<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>CineRonda</title>
	<atom:link href="http://www.cineronda.com.br/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.cineronda.com.br</link>
	<description>Cinema e cultura pop com opinião!</description>
	<lastBuildDate>Tue, 27 Dec 2011 19:36:56 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0</generator>
		<item>
		<title>Promoção Premonição 5</title>
		<link>http://www.cineronda.com.br/promocao-premonicao-5</link>
		<comments>http://www.cineronda.com.br/promocao-premonicao-5#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 14 Sep 2011 18:45:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CineRonda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Promoções]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cineronda.com.br/?p=6740</guid>
		<description><![CDATA[<img class="alignleft size-thumbnail wp-image-6741" title="Premonição 5 - Poster Final" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Premonição-5-Poster-Final-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-6741" href="http://www.cineronda.com.br/promocao-premonicao-5/premonicao-5-poster-final"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-6741" title="Premonição 5 - Poster Final" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Premonição-5-Poster-Final-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" /></a>Concorra a ingressos para assistir ao filme <strong><em>&#8220;Premonição 5</em></strong><strong><em>&#8220;</em></strong>. Envie um email para <strong><a href="mailto:cineronda@phosphoros.com.br">promocao@cineronda.com.br</a></strong> com uma resposta à questão abaixo, colocando junto o <strong>endereço</strong> onde mora:</p>
<p><em>&#8220;Qual a pior premonição que você já teve</em><em>?</em><em>&#8220;</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Participe!</p>
<p><strong>23 de setembro somente nos cinemas</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Verifique Classificação Indicativa</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><a title="http://www.foxfilm.com.br/" href="http://www.foxfilm.com.br/" target="_blank"><strong> </strong></a>Promoção válida somente para <strong>Porto Alegre</strong> e <strong>Região Metropolitana</strong>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cineronda.com.br/promocao-premonicao-5/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Promoção Amizade Colorida</title>
		<link>http://www.cineronda.com.br/promocao-amizade-colorida</link>
		<comments>http://www.cineronda.com.br/promocao-amizade-colorida#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Sep 2011 20:35:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CineRonda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Promoções]]></category>
		<category><![CDATA[Amizade Colorida]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cineronda.com.br/?p=6728</guid>
		<description><![CDATA[<img class="alignleft size-thumbnail wp-image-6729" title="ac_cartaz_promo_elenco_data" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/09/ac_cartaz_promo_elenco_data-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-6729" href="http://www.cineronda.com.br/promocao-amizade-colorida/ac_cartaz_promo_elenco_data"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-6729" title="ac_cartaz_promo_elenco_data" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/09/ac_cartaz_promo_elenco_data-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" /></a>Concorra a ingressos para assistir a pré-estreia do filme <strong><em>&#8220;</em></strong><strong><em>Amizade Colorida&#8221;</em></strong>. Envie um email para <strong><a href="mailto:cineronda@phosphoros.com.br">promocao@cineronda.com.br</a></strong> com uma resposta à questão abaixo, colocando junto o <strong>endereço</strong> onde mora:</p>
<p><em>&#8220;Qual a melhor coisa de uma amizade colorida</em><em>?</em><em>&#8220;</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Participe!</p>
<p><strong>Convites</strong> válidos pra sessões de 08, 09, 10, 16, 17, 23 e 24/09.</p>
<p><strong><strong>Sobre o filme</strong></strong>: Uma jovem recrutadora de Nova York convence um cliente em potencial a deixar seu emprego em São Francisco para trás e aceitar um emprego na Big Apple. Apesar de haver uma atração mútua, ambos percebem que tudo de que eles estão fugindo é de um relacionamento e decidem se tornar amigos&#8230; com benefícios. É o arranjo perfeito – até que eles percebem que não há nada melhor do que estar amarrado.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Will Gluck</p>
<p><strong>Elenco</strong><strong>:</strong> Justin Timberlake, Mila Kunis, Richard Jenkins, Woody Harrelson, Emma Stone</p>
<p><strong>Em exibição somente nos cinemas</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Verifique Classificação Indicativa</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><a title="http://www.foxfilm.com.br/" href="http://www.foxfilm.com.br/" target="_blank"><strong> </strong></a>Promoção válida somente para <strong>Porto Alegre</strong> e <strong>Região Metropolitana</strong>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cineronda.com.br/promocao-amizade-colorida/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Do Olimpo para 3D</title>
		<link>http://www.cineronda.com.br/do-olimpo-para-3d</link>
		<comments>http://www.cineronda.com.br/do-olimpo-para-3d#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 01:11:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Matheus Bonez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Pop]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Espetáculos]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[No Escurinho]]></category>
		<category><![CDATA[Aphrodite]]></category>
		<category><![CDATA[eurythmics]]></category>
		<category><![CDATA[Kylie 3D]]></category>
		<category><![CDATA[Kylie 3D: Aphrodite Les Folies Live in London]]></category>
		<category><![CDATA[Kylie Minogue]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cineronda.com.br/?p=6689</guid>
