filme do Homem-Morcego é tão perfeito, isso em muito se deve à impressionante qualidade técnica apresentada. TUDO está no lugar certo, estudado e posicionado com muito cuidado e esmero. Inclusive, é claro, no que diz respeito ao Som. Foi indicado ao prêmio do Sindicato dos Técnicos de Som e o do Sindicato dos Editores de Som de Cinema, além de ter ganho o Satellite nesta categoria. Esta é a primeira indicação ao Oscar da técnica em som Lora Hirschberg – os outros técnicos já foram indicados antes: Gary Rizzo concorreu por “Os Incríveis” (2004) e Ed Novick por “Homem-Aranha” (2002).

“Homem de Ferro”

Este filme entrou para a história não só pela estreia da Marvel como estúdio de cinema, mas também pela ótima adaptação que fez de um popular herói de histórias em quadrinhos. E, de tantos méritos que apresenta, a qualidade técnica é uma das que mais causa espanto! Foi indicado ao prêmio do Sindicato dos Técnicos de Som, do Sindicato dos Editores de Som de Cinema e ao Satellite. Esta é a primeira indicação do técnico Frank Eulner, mas o colega Christopher Boyes está concorrendo pela 11ª vez! – e já ganhou em 4 ocasiões, por “King Kong” (2005), “O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei” (2003), “Pearl Harbor” (2001) e “Titanic” (1997). 

“O Procurado”

Esta indicação realmente foi uma surpresa, até porque filmes mais representativos ficaram de fora, como “007 – Quantum of Solace” e o próprio “O Curioso Caso de Benjamin Button”, por exemplo. Poucos poderiam prever a força desta diversão preocupada que caiu no gosto de muitos fãs. Mesmo assim, é um bom trabalho, e esta lembrança já é um reconhecimento mais do que justo. Foi indicado ao prêmio do Sindicato dos Técnicos de Som. Esta é a quarta indicação do técnico Wylie Stateman – antes concorreu por “Memórias de uma Gueixa” (2005), “Risco Total” (1993) e “Nascido em 4 de Julho” (1989).

“Quem Quer Ser um Milionário?”

Como é o favorito ao Oscar nas categorias principais, tem muitas chances de emplacar também alguns prêmios técnicos, que irão somar meio que “na onda” do filme. E aqui desponta com muita força, uma vez que o Som tem papel importante nesta trama sobre uma Índia multicolorida e intensa. O musicalidade do país e sua sonoridade é tão intensa que até parece ser um personagem paralelo durante toda a trama. Ganhou o prêmio do Sindicato dos Técnicos de Som, além de estar concorrendo também no Sindicato dos Editores de Som de Cinema. Esta é a primeira indicação ao Oscar dos técnicos Glenn Freemantle e Tom Sayers.

“Wall-E”

Talvez o mais incompreendido dos indicados – poucos entendem e percebem com que dificuldade sons são criados e captados especialmente para contribuir na composição de uma história contada através da animação. Tudo deve ser feito com um cuidado redobrado, uma vez que não há como seguir uma orientação prévia dos sets de filmagens – pelo simples fato destes não existirem! O som que ouvimos aqui primeiro teve que ser imaginado, para depois ser descoberto, identificado e aplicado ao enredo. Um esforço incrível que merece todo aplauso possível! Foi indicado ao prêmio do Sindicato dos Técnicos de Som, do Sindicato dos Editores de Som de Cinema e ao Satellite. Esta é a segunda indicação ao Oscar do técnico Matthew Wood – ele concorreu também no ano passado, por “Sangue Negro”. Já o técnico Ben Burtt (que, por sinal, é responsável também pela “voz” – ou seja, todo som emitido – do protagonista, o robozinho Wall-E) está concorrendo pela 11ª vez, e já ganhou duas vezes: por “Indiana Jones e a Última Cruzada” (1989) e por “E.T. – O Extra-Terrestre” (1982), além de ter recebido também dois prêmios especiais da Academia, pela edição de som de “Os Caçadores da Arca Perdida” (1981) e pelos efeitos sonoros de “Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança” (1977).

