segunda-feira, maio 18th, 2009
Se “O Código Da Vinci”, a primeira adaptação de uma aventura do professor Robert Langdon, levada às telas em 2006, encheu o bolso de muita gente e frustrou as expectativas de um outro tanto, a continuação “Anjos e Demônios” deverá provocar efeitos contrários: ao mesmo tempo em que irá agradar vários, provavelmente não irá faturar tanto quanto o longa anterior (mais…)
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terça-feira, abril 14th, 2009
“Frost/Nixon” é exatamente o contrário do que se poderia esperar de um filme com tal argumento. Senão, vejamos: a história e os bastidores de uma entrevista concedida por um presidente que renunciou ao seu cargo a um jornalista sem a menor credibilidade. Pouco atraente, certo? Porém o que vemos na tela é um trabalho fenomenal de dois atores à frente de um dos textos mais impressionantes do ano (mais…)
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domingo, fevereiro 22nd, 2009
O prêmio de Melhor Montagem é um dos mais importantes indicativos de quem irá vencer a principal estatueta do ano, a de Melhor Filme. Isso acontece porque, analisando o histórico da Academia, há uma relação mais forte entre estes dois resultados do que o de Filme e Direção, por exemplo! São raros os casos em que o vencedor aqui não sai premiado lá também – e mais ocasionais ainda são quando os premiados não são sequer indicados nas duas categorias. Mas isso pode acontecer – como no ano passado, quando “O Ultimato Bourne” ganhou aqui, sem mesmo concorrer à Melhor Filme.
Vai ganhar: “Quem Quer Ser um Milionário?”
Merece ganhar: “Quem Quer Ser um Milionário?”
And the Oscar goes to… “QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO?”
“Batman – O Cavaleiro das Trevas”
Qualquer produção que ultrapasse as duas horas de duração já perde pontos neste quesito – e esta aqui possui 152 minutos! Mesmo assim, dispõe a história de forma inteligente e bastante envolvente, e isso se deve principalmente ao trabalho realizado na sala de edição. Com tantas tramas importantes acontecendo simultaneamente e pelo belo resultado apresentado, o reconhecimento é mais do que justo. Foi indicado ao prêmio do Sindicato dos Editores, ao Bafta e ao Satellite. Esta é a segunda indicação ao Oscar do editor Lee Smith – ele concorreu antes por “Mestre dos Mares”, em 2003.
“O Curioso Caso de Benjamin Button”
Este talvez seja o filme que apresenta a edição mais problemática dos cinco indicados – e, portanto, é o mais fraco dos concorrentes. É o mais longo de todos – são quase três horas! E tudo isso para contar a história da vida de um homem excepcional, que nasceu velho e foi rejuvenescendo com o passar dos anos. São muitos detalhes – como as idades dos personagens em cada momento da trama – que precisam ser cuidados, e nem sempre eles se apresentam satisfatoriamente. Foi indicado ao Bafta e ao prêmio do Sindicato dos Editores. Esta é a primeira indicação ao Oscar dos editores Kirk Baxter e Angus Wall.
“Frost/Nixon”
Dono de um trabalho muitíssimo interessante, entre os tantos méritos deste filme está sua edição, responsável por capturar a atenção do espectador mesmo diante de um resultado já conhecido – afinal, trata-se de um fato verídico! Foi indicado ao Bafta, ao Satellite e ao prêmio do Sindicato dos Editores, e ganhou o prêmio dos Críticos de Las Vegas. Esta é a quarta indicação ao Oscar dos editores Mike Hill e Dan Hanley – os dois ganharam por “Apollo 13″, em 1995, e foram indicados também por “Uma Mente Brilhante” (2001) e por “A Luta da Esperança” (2005) – curiosamente, todos filmes dirigidos pelo mesmo Ron Howard!
“Milk – A Voz da Igualdade”
Igualmente inspirado numa história real, esta cinebiografia apresenta uma edição muito linear, que pouco se destaca no contexto global do projeto – o que diminui bastante as suas chances. Este foi um filme difícil de ser aceito, e que foi ganhando força com o decorrer da temporada – teve apenas uma indicação ao Globo de Ouro e chegou no Oscar lembrado em 8 categorias! E, se o roteiro e a atuação do protagonista são arrebatadores, o mesmo não pode ser dito da montagem – competente, porém convencional. Foi indicado ao prêmio do Sindicato dos Editores. Esta é a primeira indicação ao Oscar do editor Elliot Graham.