		<description><![CDATA[Kylie sabe fazer um show. Ou melhor, um espetáculo. Resta agora esperar pelo lançamento em Blu Ray e DVD, programado para novembro, e, quem sabe (e espero) uma apresentação ao vivo da cantora aqui no Brasil...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-6690" href="http://www.cineronda.com.br/do-olimpo-para-3d/kylie04"><img class="alignleft size-medium wp-image-6690" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/09/KYLIE04-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Há três anos a cantora Kylie Minogue veio ao Brasil para apresentar em São Paulo sua <em>X Tour</em>. Não pude ir ao show e me arrependi – e muito – depois de ter visto cenas na internet e o DVD quando foi lançado. Quando surgiram as informações da nova turnê, ainda no final do ano passado, eu prometi a mim mesmo que ia dar um jeito de assistir se ela viesse ao Brasil. Ela não veio. E o prêmio de consolação foi o lançamento nos cinemas de <strong><em>“Kylie 3D: Aphrodite Les Folies Live in London”</em></strong>, exibido em sessões especiais<span id="more-6689"></span> nos dias 26 e 27 de agosto em várias salas do país. E que consolação!</p>
<p>Obviamente, o melhor seria ver Kylie ao vivo, mas a grandiosidade do espetáculo foi transposta de forma perfeita para o formato 3D. Na maior parte do show (que dura cerca de duas horas), a sala de cinema se transforma no O2 Arena de Londres, onde a apresentação foi gravada em dois dias. Quem viu pôde se sentir parte das milhares de pessoas que acompanharam tudo ao vivo. A cantora apresenta as músicas de seu mais recente álbum <em>Aphrodite</em>, tema grego que inspira a maior parte do espetáculo, com hits como <em>Wow</em> (uma das melhores do show), <em>The One, In My Arms, Get Outta My Way, Better Than Today</em> (em uma versão melhor que a original<em>), Put Your Hands Up </em>e<em> All The Lovers</em> (que encerra de forma magnífica o espetáculo), mas não esquece dos maiores sucessos da carreira, como <em>Better The Devil You Know, Spinning Around, Confide In Me, Slow, </em>e, claro<em>, Can’t Get You Out Of My Head</em>, numa ousada e ótima versão rock’n’roll.</p>
<p>Em um dos melhores momentos, na ótima <em>Closer</em>, a australiana, vestida como a deusa Afrodite, “viaja” sobre o público em cima do seu anjo-dançarino. E quem está do lado de cá da tela acredita que Kylie vem em sua direção, tamanha a perfeição do efeito 3D. E é justamente depois dessa música, quando a cantora aterrissa, que o show chega ao seu ápice: o cover de <em>There Must Be An Angel</em>, do Eurythmics, leva o público ao delírio e Kylie mostra todo o seu potencial de voz, dança e empatia com seus fãs.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-6691" href="http://www.cineronda.com.br/do-olimpo-para-3d/kylie05"><img class="alignleft size-medium wp-image-6691" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/09/KYLIE05-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>Por sinal, já ouvi muitos comentários (ruins) sobre a voz aguda de Kylie. Mas tendo ou não uma “voz de criança” ou de “gasguita”, como dizem, não se pode tirar o mérito de que ela sabe – e muito bem &#8211; cantar ao vivo, colocando no chinelo muitas pretensas cantoras que apelam mais para a estética do que para a técnica. Não que a australiana faça pouco caso de sua performance. Pelo contrário. A exuberância faz parte de seus shows, especialmente deste, em que não faltam o cenário aos moldes do Olimpo; dançarinos exibindo o corpo malhado ora vestidos de gladiadores, ora apenas de sunga; figurinos elegantes (como as próprias roupas que evocam a Grécia Antiga e seus deuses e escravos) ou extravagantes (como o vestido de gosto duvidoso no momento “rock” da apresentação); coreografias perfeitas; e até litros e litros de água jorrando como se fossem direto da Fonte de Afrodite.</p>
<p>Kylie sabe fazer um show. Ou melhor, um espetáculo. Resta agora esperar pelo lançamento em Blu Ray e DVD, programado para novembro, e, quem sabe (e espero) uma apresentação ao vivo da cantora aqui no Brasil.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cineronda.com.br/do-olimpo-para-3d/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Fina e popular estampa</title>
		<link>http://www.cineronda.com.br/fina-e-popular-estampa</link>
		<comments>http://www.cineronda.com.br/fina-e-popular-estampa#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 00:11:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Morales</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Adriana Birolli]]></category>
		<category><![CDATA[Aguinaldo Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre Nero]]></category>
		<category><![CDATA[Arlete Salles]]></category>
		<category><![CDATA[Caio Castro]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Casagrande]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Machado]]></category>
		<category><![CDATA[Carol Macedo]]></category>
		<category><![CDATA[Carolina Dieckmann]]></category>
		<category><![CDATA[Christiane Torloni]]></category>
		<category><![CDATA[Dalton Vigh]]></category>
		<category><![CDATA[Dan Stulbach]]></category>
		<category><![CDATA[Dira Paes]]></category>
		<category><![CDATA[Eri Jhonson]]></category>
		<category><![CDATA[Eva Wilma]]></category>
		<category><![CDATA[Fábio Keldani]]></category>
		<category><![CDATA[Fina Estampa]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Boury]]></category>
		<category><![CDATA[Insensato Coração]]></category>
		<category><![CDATA[José Mayer]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Lemmertz]]></category>
		<category><![CDATA[Lília Cabral]]></category>
		<category><![CDATA[Luma Costa]]></category>
		<category><![CDATA[Malhação]]></category>
		<category><![CDATA[Malvino Salvador]]></category>
		<category><![CDATA[marcelo serrado]]></category>
		<category><![CDATA[Marcos Pigossi]]></category>
		<category><![CDATA[Milena Toscano]]></category>
		<category><![CDATA[O Caminho das Índias]]></category>
		<category><![CDATA[Renata Sorrah]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo Simas]]></category>
		<category><![CDATA[Sophie Charlotte]]></category>
		<category><![CDATA[Ti-Ti-ti]]></category>
		<category><![CDATA[Totia Meirelles]]></category>
		<category><![CDATA[Um anjo caiu do céu]]></category>
		<category><![CDATA[Wolf Maya]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cineronda.com.br/?p=6677</guid>
		<description><![CDATA[Imagens de natureza, praia, esportes, atores sem camisa, muita cor e uma música bem pra cima. Assim foi dada a largada para “Fina Estampa”, a nova novela das nove da Rede Globo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-6678" href="http://www.cineronda.com.br/fina-e-popular-estampa/fina_estampa_twitter"><img class="alignleft size-medium wp-image-6678" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/09/fina_estampa_twitter-300x185.jpg" alt="" width="300" height="185" /></a>Imagens de natureza, praia, esportes, atores sem camisa, muita cor e uma música bem pra cima. Assim foi dada a largada para <strong><em>“Fina Estampa”</em></strong>, a nova novela das nove da Rede Globo<span id="more-6677"></span>, que ocupou o lugar da cinzenta, densa e morna <strong><em>“Insensato Coração”</em></strong>.<strong> </strong>A “pegada” dos autores é bem diferente: enquanto um mira na elite carioca, o outro tem a mão para novelas mais, digamos, “povão”. Com oito capítulos levados ao ar, o autor confirma essa tendência e <strong><em>“Fina Estampa”</em></strong> já tem o ibope maior que suas 5 antecessoras nesse mesmo período, que começaram sempre com índices abaixo do esperado pela emissora. Aguinaldo Silva jogou alto, mirou e, parece, acertou.</p>