Oscar 2009 – Melhores Efeitos Visuais

quinta-feira, fevereiro 19th, 2009

Uma das categorias técnicas mais populares de toda a premiação, tem este apelo principalmente devido ao fato dos concorrentes serem normalmente blockbusters, filmes muito populares, com altas bilheterias e com astros conhecidos no mundo inteiro como protagonistas. Neste ano temos Brad Pitt, Robert Downey Jr., Christian Bale, Heath Ledger, Gwyneth Paltrow e Cate Blanchett à frente de elencos que, muitas vezes, desaparecem por trás de imagens espetaculares que só podem ser apreciadas do jeito que chegaram às telas devido ao trabalho árduo das equipes de pós-produção, que deram aquele toque especial no acabamento visual de cada longa.

Vai ganhar: “Batman – O Cavaleiro das Trevas”
Merece ganhar: “O Curioso Caso de Benjamin Button”

And the Oscar goes to… “O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON”

“Batman – O Cavaleiro das Trevas”

Um dos grandes méritos desta produção, que somou 8 indicações ao Oscar e – muitos acreditam, inclusive eu – que deveria ter recebido ainda mais algumas, principalmente nas categorias principais de Filme e Direção, é o incrível visual. Tudo é tratado de forma muito realista, crível, intensa e verossímil. Mas, ao mesmo tempo, vemos explosões, quedas, vôos e muitos outros feitos que só podem existir na imaginação – e na tela de cinema! Foi indicado nesta categoria ao Bafta e ao Satellite, e ganhou o prêmio dos Críticos de Phoenix. Esta é a primeira indicação ao Oscar dos técnicos em efeitos especiais Nick Davis, Chris Corbould, Tim Webber e Paul Franklin.

*“O Curioso Caso de Benjamin Button”

Não é considerado um “injustiçado”, como o concorrente anterior, mas ao mesmo tempo não tem garantido a preferência em praticamente nenhuma das 13 categorias – recorde deste ano – a que concorre. Uma pena, porque este filme há anos esperava para ser feito, e só pode agora por causa do nível dos efeitos especiais que hoje existem! Parte fundamental da história, ela não existiria sem eles. Ganhou o Bafta pelo trabalho apresentado. Esta é a primeira indicação ao Oscar dos técnicos em efeitos especiais Eric Barba, Steve Preeg e Burt Dalton. O último da equipe, Craig Barron, já foi indicado ao Oscar nesta categoria por “Batman – O Retorno”, em 1992.

“Homem de Ferro”

2008 foi um ano marcado por longas baseado em heróis de histórias em quadrinhos que combinaram grande apelo popular com uma impressionante aceitação da crítica. E os dois principais representantes desta tendência estão aqui indicados. Mas, como este concorre em “apenas” 2 categorias, suas chances são um pouco menores. Foi indicado ao Bafta e ao Satellite, e ganhou os prêmios do Hollywood Film Festival e dos Críticos de Las Vegas. Esta é a primeira indicação ao Oscar do técnico Shane Mahan. Todos os demais já foram indicados anteriormente: John Nelson ganhou por “Gladiador” (2000) e concorreu por “Eu, Robô” (2004); Ben Snow concorreu por “Pearl Harbor” (2001) e por “Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones” (2002); e Dan Suddick concorreu por “Mestre dos Mares” (2003) e por “Guerra dos Mundos” (2005).

“A Caçada”

segunda-feira, setembro 8th, 2008

Às vezes, certas coisas são tão absurdas que só podem ser verdade. E é justamente de um caso assim que é feita a trama de “A Caçada”, o novo – e bom – filme estrelado por Richard Gere e Terrence Howard. De início, antes ainda da primeira cena, um aviso ilumina a tela: “somente os fatos mais bizarros são verdadeiros”! E é um ótimo alerta, porque com o desenrolar do enredo são tantas coisas impossíveis acontecendo que, na ficção, fica complicado de crer. E o melhor do filme é justamente conseguir dispor na tela uma história tão verossímil quanto inacreditável.