*“Quem Quer Ser um Milionário?”
Grande favorito aos principais prêmios do ano, nesta categoria também chega já na condição de vencedor – só não sairá premiado caso algo muito inesperado aconteça! A montagem do filme só não é mais inovadora porque lembra muito o brasileiro “Cidade de Deus” (que, inclusive, também foi indicado pelo mesmo trabalho em 2003!). Mas é uma produção dinâmica, envolvente e muito criativa, com participação definitiva no ótimo resultado final! Ganhou o prêmio do Sindicato dos Editores, dos Críticos de Boston, de Phoenix e o Bafta, além de ter sido indicado ao Satellite. Esta é a primeira indicação ao Oscar do editor Chris Dickens.
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domingo, fevereiro 22nd, 2009
A categoria de Melhor Maquiagem é uma das mais confusas de todo o Oscar. Senão, como ignorar o fato de que o impressionante visual visto no remake de “O Planeta dos Macacos” (2001) foi esnobado, enquanto que produções clichês como “Norbit” (2007) e “Click” (2006) tiveram este reconhecimento? Com critérios muito específicos, há pouco a se comentar a respeito. Ao menos contamos com “Piaf” (2007) e “O Labirinto do Fauno” entre os recentes vencedores. Ou seja, se for preciso estabelecer uma tendência, ela aponta mais para trabalhos discretos e que contribuam com efeito na trama do que algo mais exibicionista e destacado. Assim, é bem provável que dos concorrentes deste ano somente um seja levado à sério.
Vai ganhar: “O Curioso Caso de Benjamin Button”
Merece ganhar: “O Curioso Caso de Benjamin Button”
And the Oscar goes to… “O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON”
“Batman – O Cavaleiro das Trevas”
Só o atordoante visual de Heath Ledger, como o vilão Coringa, já justifica sua inclusão. Mas além dele e do posterior Duas Caras, há pouco o que se falar a esse respeito – ainda mais se levarmos em conta que outros filmes baseados em histórias em quadrinhos, como “Dick Tracy”, já apresentaram resultados bem mais impressionantes – e foram premiados por isso! Concorreu ao Bafta. Esta é a segunda indicação ao Oscar do maquiador John Caglione Jr. – que já ganhou justamente pelo citado “Dick Tracy”, em 1990. E esta é também a segunda indicação do maquiador Conor O’Sullivan, que antes foi indicado por “O Resgate do Soldado Ryan” (1998).
*“O Curioso Caso de Benjamin Button”
Este filme simplesmente não existiria sem a qualidade atual de dois quesitos técnicos: efeitos visuais e maquiagem. Sem eles tal história jamais poderia ser contada. E se ela chega até nós de forma completa e abrangente, é pelo altíssimo nível do trabalho apresentado nestes tópicos. Merece todos os aplausos possíveis! Ganhou o Bafta. Esta é a nona indicação ao Oscar do maquiador Greg Cannon – ele já ganhou dois Oscars, por “Uma Babá Quase Perfeita” (1993) e por “Drácula de Bram Stocker” (1992), além de ter concorrido por filmes premiados como “Hook – A Volta do Capitão Gancho” (1991), “Titanic” (1997) e “Uma Mente Brilhante” (2001).
“Hellboy II – O Exército Dourado”
Uma das grandes surpresas dentre as indicações deste ano, ainda mais se levarmos em conta dois fatos: o primeiro filme, que tem os mesmos personagens, não foi indicado! E foram esnobados trabalhos de maior impacto crítico, como “O Lutador”, “Frost/Nixon” e “Synecdoche New York”! Mesmo assim, tem um visual interessante, e sua presença aqui talvez seja mais para lembrar que o cinema é mesmo um lugar para fantasias e deslumbres da imaginação. É, sem sombra de dúvidas, o azarão. Esta é a primeira indicação ao Oscar dos maquiadores Mike Elizalde e Thom Floutz.
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terça-feira, fevereiro 17th, 2009
A divisão no Oscar do prêmio de Melhor Roteiro em duas categorias (no Globo de Ouro é apenas uma, por exemplo) é bastante adequada. Afinal, são dois trabalhos completamente diferentes – se num é preciso começar do zero, no outro tudo depende de como se elabora em cima da criação de uma outra pessoa. Porém, esta separação colocou em evidência uma outra crise: a falta de algo novo ao mesmo tempo original e com qualidade – afinal, dos cinco indicados à Melhor Filme, quatro são roteiros adaptados, e apenas um é inédito! Dá o que pensar, não?