<p>Aguinaldo, grande autor e marqueteiro nato, chamou atenção para sua novela há muito tempo. A sinopse saiu de sua Master Class (ideia inovadora que visava lançar novos talentos), trocas de elenco a todo o momento, acusações de plágio e outras tantas polêmicas criadas pelo novelista no mundo virtual. Falar em novelas é falar em clichês, em repetição de temas, inverossimilhanças e por aí afora. A maioria é uma ideia readaptada ou com tintas diferentes, que mesmo assim conquista o telespectador brasileiro.</p>
<p>A história inicia com a imigrante Griselda (Lilia Cabral) que vem para o Brasil ainda nova, se casa e tem 3 filhos que cria sozinha depois do sumiço de seu marido no mar. Para sobreviver, ela vive de fazer concertos nas casas das pessoas – um “marido de aluguel” como ela mesmo é chamada. Rejeitada por um dos filhos e cortejada por um português dono de bar, chama atenção também de um sofisticado chef de cozinha. Por isso terá que enfrentar a ira de Teresa Cristina (Christiane Torloni), esposa do último. Ainda no decorrer da trama ela irá ganhar na loteria. E assim surge a pergunta: até que ponto as pessoas mudam?</p>
<p>Nesse início de jornada Aguinaldo se mostra o mestre popular que é com um texto ágil, acessível e de fácil identificação com as massas. O povo voltou a sorrir e a dormir mais tranquilo após a estreia de <strong><em>“Fina Estampa”</em></strong>. Lilia Cabral há tempos merecia uma protagonista absoluta. Senhora de sua atuação, a atriz não fez feio e já conquistou o público de cara ao ser rejeitada pelo filho. Acredito que esse papel irá sedimentar definitivamente o posto de estrela da atriz. Como ponto negativo, no entanto, se destaca o exagero no ar masculino da personagem.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-6679" href="http://www.cineronda.com.br/fina-e-popular-estampa/christiane-torloni"><img class="alignleft size-medium wp-image-6679" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/09/christiane-torloni--300x214.jpg" alt="" width="300" height="214" /></a>Sua antagonista é a absurdamente linda Christiane Torloni, que por sua vez está no fio do trapézio, fazendo um tipo muito parecido com outros trabalhos (a Laila de <strong><em>“Um anjo caiu do céu”</em></strong> ou a Melissa de <strong><em>“O Caminho das Índias”</em></strong>, por exemplo). Quando em cenas mais sérias a atriz convence, mas quando carrega nas tintas fica caricata e repetitiva, com exceção para suas cenas com Marcelo Serrado. Estes momentos são inspiradíssimos por parte do autor e com bordões que em breve estarão na boca do povo. Serrado volta para Globo depois de seis anos na Record com trabalho impecável e totalmente diferente do que andava fazendo. Ele é um dos melhores atores da geração dos 40 anos, e espero que a partir daqui ganhe seu devido destaque.</p>
<p>Por outro lado temos Dalton Vigh, galã quase só lembrado por Aguinaldo e que faz muito bem seu trabalho, felizmente nos livrando da repetição de elenco tão frequente. Ainda são destaques a afiadíssima dupla Júlia Lemmertz e Dan Stulbach, a sempre ótima Renata Sorrah, que volta em papel diferente do habitual, bem como Arlete Salles, que anos só fazia o mesmo personagem e surpreende deixando os vícios de lado. Marcos Pigossi (Rafa), Sophie Charlotte (Maria Amália) e Guilherme Boury (Daniel) chamam atenção no elenco jovem, mas a grande surpresa porém foi Caio Castro (Antenor), que vinha acumulando interpretações pífias em <strong><em>“Malhação”</em> </strong>e <strong><em>“Ti-Ti-Ti”</em></strong>, mostrou força e densidade nas cenas fortes com Lilia Cabral. O núcleo do marido que bate na mulher, dependendo de como for abordado no decorrer da trama, pode se tornar chato, e o que salva é a trinca de atores Alexandre Nero, Dira Paes e a talentosa Carol Macedo – esta lançada em <strong><em>“Passione”</em></strong>.<strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Mas nem só de bons atores vive <strong><em>“Fina Estampa”</em></strong>. Malvino Salvador ainda não mostrou a que veio, mas tem crédito devido a participações no teatro e pode surpreender. A incrível Totia Meirelles está escondida no pior e mais fraco núcleo da história, o da praia. Eri Jhonson, Carlos Machado, Rodrigo Simas, Fábio Keldani, Luma Costa e Wolf Maya disputam para ver quem ganha o prêmio da canastrice. Esse último, aliás, deveria se manter somente atrás das câmeras. Carlos Casagrande é outro que novela após novela não aprende a atuar, e a dupla insossa Milena Toscano e Adriana Birolli definitivamente não me agrada: carisma zero.</p>
<p>Mesmo assim, o saldo geral deste início é pra lá de positivo e com grandes possibilidades de crescimento com as entradas de Carolina Dieckmann no papel de uma periguete. O último papel decente dela em novelas veio das mãos do mesmo autor. A veterana Eva Wilma, aqui como uma tia que vem infernizar a vida da vilã, e o marido desaparecido da protagonista, vivido por José Mayer, são outros que ainda estão por entrar.</p>
<p>Espero que esta estampa siga fina, popular, colorida e que faça o povo ir dormir mais leve. Tenho cá pra mim que o mestre Aguinaldo vai acertar em cheio e poderá se gabar muito em breve no seu twitter de uma das maiores audiências dos últimos tempos. É esperar pra ver!</p>
<p><strong>Cotação: 8,5</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cineronda.com.br/fina-e-popular-estampa/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>“A Viagem de Lucia”</title>
		<link>http://www.cineronda.com.br/a-viagem-de-lucia</link>
		<comments>http://www.cineronda.com.br/a-viagem-de-lucia#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 23:17:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robledo Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Película]]></category>
		<category><![CDATA[A Professora de Piano]]></category>
		<category><![CDATA[A Viagem de Lucia]]></category>
		<category><![CDATA[Arturo Goetz]]></category>
		<category><![CDATA[César Bordón]]></category>
		<category><![CDATA[Francesa Inaudi]]></category>
		<category><![CDATA[Guillermo Pfening]]></category>