Assim como no seu filme anterior, “O Vigarista do Ano” (The Hoax, 2006), Gere mostra novamente o quanto a velhice está lhe fazendo bem. Novamente ele pega um material inspirado num fato real – se você não viu “O Vigarista do Ano”, vá correndo a uma videolocadora – e cria um personagem longe daquela persona de galã, irresistível, tão comum nos seus filmes dos anos 80 e 90. Desta vez é um jornalista especializado em cobrir guerrilhas e combates. Ou seja, está sempre viajando aos piores lugares do mundo, entre desgraças e horrores. Até o dia que enlouquece ao vivo, diante de milhões de telespectadores. Durante um boletim para o principal telejornal, começa a falar impropérios e criticar duramente as crueldades que já estava cansado de presenciar. Demitido, perde em seguida seu posto e seu crédito, até que encontra uma oportunidade única: encontrar e entrevistar o Raposa, o pior criminoso de guerra da Bósnia, um fugitivo procurado por diversos órgãos e governos, mas que permanece escondido. E, com a ajuda do seu antigo cinegrafista, ele não só descobre onde o cara está em apenas dois dias, como consegue provocar um incidente de proporções internacionais!

O parceiro de Gere em cena é um ator em plena ascensão: Terrence Howard, indicado ao Oscar por seu desempenho em “Ritmo de um Sonho” (Hustle & Flow, 2005) e que depois deste papel apareceu também em “Selvagem” (2006), ao lado de Jodie Foster, “A Voz do Coração” (2007), ao lado de Robin Williams, “A Vida por um Fio” (2007), ao lado de Jessica Alba, e no campeão de bilheteria “Homem de Ferro” (2008). E aqui ele é o contraponto ideal ao tipo impulsivo e revoltado do seu companheiro. Completando a linha de frente está o jovem Jesse Eisenberg, visto em filmes como “A Vila” (2004) e “A Lula e a Baleia” (2005). Os três formam um grupo bastante improvável, o que confere ainda mais credibilidade às desventuras por eles vivenciadas, aumentando o suspense sobre o desenrolar dos acontecimentos!

“A Caçada” tem direção de Richard Shepard, um cara que há pouco fez outro filme muito elogiado, mas igualmente – e injustamente – pouco visto: “O Matador” (2005), que rendeu uma indicação ao Globo de Ouro para Pierce Brosnan. Também roteirista, consegue pegar elementos aparentemente previsíveis e posicioná-los na tela com grande sabedoria, como se estivesse brincando com estes supostos clichês e reinventando-os, driblando, desta forma, com a capacidade do espectador em prever cada nova reviravolta. Apesar do título pouco estimulante, este é um longa que merece um olhar mais atento. Aos que por ele se arriscarem, a recompensa é garantida e valiosa!

The Hunting Party, EUA/Croácia/Bosnia-Herzegovina, 2007
De Richard Shepard
Com Richard Gere, Terrence Howard, Jesse Eisenberg, Diane Kruger, Dylan Baker, James Brolin, Ljubomir Kerekes, Joy Briant

(nota 8)

Speed Racer

sexta-feira, maio 16th, 2008

O mundo é muito mais colorido no universo de \Depois do estrondoso sucesso de “Matrix” (principalmente do primeiro filme, de 1999), os irmãos Andy e Larry Wachowski precisavam, definitivamente, se reinventar. Afinal, não iriam passar o resto da vida contando e recontando a saga de Neo (nem George Lucas se preocupa apenas com Luke Skywalker, basta ver o retorno de Indiana Jones às telas). E a opção deles recaiu num clássico da animação oriental, mas também de muito sucesso no Ocidente: “Speed Racer”, criado por Tatsuo Yoshida e exibido pela primeira vez na televisão japonesa em 1967. O objetivo, afirma o produtor Joel Silver, era fazer um filme “para toda a família”. O resultado, entretanto, está longe disso.