Vai ganhar: “Quem Quer Ser um Milionário?”
Merece ganhar: “Quem Quer Ser um Milionário?”
And the Oscar goes to… “QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO?”
“O Curioso Caso de Benjamin Button”
O roteirista Eric Roth já ganhou um Oscar, e por um filme que guarda muitas semelhanças com este novo trabalho: “Forrest Gump” (1994). Ou seja, já tem este prêmio. Mesmo assim, como é o campeão de indicações, pode acabar surpreendendo, principalmente por ter sido inspirado num conto do aclamado F. Scott Fitzgerald! Foi indicado também ao Bafta, ao Broadcast, ao Globo de Ouro, Críticos de Chicago, Sindicato dos Roteiristas e Satellite, e ganhou o National Board of Review. Esta é a quarta indicação ao Oscar de Roth – concorreu ainda por “Munique” (2005) e por “O Informante” (1999). Esta é a primeira indicação ao Oscar de Robin Swicord, co-autora da história.
“Dúvida”
John Patrick Shanley, também diretor do filme e autor da peça teatral em que o filme se baseia, criou um belíssimo texto, mas que por outro lado não é muito eficiente em esconder sua origem dos palcos. E, como dos cinco indicados é o único que não concorre à Melhor Filme, suas chances de vitória aqui são praticamente nulas – a força desta história está, sim, nas palavras, mas acima de tudo no desempenho espetacular do elenco que as defende! Foi indicado ao Broadcast, Globo de Ouro, Críticos de Chicago, Sindicato dos Roteiristas e Satellite. Esta é a segunda indicação ao Oscar de Shanley – ele ganhou em 1988, por “Feitiço da Lua”!
“Frost/Nixon”
Assim como o concorrente anterior, também é baseado numa produção teatral e teve seu roteiro escrito pelo mesmo autor da peça, Peter Morgan. Se é mais eficiente em esconder sua origem, não deixa, por outro lado, de demonstrar muita força nas palavras e nas atuações do que no visual cinematográfico da obra. Concorreu também ao Bafta, ao Broadcast, Críticos de Chicago, Globo de Ouro, e Sindicato dos Roteiristas, e ganhou os prêmios dos Críticos de São Francisco e Las Vegas, além do Satellite. Esta é a segunda indicação ao Oscar de Morgan – ele foi indicado ainda por “A Rainha” (2006).
“O Leitor”
Um dos maiores méritos desta produção, além do desempenho da protagonista, é sua história, que conduz com muita habilidade todos os seus segredos, revelando-os no momento certo. Com duas obras teatrais e um ‘auto-plágio’ ao seu lado na disputa, pode ser uma opção caso o favoritismo do principal indicado não se confirme. Baseado no livro de Bernhard Schlink, é o azarão, e pode surpreender. Foi indicado ao Bafta, Globo de Ouro, Críticos de Londres e Satellite. Esta é a segunda indicação ao Oscar para o roteirista David Hare – ele concorreu também em 2002, pelo fantástico – e superior – “As Horas”, longa que também foi dirigido por Stephen Daldry!
*“Quem Quer Ser um Milionário?”
Grande favorito nas principais categorias, como Filme e Direção, é também aposta certa como Roteiro Adaptado – afinal, o que Simon Beaufoy fez com o livro de Vikas Swarup é simplesmente genial, criando algo novo, inovador e surpreendente. Ganhou o Bafta, o Broadcast, o Globo de Ouro, o National Board of Review (empatado com “O Curioso Caso de Benjamin Button”), o Sindicato dos Roteiristas e os prêmios dos Críticos de Southeastern, Phoenix, Kansas, Florida, Chicago e Central Ohio. Esta é a segunda indicação ao Oscar de Beaufoy – ele concorreu também em 1998, por “The Full Monty – Ou Tudo Ou Nada”.
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segunda-feira, fevereiro 16th, 2009
Apesar do favoritismo exagerado que existe na disputa para Melhor Filme, na categoria de Direção a situação é um pouco diferente. Isso porque apesar de um dos concorrentes estar um pouco à frente na preferência dos votantes, todos os indicados são muito qualificados e não fariam feio em levar a cobiçada estatueta dourada! Outra curiosidade deste ano é que há muito tempo os indicados não eram os mesmos responsáveis pelos cinco selecionados na categoria principal, o que torna a disputa ainda mais equilibrada. Mesmo assim, é pouco provável que haja alguma surpresa, e as previsões devem se confirmar!