		<category><![CDATA[Isabelle Huppert]]></category>
		<category><![CDATA[La llamada]]></category>
		<category><![CDATA[Sandra Ceccarelli]]></category>
		<category><![CDATA[Stefano Pasetto]]></category>
		<category><![CDATA[Veronica Cascelli]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cineronda.com.br/?p=6670</guid>
		<description><![CDATA[Exibido nos festivais de Toronto, Londres e São Paulo, “A Viagem de Lucia” chega aos cinemas brasileiros sem nenhum reconhecimento internacional de maior destaque...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-6671" href="http://www.cineronda.com.br/a-viagem-de-lucia/viagem_lucia"><img class="alignleft size-medium wp-image-6671" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/09/viagem_Lucia-300x190.jpg" alt="" width="300" height="190" /></a>Duas mulheres completamente diferentes uma da outra acabam se encontrando em momentos singulares de suas vidas. Esse reconhecimento é breve e, ao mesmo tempo, profundo. Assim é <strong><em>“A Viagem de Lucia”</em></strong>, uma co-produção entre Argentina e Itália<span id="more-6670"></span>. Dirigido por Stefano Pasetto, o filme tem como maior mérito ser uma obra feminina feita para elas – muito dessa característica vem do fato de ser um roteiro escrito por uma escritora, Veronica Cascelli. Mas mesmo assim a comunicação não se dá por completo – a impressão é de que algo ficou faltando, em ambos os lados da tela.</p>
<p>Como duas pessoas desconhecidas podem, em questão de poucos encontros, se tornarem indispensáveis mutuamente? Isso é o que acontece entre Lea (Francesca Inaudi) e Lucia (Sandra Ceccarelli). A primeira é jovem, libertária, descompromissada. Mantém um relacionamento sem muitos laços com um rapaz tatuador, explode de felicidade a cada contato esporádico do pai ausente e sonha em poder sair da fábrica onde trabalha para poder exercer sua profissão de verdade: bióloga. Já a segunda é mais velha, trabalha como aeromoça, séria e compenetrada, e deseja engravidar do marido – sonho que nunca se realiza devido a uma série de abortos espontâneos que sofre. Tensa e atenta a cada detalhe, após uma chamada telefônica – a do título original – decide retomar suas atividades como professora de piano.</p>
<p>Por instantes lembra da genial obra francesa estrelada por Isabelle Huppert (<strong><em>“A Professora de Piano”</em></strong>, 2001), mas essa rigidez aos poucos será desfeita a partir do convívio entre as duas, mestra e aluna. A relação que começa por acaso, em dois encontros semanais, aos poucos se transforma em algo mais sério e poderoso. O curioso é perceber que isso não acontece apenas por influência dos sentimentos que surgem, e sim devido à fatores externos. Enquanto que Lea recebe um convite para ir trabalhar na Patagônia, Lucia se desaponta cada vez mais com o marido e com a própria vida que tem levado.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-6672" href="http://www.cineronda.com.br/a-viagem-de-lucia/viagem_lucia02"><img class="alignleft size-medium wp-image-6672" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/09/viagem_lucia02-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>Uma exalta felicidade por todos os lados, ao mesmo tempo em que a outra parece indecisa entre vida e morte, sem saber se quer ir adiante ou se prefere simplesmente desistir. É uma obra sensível, sobre o amor que pode surgir entre duas mulheres em situações bastante específicas. Seriam elas lésbicas? O caso é algo passageiro ou irá alterar suas trajetórias para sempre? Isso o filme não se preocupa em esclarecer, e poucos serão os realmente interessados nessa resposta.</p>
<p>Exibido nos festivais de Toronto, Londres e São Paulo, <strong><em>“A Viagem de Lucia”</em></strong> chega aos cinemas brasileiros sem nenhum reconhecimento internacional de maior destaque. Importante indicativo de que este não é um filme qualquer, mas também não chega a ser inesquecível. Com ritmo lento e sem saber muito ao certo para onde ir, o que termina por se destacar diante os olhos dos espectadores são as duas protagonistas, atrizes que se entregam com muito empenho a algo que nem merecia tamanho esforço.</p>
<p><em>La llamada</em>, Argentina/Itália, 2010<br />
De Stefano Pasetto<br />
Com Francesa Inaudi, Sandra Ceccarelli, César Bordón, Arturo Goetz, Guillermo Pfening</p>
<p><strong>(nota 5)</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cineronda.com.br/a-viagem-de-lucia/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>“O Quadragésimo Primeiro”</title>
		<link>http://www.cineronda.com.br/o-quadragesimo-primeiro</link>
		<comments>http://www.cineronda.com.br/o-quadragesimo-primeiro#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 21:59:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Willian Silveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Película]]></category>
		<category><![CDATA[Studio]]></category>
		<category><![CDATA[A Balada do Soldado]]></category>
		<category><![CDATA[Ballada o soldate]]></category>
		<category><![CDATA[Grigori Chukhrai]]></category>
		<category><![CDATA[Izolda Izvitskaya]]></category>
		<category><![CDATA[Letyat zhuravli]]></category>
		<category><![CDATA[Mikhail Kalatozov]]></category>
		<category><![CDATA[Nikolai Kryuchkov]]></category>
		<category><![CDATA[O Quadragésimo Primeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Oleg Strizhenov]]></category>
		<category><![CDATA[Quando voam as cegonhas]]></category>
		<category><![CDATA[Sergei Urusevsky]]></category>
		<category><![CDATA[Sorok pervyy]]></category>
		<category><![CDATA[Sou Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Soy Cuba]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cineronda.com.br/?p=6661</guid>
		<description><![CDATA[Fotografado com o esmero técnico do talentoso Sergei Urusevsky, “O Quadragésimo Primeiro” deixa-nos a impressão de que o clássico “A Balada do Soldado” era uma questão de tempo...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-6662" href="http://www.cineronda.com.br/o-quadragesimo-primeiro/41_1"><img class="alignleft size-medium wp-image-6662" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/09/41_1-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>A força de um ideal depende da obstinação dos homens engajados em obtê-lo<span id="more-6661"></span>.</p>
<p>Durante à guerra civil russa, um destacamento de vinte e três soldados do Exército Vermelho perde-se das tropas em algum ponto incerto entre a Europa e a Ásia. O deserto no qual se encontram não lhes exige menos que a resistência ferrenha ao calor e ao frio, igualmente intensos. As vilanias da natureza e do destino somente não são piores porque dentre eles está María Filatovna (Izolda Izvitskaya), uma soldada talentosa que, por atirar com perfeição, gaba-se de nunca ter pressionado o gatilho em vão.</p>