Speed Racer”, o filme, conta a história do jovem Speed, filho do meio do clã Racer, todos aficionados por corridas de automóveis. O irmão mais velho, Rex, era também corredor, mas sumiu após um acidente misterioso. O mais novo, Gorducho, só cria confusão ao lado do macaco de estimação, Zequinha. Os pais – Pops e Mãe Racer – tentam organizar a bagunça, sem muito sucesso. Speed é o novo astro da família, e após vencer uma corrida disputada passa a ser assediado pelas companhias mais importantes. Mas o que descobre é que estas, na verdade, armam os resultados, buscando os melhores resultados para seus produtos. Assim, decide se unir ao – até então rival – Corredor X para, juntos, acabarem com esta armação desonesta.

Num papel que foi disputado por atores como Johnny Depp e Nicolas Cage, o novato Emile Hirsch (que mostrou ser um ótimo ator no visceral “Na Natureza Selvagem”) assume o papel título. Agora por que ele decidiu encarar este projeto, ao lado de nomes mais tarimbados como John Goodman (Pops), Susan Sarandon (Mãe), Christina Ricci (Trixie, a namorada) e Matthew Fox (X), é bastante simples: todos precisavam, urgentemente, de um estrondoso sucesso comercial. Fox é conhecido na televisão (é o doutor Jack, da série “Lost”), mas pouco fez no cinema. Sarandon tem até um Oscar na estante, mas isso já conta mais de dez anos, e desde então pouco tem se destacado. Goodman foi… Fred Flintstone? E Ricci… a Vandinha, da “Família Addams”? Já Hirsch, conhecido dos cinéfilos mais dedicados, precisava se tornar popular, e assim, viável comercialmente. Só que não foi desta vez.

Prensado num mês que começou com o lançamento de “Homem de Ferro” (mais de US$ 200 milhões arrecadados em todo o mundo só nos 3 primeiros dias de exibição) e que terá ainda pela frente “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” e “As Crônicas de Nárnia – Prínicipe Caspian”, “Speed Racer” acabou comendo poeira. Apesar de ter custado mais de US$ 100 milhões, somou nas bilheterias norte-americanas no final de semana de estréia menos de US$ 20 milhões, amargando uma terceira posição entre os mais vistos. Isto praticamente enterrou as possibilidades de uma continuação e, assim, o início de uma nova franquia. Mas por que as pessoas não foram assistir a “Speed Racer”?

São vários os motivos que podem explicar o fracasso desta empreitada. Mas talvez o mais simples seja, também, o mais verdadeiro: excesso. É muito colorido, muito frenético, muito agitado, muito editado, muito fantasioso, muito psicodélico, muito demais! Em contrapartida, tem história de menos, sem falar nos personagens, tão rasos quanto um pires. E sem motivação, com o que o espectador irá se identificar? Com o Mach 5 (o carro pilotado por Speed)?

Vertiginoso (creio que desde “Moulin Rouge” não tinha tanta gente saindo tonta das salas de cinema), frenético, intenso, porém tão vazio quanto um pastel de vento, esta aventura nunca consegue deixar claro seus objetivos. O visual inovador e o conceito inédito de cenários digitais logo deixam de ser novidade, e após meia hora de projeção você já estará se perguntando quanto falta para acabar. E sem empatia, a experiência toda se revela atordoante. “Speed Racer”, o filme, talvez tenha melhor chance na telinha, universo mais próprio do personagem. Do jeito que está, entretanto, parece brincadeira de moleque – ainda mais numa temporada em que, capitaneada por nomes como Homem de Ferro, Indiana Jones, Incrível Hulk, Príncipe Caspian e Batman, já deixa claro que a batalha será coisa de gente grande!

Speed Racer, EUA, 2008

De Andy e Larry Wachowsky, com Emile Hirsh, John Goodman, Susan Sarandon, Matthew Fox, Christina Ricci

(nota 6)

About Me

Here I'll share my knowledge, discovery and experience related to my hobby and work. Most articles on this site are related to blog design, short reviews, tips and make money online. More

Want to subscribe?

 Subscribe in a reader Or, subscribe via email:
Enter your email address:  
Find entries :