Vai ganhar: Danny Boyle, por “Quem Quer Ser um Milionário?”
Merece ganhar: David Fincher, por “O Curioso Caso de Benjamin Button”
And the Oscar goes to… DANNY BOYLE, POR “QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO?”
*Danny Boyle, por “Quem Quer Ser um Milionário?”
Na condição de comandante do grande favorito do ano, o inglês Boyle se coloca à frente dos demais indicados. Pelo trabalho já ganhou o Bafta, o British Independent Award, o Broadcast, o Globo de Ouro e o Satellite, os prêmios dos Críticos de Southeastern, Phoenix, Los Angeles, Florida e Chicago, além de ter sido eleito Diretor do Ano pelo Sindicato dos Diretores. Tem em seu currículo títulos como “Cova Rasa” (1995), “Trainspotting” (1996), “Por Uma Vida Menos Ordinária” (1997), “A Praia” (2000), “Extermínio” (2002), “Caiu do Céu” (2004) e “Sunshine – Alerta Solar” (2007). Esta é sua primeira indicação ao Oscar!
David Fincher, por “O Curioso Caso de Benjamin Button”
Fincher comanda um verdadeiro espetáculo técnico e emocional. É o trabalho mais completo, pois lida com vários aspectos cinematográficos – boas atuações, efeitos especiais, fotografia, iluminação, maquiagem, direção de arte, trilha sonora – e em todos se sai espetacularmente bem. Foi indicado a quase todos os prêmios (Bafta, Globo de Ouro), e ganhou o National Board of Review. Começou a carreira dirigindo videoclipes de artistas como Madonna, Michael Jackson e Rollling Stones, e realizou filmes marcantes como “Seven” (1995), “Clube da Luta” (1999) e “Zodíaco” (2007). Esta é sua primeira indicação ao Oscar!
Gus van Sant, por “Milk – A Voz da Igualdade”
Se este é o melhor filme do ano, isso se deve à soma de vários fatores, não apenas à Direção – que, mesmo sendo indiscutível, não é o ponto mais forte do filme. Van Sant se limitou a abrir espaço para sua história e ao bom desempenho dos atores, numa sábia decisão. Ganhou o prêmio dos Críticos de Boston e de São Francisco. Dirigiu filmes como “Drugstore Cowboy” (1989), “Garotos de Programa” (1991), “Um Sonho Sem Limites” (1995), “Psicose” (1999), “Encontrando Forrester” (2000), “Elefante” (2003) e “Paranoid Park” (2007). Esta é sua segunda indicação ao Oscar – concorreu também por “Gênio Indomável”, em 1997.
Ron Howard, por “Frost/Nixon”
Howard começou sua carreira ainda criança, nos anos 50, como ator infantil em séries clássicas como “Bonanza“, “Dennis, O Pimentinha” e “Lassie“. Cresceu e hoje é um dos cineastas mais respeitados de Hollywood. Agora, chega à maturidade com aquele que é, provavelmente, o seu melhor trabalho – o mais sério, inteligente e perspicaz. Infelizmente, tem poucas chances de ganhar, principalmente por já ter seus Oscars – de Melhor Filme e Direção, conquistados por “Uma Mente Brilhante” (2001). Dirigiu ainda filmes populares como “Splash” (1984), “Coccon” (1985), “Apollo 13″ (1995), “O Grinch” (2000) e “O Código Da Vinci” (2006).
Stephen Daldry, por “O Leitor”
Este é um caso de profissional extremamente bem sucedido – foi indicado ao Oscar por TODOS os filmes que dirigiu! Tudo bem que possua apenas 3 longas no currículo, mas mesmo assim! Daldry é um cineasta sensível e cuidadoso, e todos os seus longas são garantia de obras acima de média. Mesmo assim, este novo trabalho é o azarão entre os indicados, o que o deixou praticamente sem a menor chance de vitória – esta lembrança foi seu prêmio! Foi indicado também ao Bafta, ao Satellite e ao Globo de Ouro. Esta é sua terceira indicação ao Oscar – concorreu ainda por “As Horas” (2002) e por “Billy Elliot” (2000).