<p>Os dias passam e o deserto parece consumir as forças do grupo comandado pelo bolchevique  Ansenti Yevsyukov (Nikolai Kryuchkov). Contudo, se é verdade que a sorte está a favor da Revolução, então os homens do Exército Branco, comandados pelo tenente Vadim Nikolayevich Govorkha (Oleg Strizhenov), não são outro sinal senão o de que foram mandados como sobrevida aos revolucionários. Requisitada, a destreza de Filatovna entra mais uma vez em ação para abater o “quadragésimo” inimigo. A impecável pontaria faz com que o grupo rival se renda facilmente, resultando em mantimentos para a sequência da caminhada e na prisão do tenente Govorkha, figura importante em um futura negociação.</p>
<p>Baseado no livro homônimo publicado em 1924 do escritor soviético Boris Lavrenyev (1891 &#8211; 1959), <em>“</em><strong><em>O Quadragésimo Primeiro”</em>*</strong> (<em>Sorok pervyy</em>, 1956) é o longa-metragem de estréia do diretor e roteirista soviético Grigori Chukhrai (1921 &#8211; 2001),  mais conhecido pelo premiado <strong><em>“A Balada do Soldado”</em></strong> (<em>Ballada o soldate</em>, 1959). Em seu primeiro trabalho, podemos reconhecer perfeitamente, como era de se esperar, o estilo próprio do cinema soviético – está ali, por exemplo, a recorrente preferência pelas sequências constituídas por planos <em>close-up</em> e planos abertos – mas ainda mais, é possível que nos surpreendamos com a maturidade técnica demonstrada pelo diretor dado ser este seu trabalho inicial. Do início ao fim, <strong><em>“O Quadragésimo Primeiro”</em></strong> apresenta-se mostrando estar seguro acerca dos caminhos que precisará percorrer para evidenciar a relação dual entre Filatovna, encarnação completa do compromisso ideológico incutido por Trótski, e Govorkha, proposta dos interesses particulares e comuns.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-6663" href="http://www.cineronda.com.br/o-quadragesimo-primeiro/41_2"><img class="alignleft size-medium wp-image-6663" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/09/41_2-300x229.jpg" alt="" width="300" height="229" /></a>Consciente do que necessita e de suas possibilidades, Chukhrai produz um filme simples no qual os atos assemelham-se aos movimentos de uma sinfonia mais pela peculiaridade do cinema soviético que por buscar na forma um significado específico. Exceto duas passagens isoladas – quando Filatovna surpreende-se com a cor dos olhos de Govorkha e quando este reconhece a beleza de um poema feito com e para as armas – o filme encaminha-se para um final trivial. Porém o tom aparentemente simplório do desfecho esperado se faz fundamental para que o verdadeiro desenlace atue de forma especialmente marcante. A decisão de Filatovna é radical – incisiva. Especialmente se lembrarmos que está motivada pela ordem de Yevsyukov, seu líder. Abrir mão dos interesses pessoais em nome de uma causa assinalou o embate dos soldados contra o frio, a fome e o desconhecido. Antes disso, o compromisso de deixarem suas casas na iminência de nunca mais retornarem jamais os tornou menos obstinados. E Filatovna era um destes tantos.</p>
<p>Fotografado com o esmero técnico do talentoso Sergei Urusevsky, colaborador habitual do diretor soviético Mikhail Kalatozov (<strong><em>“Quando voam as cegonhas” </em></strong>[<em>Letyat zhuravli</em>, 1957] e <strong><em>“Sou Cuba”</em></strong> [<em>Soy Cuba</em>, 1964]), <strong><em>“O Quadragésimo Primeiro”</em></strong> deixa-nos a impressão de que o clássico <strong><em>“A Balada do Soldado”</em></strong> era uma questão de tempo.</p>
<p>*<em>A história de “<strong>O Quadragésimo Primeiro”</strong> (Sorok pervyy) foi levado pela primeira vez aos cinemas em 1927 pelo importante diretor soviético Yakov Protazanov (1881–1945)</em>.</p>
<p><em>O Quadragésimo Primeiro (</em><em>Sorok pervyy), </em>1956<br />
Diretor: Grigori Chukhrai<br />
Roteiro: Grigori Chukhrai<br />
Duração: 88 min.<br />
País: União Soviética<br />
<strong> Cotação: Muito Bom</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cineronda.com.br/o-quadragesimo-primeiro/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Promoção O Homem do Futuro</title>
		<link>http://www.cineronda.com.br/promocao-o-homem-do-futuro</link>
		<comments>http://www.cineronda.com.br/promocao-o-homem-do-futuro#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 31 Aug 2011 00:16:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>CineRonda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Promoções]]></category>
		<category><![CDATA[Alinne Moraes]]></category>
		<category><![CDATA[O Homem do Futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Wagner Moura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cineronda.com.br/?p=6627</guid>
		<description><![CDATA[<img class="alignleft size-thumbnail wp-image-6628" title="HDF_cartaz_com data" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/08/HDF_cartaz_com-data-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-6628" href="http://www.cineronda.com.br/promocao-o-homem-do-futuro/hdf_cartaz_com-data"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-6628" title="HDF_cartaz_com data" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/08/HDF_cartaz_com-data-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" /></a>Concorra a ingressos para assistir ao filme <strong>“O Homem do Futuro<em>&#8220;</em></strong>. Envie um email para <strong><a href="mailto:cineronda@phosphoros.com.br">cineronda@cineronda.com.br</a></strong> com uma resposta à questão abaixo, colocando junto o <strong>endereço</strong> onde mora:</p>
<p><em>&#8220;O que você gostaria de perguntar para o Homem do Futuro</em><em>?</em><em>&#8220;</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Participe!</p>
<p>SINOPSE:<br />
Zero (Wagner Moura) é um cientista brilhante e solitário que acredita ser infeliz porque 20 anos atras foi humilhado pelo grande amor da sua vida. Ao tentar criar uma forma revolucionária de energia, volta acidentalmente ao passado e se vê diante da chance de encontrar a si mesmo &#8211; duas décadas mais jovem &#8211; e &#8220;corrigir&#8221; os erros de sua própria vida. Tentar manipular os caminhos do tempo é mais difícil e confuso do que possa parecer!</p>
<p><strong>A partir de 02 de setembro em exibição somente nos cinemas</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Classificação Indicativa: 12 anos</strong></p>
