My Best Friend’s Girl
“My Best Friend’s Girl” é uma ofensa às comédias românticas. Não que se espere muito de um filme com Dane Cook, Jason Biggs e Kate Hudson, mas mesmo assim.
Nada em “Amigos, Amigos, Mulheres à Parte” (My Best Friend’s Girl) é original. Os atores continuam interpretando os mesmos personagens, e pelo menos pra mim, eles não têm carisma e credibilidade suficientes pra sustentarem sozinhos um filme.
Jason Biggs é sempre a mesma coisa. O cara inseguro, bonzinho que respeita as mulheres e acaba sempre jogado pra escanteio. Dane Cook é sempre o cara escroto que conquista as mulheres pelo charme de tratá-las como lixo. E Kate Hudson é Kate Hudson, a despretensiosa, que quer viver a vida e não vê problemas em expressar seus sentimentos à flor da pele. Tudo isso até poderia funcionar, já que separados e em diferentes ocasiões eles são capazes de serem suportados, mas todos juntos é tortura.
A história é batida. Dustin (Biggs) é apaixonado por Alexis (Hudson). Ele faz tudo pra chamar a atenção dela, e, por boa parte do tempo, soa um tanto desesperado. Alexis, por sua vez, vê Dustin como um amigo e sugere que eles saiam com outras pessoas. Dustin, no auto do seu sofrimento, pede ajuda ao amigo Tank (Cook), que nas horas vagas é pago para sair com mulheres em término de namoro e fazer com que os erros de seus ex-namorados sejam pequenos comparados a desgraça que é sair com ele mesmo. Pra sua surpresa, Alexis não se vê ofendida por boa parte dos “truques” de Tank, e ele acaba se apaixonando por ela. E, conseqüentemente, perdendo o melhor amigo. Merecedor de Oscar de Roteiro Original.
O problema é que tudo no filme peca pela vulgaridade. As piadas são forçadas, e não existe nada, ou ninguém, capaz de balancear a desgraça.
Kate Hudson esgotou a paciência fazendo sempre a mesma linha. Até porque, quantas vezes uma mulher consegue refazer o mesmo filme? Tirando “Quase Famosos”, todos os seus filmes se resumem a “Como perder um homem em 10 dias”. Jason Biggs, por sua vez, sempre vai ser o cara virgem que anda pelado com uma torta nos países baixos. Dane Cook, infelizmente, deveria se limitar a fazer shows de comédia. Seu humor não se traduz da maneira certa para as telas do cinema, e na maioria das vezes o que poderia até soar engraçado em uma mesa de bar, no vídeo acaba sendo imaturo, sujo e completamente ignorante. Nem a participação do Alec Baldwin consegue salvar esse filme que, na minha opinião, é digno apenas de locadora, e mesmo assim, só em dia de chuva quando não se tem nada, mas nada mesmo mais pra ser alugado.