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quarta-feira, fevereiro 11th, 2009
Há muito tempo a seleção de indicados ao Oscar de Melhor Filme não era tão boa – nos últimos cinco ou dez anos sempre era possível trocar dois ou três dos escolhidos por outros que haviam sido ignorados. Neste ano é praticamente impossível fazer esta escolha – e isto que ficaram de fora verdadeiros novos clássicos, como “Batman – O Cavaleiro das Trevas” e “Wall-E”! Pena, porém, é que mesmo com títulos tão bons concorrendo entre si praticamente não há suspense algum na premiação deste ano. Com apenas um dos títulos conquistando TODOS os principais prêmios, restou aos quatro demais apenas marcarem presença como convidados de luxo.
Vai ganhar: “Quem Quer Ser Um Milionário?“
Merece ganhar: “Milk – A Voz da Igualdade“
And the Oscar goes to… “QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO?”
“O Curioso Caso de Benjamin Button”
Campeão de indicações neste ano, concorrendo com 13 indicações, o novo trabalho do diretor David Fincher com o seu protagonista preferido, Brad Pitt, corre o risco de sair da festa de mãos abanando – isso pelo simples fato dele não ser o favorito em NENHUMA das categorias! O que ressalta a forte qualidade dos concorrentes, e não o pouco potencial deste filme – que é simplesmente fantástico! Foi indicado ao Bafta, ao Globo de Ouro, ao Sindicato dos Produtores, ao Broadcast, ao SAG (melhor elenco) e ao prêmio dos Críticos de Chicago – e não ganhou nenhum. Na minha opinião é o segundo melhor dos cinco concorrentes, e assim também devem pensar os votantes! Esta é a sexta indicação da produtora Kathleen Kennedy, a quinta do produtor Frank Marshall e a primeira do produtor Ceán Chaffin. Eles nunca foram premiados nesta categoria anteriormente.
“Frost/Nixon“
Com 5 indicações, é talvez o mais respeitado dos concorrentes, porém o menos “amado”, ou seja, sem defensores ardorosos. Foi ganhou o prêmio dos Críticos de Las Vegas, e foi indicado ao Globo de Ouro, ao SAG (elenco), ao Satellite, ao Sindicato dos Produtores, ao Bafta e ao Broadcast. Os produtores Brian Grazer e Ron Howard ganharam o Oscar de Melhor Filme em 2001, por “Uma Mente Brilhante”. Nesta categoria, esta é a terceira indicação de Grazer (concorreu ainda por “Apollo 13″, 1995), a segunda de Howard e a terceira de Eric Fellner, já indicado por “Desejo e Reparação” (2007) e “Elizabeth” (1998).
“O Leitor”
Esta foi a grande surpresa entre os finalistas. Lembrado em 5 categorias, nunca esteve como um dos favoritos. Mesmo assim, foi indicado ao Globo de Ouro, ao Bafta, ao Broadcast e ao Satellite – não ganhou nenhum. É o com menos chances de sair vitorioso – o azarão. Uma triste curiosidade é que dois dos produtores faleceram recentemente – Anthony MInghella (primeira indicação na categoria) e Sydney Pollack (quarta indicação na categoria, ganhou em 1985 por “Entre Dois Amores”). A terceira produtora, Donna Gigliotti, está em sua segunda indicação – ganhou em 1998 por “Shakespeare Apaixonado”.
“Milk – A Voz da Igualdade“
Um dos principais concorrentes, é o mais pertinente, sério e comprometido do ano – além de ser uma excelente obra cinematográfica. É o único com alguma vaga chance de surpreender nesta categoria – recebeu 8 indicações no total! Merece todo e qualquer reconhecimento, como os obtidos com os Críticos de Nova York, de São Francisco e de Southeastern. Foi indicado também ao Bafta, ao Broadcast, ao SAG (elenco), Satellite, na premiação dos Críticos de Londres e de Chicago e no Sindicato dos Produtores. Esta é a segunda indicação dos produtores Dan Jinks e Bruce Cohen - ganharam o Oscar de Melhor Filme em 2000, por “Beleza Americana”.
*“Quem Quer Ser Um Milionário?“
É o GRANDE favorito, e chega tão certo da vitório como há muito tempo não se via. Realmente não há mistério – segundo todas as premiações pré-Oscar, este É o Melhor Filme de 2008! Com 10 indicações, ganhou o prêmio principal no Bafta, no British Independent Awards, o Broadcast, o Globo de Ouro, o National Board of Review, o Satellite, o SAG (elenco), o Sindicato dos Produtores e os dos Críticos de Kansas, Florida e Boston. E o produtor Christian Colson é o único novato nesta categoria – é sua primeira indicação ao Oscar!