<p><strong><a href="http://www.ohomemdofuturo.com.br" target="_blank">www.ohomemdofuturo.com.br</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://www.facebook.com/ohomemdofuturo" target="_blank">facebook.com/ohomemdofuturo</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://www.twitter.com/_ohomemdofuturo" target="_blank">@_ohomemdofuturo</a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><a title="http://www.foxfilm.com.br/" href="http://www.foxfilm.com.br/" target="_blank"><strong> </strong></a>Promoção válida somente para <strong>Porto Alegre</strong> e <strong>Região Metropolitana</strong>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cineronda.com.br/promocao-o-homem-do-futuro/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ricky Martin: um astro livre de amarras</title>
		<link>http://www.cineronda.com.br/ricky-martin-um-astro-livre-de-amarras</link>
		<comments>http://www.cineronda.com.br/ricky-martin-um-astro-livre-de-amarras#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 14:49:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Morales</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Pop]]></category>
		<category><![CDATA[Espetáculos]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[gay]]></category>
		<category><![CDATA[Giorgio Armani]]></category>
		<category><![CDATA[Livin' La Vida Loca]]></category>
		<category><![CDATA[Lo Mejor de mi vida eres tu]]></category>
		<category><![CDATA[Maria]]></category>
		<category><![CDATA[Menudos]]></category>
		<category><![CDATA[Musica+Alma+Sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Ricky Martin]]></category>
		<category><![CDATA[Será Será]]></category>
		<category><![CDATA[She Bangs]]></category>
		<category><![CDATA[Vuelve]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cineronda.com.br/?p=6610</guid>
		<description><![CDATA[Depois de seis anos afastado do público brasileiro, o maior astro pop da música latina retorna ao país para cumprir parte do giro latino-americano de Música+Alma+Sexo, título (mais coerente impossível) dessa nova turnê...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-6611" href="http://www.cineronda.com.br/ricky-martin-um-astro-livre-de-amarras/055712980-exh00"><img class="alignleft size-medium wp-image-6611" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/08/055712980-EXH00-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Depois de seis anos afastado do público brasileiro, o maior astro pop da música latina retorna ao país para cumprir parte do giro latino-americano de <em>Música+Alma+Sexo</em>, título (mais coerente impossível) dessa nova turnê, que já passou por São Paulo e Rio de Janeiro e faz hoje sua última apresentação em Porto Alegre<span id="more-6610"></span>.</p>
<p>Ricky Martin, apesar de altos e baixos, sempre foi um nome de grande importância no cenário pop mundial, mas principalmente nas Américas. Cercado de um staff inteligente, não existiria hora melhor para uma alavancada na carreira do que neste momento, pois há  poucos meses o cantor assumiu publicamente sua homossexualidade – que não era surpresa para maioria de seus fãs (dizem que o cantor se viu obrigado a fazer a revelação por que estaria sendo chantageado por um jornalista que tinha imagens comprometedoras). Era um tiro no escuro, estava fazendo barulho mas ao mesmo tempo decepcionaria milhares de fãs histéricas que seguiam e desejavam o guapo. Mas o tiro foi certeiro, a revelação em nada abalou a carreira de Ricky e ainda  ganhou a simpatia de boa parte do público gay. O novo CD vendeu bem para tempos atuais e os shows seguem esgotando seus ingressos.</p>
<p>Na noite de sexta feira, dia 26 de agosto, no Credicard Hall, em São Paulo, o público era predominantemente de mulheres na faixa dos trinta anos para cima e que acompanhavam Ricky desde a época dos Menudos. Pra essas nada mudou: a histeria, os gritos e o choro seguem os mesmos diante da absurda sensualidade do cantor. Pouco importa se não conseguiriam algo a mais com ele, seguem amando-o da mesma forma ou até mais. O restante era formado de rapazes gays que se sentiram bastante a vontade para rebolar, cantar e não se preocupar  com possíveis olhares atravessados.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-6612" href="http://www.cineronda.com.br/ricky-martin-um-astro-livre-de-amarras/2d003301-a737-4684-a5f4-203466986744"><img class="alignleft size-medium wp-image-6612" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/08/2d003301-a737-4684-a5f4-203466986744-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a>Com uma pontualidade pouco vista nos shows por aqui, as luzes se apagam e aparece nos telões um vídeo com o cantor nu preso a correntes até o momento de sua libertação, uma metáfora da sua situação atual. Mais dois vídeos desse tipo permeiam o espetáculo, todos eles falando de preconceito e minorias. A exaltação à liberdade de seja lá o que for está presente do início ao fim do show, seja através dessas imagens ou até mesmo nos cenários que remetem à grades e prisões.O pano sobe e um andaime de ferro, que permanece em cena até o encerramento, é o cenário principal do show. De lá Ricky Martin surge em um modelo de couro colado ao corpo, feito especialmente por Giorgio Armani, cantando a música <em>“Será Será”</em>. Essa canção fala adivinhe do que? De libertação, de ser quem você é. A partir daí, o cantor troca praticamente a cada música de camiseta, expõe o corpo sarado em plena forma durante muito tempo, assim como seus bailarinos, todos igualmente em excelente forma. O clima de sensualidade é o tempo todo, com Ricky no meio seja de homens ou de mulheres na simulação de uma orgia.</p>
