“Heróis”
Por: Robledo Milani
categorias: Críticas, Película
Data: segunda-feira, 1 de junho de 2009
A temática de super-heróis, inspirada nas histórias em quadrinhos, já rendeu bons e memoráveis filmes. Mas também gerou grandes bombas. Infelizmente, o novo “Heróis” está muito mais para esta segunda corrente do que para a primeira. Situado num universo muito similar ao apresentado em programas de televisão como “Heroes” ou filmes do estilo “X-Men”, ele peca por uma total ausência de originalidade, por um roteiro frágil e repleto de equívocos e por um grupo de atores carente de orientações e inclusive entendimento maior dos próprios personagens que estão interpretando.
“Heróis” nos introduz numa realidade em que certas pessoas desenvolveram habilidades diferenciadas: há os que conseguem mover coisas, os que prevêem o futuro, os que convencem os outros de acordo com suas vontades, os que curam e os de grande poder vocal, por exemplo. O governo norte-americano (óbvio) criou uma divisão especial para estudar estas pessoas e, claro, reproduzir estes dons de acordo com seus interesses, potencializando-os e, assim que for possível, gerando um exército indestrutível. E enquanto a maioria morre durante estas experiências, uma garota consegue sobreviver e fugir. E caberá a ela o futuro de todas estas pessoas especiais, numa batalha que se dará pelas ruas de Hong Kong, entre refugiados, agentes secretos e gangues ilegais.
Um destaque que chamou a atenção dos nerds cinéfilos foi o elenco envolvido na produção. Chris Evans, o Tocha Humana do “Quarteto Fantástico”, chamou atenção do diretor Paul McGuigan ao aparecer em outra ficção científica, o espacial “Sunshine – Alerta Solar”. Ele sabe posar como líder, com pinta de salvador da pátria, mas às vezes parece indeciso entre a piada e o heroísmo (algo similar acontece com Ryan Reynolds, de “X-Men Origens: Wolverine”). Djimon Hounsou (que já passeou por estes mundos em longas como “Constantine”, “A Ilha” e “Eragon”) é um vilão de peso, talvez o mais ciente de sua importância à frente das câmeras. A quase brasileira Camilla Belle (sua mãe nasceu no Brasil e a garota chegou a morar uns tempos por aqui), de “10.000 A.C.” e do nacional ainda inédito “À Deriva”, é a vítima que guarda boas surpresas para o final, cumprindo à risca o que lhe é exibido. Mas triste mesmo é ver a não-mais-tão-pequena-porém-ainda-muito-talentosa Dakota Fanning, de “Uma Lição de Amor” e “Guerra dos Mundos”, literalmente perdida em tamanha bobagem.
Com um orçamento bastante reduzido para um projeto de porte, “Heróis” custou pouco menos de US$ 40 milhões, valor que só conseguiu ser coberto com o apoio da bilheteria internacional – já que nos Estados Unidos ninguém se empolgou muito com esta trama com gosto de feijão requentado. McGuigan, de “Xeque-Mate”, tentou apontar para um modo mais tradicional de produção (sua inspiração, segundo ele, foi “Casablanca”!!!), mas pelo que se percebe o resultado ficou bastante longe do alvo. Cansativo, enrolado, confuso, desnecessário. Estas são apenas algumas das impressões que “Heróis” provoca. E é mais do que suficiente!
Push, EUA/Inglaterra/Canadá, 2009
De Paul McGuigan
Com Chris Evans, Dakota Fanning, Camilla Belle, Djimon Hounsou, Neil Jackson, Joel Gretsch, Cliff Curtis
(nota 3)





Se nosso amigo crítico formado robledo Milani achou o filme “confuso”, me desculpe, mas nem é preciso muita inteligência para entender esse filme… Será que você consegue tirar alguma conclusão disso? Ou achou confuso?