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quarta-feira, fevereiro 11th, 2009
Dentre os cinco indicados a Melhor Ator neste ano temos dois intérpretes acostumados a papéis de coadjuvantes que revelam um grande potencial como protagonistas, um dos maiores astros de Hollywood e um duelo entre favoritos: um dos atores mais premiados e elogiados da atualidade contra um dos retornos mais impressionantes dos últimos anos!
Vai ganhar: Mickey Rourke, por “O Lutador”
Merece ganhar: Sean Penn, por “Milk – A Voz da Igualdade“
And the Oscar goes to… SEAN PENN, POR “MILK – A VOZ DA IGUALDADE”
Brad Pitt, por “O Curioso Caso de Benjamin Button“
É o terceiro entre os favoritos. Só irá ganhar caso haja uma divisão de votos muito forte entre Rourke e Penn. Como está no filme campeão de indicações, e por ser um excelente ator com poucas indicações, pode ser reconhecido. Mesmo assim, as chances são poucas. Os muitos efeitos especiais e a forte maquiagem também atrapalhou a percepção geral do excepcional trabalho que apresentou. Foi indicado também ao Bafta, ao SAG e ao Globo de Ouro. Esta é sua segunda indicação ao Oscar - concorreu ainda como Melhor Ator Coadjuvante por “Os 12 Macacos” (1996).
Frank Langella, por “Frost/Nixon“
Veterano da sétima arte, atua desde os anos 60. Por este mesmo papel ganhou o Tony (o Oscar da Broadway), em 2007. Foi indicado também ao Bafta, o Broadcast, ao Globo de Ouro, ao Satellite e ao SAG – mas ganhou apenas na premiação dos Críticos de Las Vegas. Seu maior problema é que este é um filme muito respeitado e elogiado, porém pouco “amado” – ou seja, é bom, mas ninguém torce por ele. Já apareceu em filmes cultuados como “Dracula” (1979), “1492 – A Conquista do Paraíso” (1992), “Boa Noite e Boa Sorte” (2005) e “Superman – O Retorno” (2006). Esta é sua primeira indicação ao Oscar.
*Sean Penn, por “Milk - A Voz Da Igualdade“
É o melhor dos cinco indicados. Tem apenas dois – enormes – problemas no caminho: já ganhou um Oscar (“Sobre Meninos e Lobos”, 2003) e está enfrentando Mickey Rourke, o favorito. Mesmo assim ganhou o SAG, o Broadcast, e os prêmios das associações de críticos de Southeastern, São Francisco, Palm Springs, Nova York, Los Angeles e Boston, além de ter concorrido ao Bafta, ao Globo de Ouro e ao Satellite. É sua quinta indicação ao Oscar – concorreu ainda como Melhor Ator por “Os Últimos Passos de um Homem” (1995), “Poucas e Boas” (1999) e “Uma Lição de Amor” (2001).
Richard Jenkins, por “The Visitor“
Outro veterano das telas, atua desde o início dos anos 70. Mesmo assim ganhou o prêmio ‘spotlight’ (algo como ‘revelação’) por este desempenho no National Board of Review, além do Satellite e no Festival de Moscow. Foi indicado também ao SAG e ao Independent Spirit Award. Assim como Langella, tem pouquíssimas chances de ganhar. Foi visto há pouco nas comédias “Quase Irmãos” e “Queime Depois de Ler” e é conhecido também pelo extinto seriado “A Sete Palmos”. Aliás, foi na televisão onde iniciou sua carreira, ainda nos anos 70. Já trabalhou com diretores como Woody Allen, Irmãos Coen e Clint Eastwood. Esta é sua primeira indicação ao Oscar.
Mickey Rourke, por “O Lutador“
É o franco favorito, por mais surpreendente que possa parecer. Rourke praticamente não interpreta – ele vive a si mesmo na tela, e qualquer um que conheça um pouco de sua história irá reconhecer as semelhanças. Após de um extenso período de franca decadência, ele reaparece melhor do nunca! Já ganhou o Globo de Ouro, o Bafta, e os prêmios das associações de críticos de Washington, Toronto, São Francisco (empatado com Penn), Kansas, Florida, Chicago e Boston, além de ter concorrido ao SAG, ao Broadcast, ao Satellite e ao Independent Spirit Award. Esta é sua primeira indicação ao Oscar.
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