<p>O repertório é quase que totalmente dançante, passando por desde hits do primeiro CD solo do cantor, de 1991, até o atual. Com exceção da antiga <em>“Vuelve”</em> (cantada maciçamente pela plateia) e de mais duas do novo trabalho, as únicas baladas, o resto é de colocar o quadril para balançar e se jogar. Nenhum hit faltou, mas os destaques foram  <em>“Maria”</em> com a participação de uma bailarina flamenca, e <em>“Livin’ la vida loca”</em> seguida de <em>“She Bangs”</em> que levam todos ao delírio e é sem dúvida a melhor parte do espetáculo. A última parte fica toda a cargo do repertório latino. No bis, para encerrar, a lindinha <em>“Lo mejor de mi vida eres tu”</em>, em que usa uma camiseta branca com dizeres novamente pregando a igualdade, ao mesmo tempo em que levanta a bandeira do Brasil em punho. Muitos vão as lágrimas, e em um encerramento inesperado surge mais uma versão de <em>“Maria”</em>, que agradou mas se mostrou desnecessária diante de tamanho repertório.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-6613" href="http://www.cineronda.com.br/ricky-martin-um-astro-livre-de-amarras/ricky"><img class="alignleft size-medium wp-image-6613" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/08/ricky-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>Deixando de lado que foi uma apresentação curta, com set list reduzido em relação à tour européia, o show é dançante, envolvente e delicioso de ponta a ponta. Independente de sua condição sexual, Ricky Martin segue rebolando, sorrindo, abusando da simpatia e da pouca roupa. Ele conversa, faz piada e deixa as fãs tão histéricas quanto antes. Portanto, o que mudou? Para ele provavelmente muita coisa, mas pra quem assiste absolutamente nada. A única diferença é que agora ele mexe com a imaginação das moçoilas e concretamente com a dos rapazes. Ricky tem agora mais uma legião de súditos aos seus pés.</p>
<p><strong>Cotação: 9</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cineronda.com.br/ricky-martin-um-astro-livre-de-amarras/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>“Planeta dos Macacos” (2001)</title>
		<link>http://www.cineronda.com.br/planeta-dos-macacos-2001</link>
		<comments>http://www.cineronda.com.br/planeta-dos-macacos-2001#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 22:30:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robledo Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Película]]></category>
		<category><![CDATA[Batman]]></category>
		<category><![CDATA[batman o retorno]]></category>
		<category><![CDATA[Charlton Heston]]></category>
		<category><![CDATA[Helena Bonham-Carter]]></category>
		<category><![CDATA[Jurassic Park 3]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Wahlberg]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Clarke Duncan]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Giamatti]]></category>
		<category><![CDATA[Pearl Harbor]]></category>
		<category><![CDATA[Planet of the Apes]]></category>
		<category><![CDATA[Planeta dos Macacos]]></category>
		<category><![CDATA[Tim Burton]]></category>
		<category><![CDATA[Tim Roth]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cineronda.com.br/?p=6577</guid>
		<description><![CDATA[Burton ainda está nos devendo um “Planeta dos Macacos” legítimo do modo como imaginou. Esse sim seria um grande espetáculo, não só para os olhos, como a versão aqui comentada, mas também para o cérebro, como era o original...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-6578" href="http://www.cineronda.com.br/planeta-dos-macacos-2001/planet-of-the-apes_2001"><img class="alignleft size-medium wp-image-6578" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/08/planet-of-the-apes_2001-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Uma grande aventura. E só, não espere nada além disso. O novo <strong><em>“Planeta dos Macacos”</em></strong>, dessa vez sob o comando de Tim Burton, 33 anos após o original, é um excelente blockbuster de férias, perfeito para arrecadar milhões e levar multidões aos cinemas, mas muito pouco contém do pessimismo, da seriedade e do caráter reflexivo da primeira versão<span id="more-6577"></span>. Dessa vez, o que foi levado em conta são os detalhes técnicos, a emoção causada pelas altas doses de adrenalina disparada nos espectadores, acostumados a não pensarem muito no que assistem. Para quem procurava apenas isso, o programa atendeu o esperado e finalmente o espectador recebeu o prometido (e não cumprido) por <strong><em>“Jurassic Park 3”</em></strong> e <strong><em>“Pearl Harbor”</em></strong>, apenas para ficarmos com outros grandes lançamentos da mesma temporada.</p>
<p>Também, era pedir demais que repetissem o impacto da obra clássica estrelada por Charlton Heston (que faz uma ponta nesse remake, como um macaco, pai de Thade). Os tempos são outros, o perigo da Guerra Fria é (quase) inexistente, e se tem um pouco mais de esperança no futuro da humanidade.</p>
<p>No filme original, por exemplo, leva-se cerca de quarenta minutos até que apareça o primeiro macaco, enquanto que o novo já abre com um chipanzé astronauta (antes mesmo dos créditos)! No antigo, os humanos remanescentes não eram capazes de falar, e a máscara dos macacos era extremamente rudimentar, não possibilitando muitos movimentos faciais. Devido a esses fatos, o filme continha várias seqüências de puro silêncio, sem um único diálogo. Você é capaz de imaginar isso nos tempos atuais: cinco, dez minutos de ação contínua na tela sem uma palavra sequer pronunciada?</p>
<p>No entanto, a fórmula antiga foi um imenso sucesso, um filme perturbador que conquistou milhares de fãs e que gerou uma verdadeira legião de adoradores, provocando mais quatro continuações, uma série televisiva, histórias em quadrinhos, desenhos animados e uma infinidade de outros derivados. Tudo o que se quer, agora, é reviver essa saga, para ressurgir uma das mais lucrativas franquias da história de Hollywood. Para isso, acreditou-se que apenas uma excelente qualidade técnica, com excelentes efeitos especiais e uma maquiagem surpreendente (o ponto alto do filme – os macacos são perfeitos, chega a ser impressionante!), mas esqueceu-se do principal, uma história impactante.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-6579" href="http://www.cineronda.com.br/planeta-dos-macacos-2001/planet-of-the-2001"><img class="alignleft size-medium wp-image-6579" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/08/Planet-of-the-2001-300x180.jpg" alt="" width="300" height="180" /></a>A impressão que se tem é que, como se sabia que era praticamente impossível recriar o ambiente original, apostou-se tudo no que hoje existe de melhor em termos concretos, físicos, enquanto restava a esperança de que a expectativa gerada e as lembranças provocadas pela comparação fossem suficientes para envolver a platéia. Em muitos casos até chega a convencer, mas nunca de modo suficiente. Por exemplo, o final emocionante da primeira versão, com as ruínas da Estátua da Liberdade, quando o herói descobre que o Planeta dos Macacos é, na verdade, sua antiga Terra, após uma destruição total. Dessa vez ficou claro que a história não se desenvolveria na Terra, mas a preocupação de não se repetir foi tão grande que o que acontece acaba sendo justamente o inverso. Quem não sentir um gostinho amargo de “oh, não, tudo menos isso” no final, que me conte depois.</p>
<p>Como a aposta era muito alta, o diretor não poderia ser responsável por todas as decisões, dependendo (e muito) da opinião dos chefões do estúdio, que alteraram o final previamente imaginado para garantir a possibilidade de futuras seqüências. Isso já aconteceu uma vez com Tim Burton, quando ele dirigiu o primeiro <strong><em>“Batman”</em></strong> (1989), que apesar de todas as interferências dos estúdio, acabou dando certo, possibilitando uma carta branca ao diretor para a realização do segundo, <strong><em>“Batman – O Retorno”</em></strong> (1992), que certamente é o melhor da série. Infelizmente, não foi o que aconteceu dessa vez, e Burton ainda está nos devendo um <strong><em>“Planeta dos Macacos”</em></strong> legítimo do modo como imaginou. Esse sim seria um grande espetáculo, não só para os olhos, como a versão aqui comentada, mas também para o cérebro, como era o original.</p>
<p><em>Planet of the Apes</em>, EUA, 2001<br />
De Tim Burton<br />
Com Mark Wahlberg, Tim Roth, Helena Bonham-Carter, Michael Clarke Duncan, Paul Giamatti, Charlton Heston</p>
<p><strong>(nota 7)</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cineronda.com.br/planeta-dos-macacos-2001/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>As facadas de Hitchcock</title>
		<link>http://www.cineronda.com.br/as-facadas-de-hitchcock</link>
		<comments>http://www.cineronda.com.br/as-facadas-de-hitchcock#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 04:26:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Matheus Bonez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[No Escurinho]]></category>
		<category><![CDATA[A Sombra de uma Dúvida]]></category>
		<category><![CDATA[Agatha Christie]]></category>
		<category><![CDATA[Alfred Hitchcock]]></category>
		<category><![CDATA[Alfred Hitchcock Presents]]></category>
		<category><![CDATA[Disque M para Matar]]></category>
		<category><![CDATA[Frenesi]]></category>
		<category><![CDATA[Grace Kelly]]></category>
		<category><![CDATA[O Homem Errado]]></category>
		<category><![CDATA[O Pássaros]]></category>
		<category><![CDATA[Pacto Sinistro]]></category>
		<category><![CDATA[psicose]]></category>
		<category><![CDATA[Um Corpo que Cai]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cineronda.com.br/?p=6565</guid>
		<description><![CDATA[Falar sobre Hitchcock e suas inspirações nos filmes renderiam linhas e linhas de texto. Por enquanto fica o convite para conhecer o cinema clássico através do diretor e de toda sua obra. E boa viagem no tempo...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/08/hitchcock.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-6566" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/08/hitchcock-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>O mestre do suspense. Assim Alfred Hitchcock é conhecido mundialmente por seus mais de 50 filmes permeados por assassinatos, vinganças e suspeitos<span id="more-6565"></span>. No ano em que completa-se 31 anos da morte do cineasta, o Centro Cultural Banco do Brasil realizou uma mostra em São Paulo e no Rio de Janeiro com a filmografia do diretor e suas dezenas de longas-metragens, três curtas e 127 episódios da série de TV <em>Alfred Hitchcock Presents</em>. Uma forma de conhecer a obra do artista a fundo e que também revela outras nuances de seu trabalho.</p>
<p>Seus filmes não seguiam uma linha de suspense à la Agatha Christie com seus famosos <em>“quem matou?”</em>. Pelo contrário. As narrativas do diretor poderiam ser consideradas óbvias se levarmos em conta este aspecto, já que na maioria dos seus filmes o assassino já era revelado. O que importava e divertia – ou melhor, entretém &#8211; o público até hoje, era como seus vilões seriam pegos. Não duvido que muitos autores de novela tenham se inspirado em Hitchcock para compor seus vilões.</p>
<p>Hitchcock usava sempre um exemplo para explicar o que realmente era suspense para ele. Se numa cena uma bomba é colocada embaixo de uma mesa, um casal senta sobre as cadeiras e o artefato explode, levamos um susto. Mas se deixarmos o mesmo explosivo com o tempo de um minuto para estourar, e nesse meio tempo o mesmo casal estiver conversando sobre trivialidades enquanto o relógio passa, a expectativa é saber o que vai acontecer: os dois vão ver a bomba? Vão conseguir fugir a tempo? Vão desarmar o explosivo? Para o diretor, isto era suspense.</p>
<p>Porém, acima de tudo isso, Hitchcock era apaixonado pela psique humana. Suas histórias eram recheadas de personagens com distúrbios psicológicos e sexuais. Nem preciso citar <strong><em>&#8220;Psicose&#8221;</em></strong>, seu filme mais conhecido, em que o assassino era um homem problemático que assumia a personalidade da mãe para expor suas frustrações.  A inteligência cinematográfica de Hitchcock chegava ao ponto de até o figurino expor o medo e culpa dos personagens. Em <strong><em>&#8220;Disque M para Matar&#8221;</em></strong>, por exemplo, a personagem de Grace Kelly começa o filme vestindo trajes brancos quando está com seu marido. Ao encontrar o amante, está com um vestido vermelho. E ao ser presa, só usa tons escuros. Uma forma mais cinematográfica de contar as histórias e problemas sem recorrer a diálogos para tudo.</p>
<p><a href="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/08/hitchcock-los-angeles-1969.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-6567" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/08/hitchcock-los-angeles-1969-300x205.jpg" alt="" width="300" height="205" /></a>O mais interessante era que esses distúrbios muitas vezes foram representados por personagens duplos. Explico. Aqueles que se complementam, muitas vezes mostrando os aspectos negativos e positivos de uma mesma personalidade. Além de <strong><em>&#8220;Psicose&#8221;</em></strong>, podemos ver isso em longas como <strong><em>&#8220;</em></strong><strong style="font-style: italic;">A Sombra de uma Dúvida&#8221;</strong><em>, </em><strong><em>&#8220;Pacto Sinistro&#8221;</em></strong><em>, <strong>&#8220;Um Corpo que Cai&#8221;</strong>, <strong>&#8220;Os Pássaros&#8221;</strong>, <strong>&#8220;O Homem Errado&#8221;</strong>, <strong>&#8220;Frenesi&#8221;</strong></em>, entre muitos outros. Uma forma de mostrar que o bem sempre prevalece, como qualquer narrativa clássica, mas que nem por isso todos nós deixamos de ter um lado obscuro que luta para sair a qualquer momento.</p>
<p>Falar sobre Hitchcock e suas inspirações nos filmes renderiam linhas e linhas de texto. Por enquanto fica o convite para conhecer o cinema clássico através do diretor e de toda sua obra. E boa viagem no tempo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.cineronda.com.br/as-facadas-de-hitchcock/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

