É de causar inveja a todas as Marias
Por: Mauren Favero
categorias: Colunas, Críticas, OBS., Película
Data: quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Thalia, protagonista de difíceis e sofridas novelas exibidas no SBT, deve ter sentido inveja. O longa-metragem “Sob a Mesma Lua” é igualmente doloroso. Se a cantora e atriz mexicana, invariavelmente, interpretava a moça pobre e sonhadora que vencia na vida e era feliz com galã da história apenas no último episódio da trama, agüentando injustiças, preconceitos e os mais diversos contratempos durante o desdobrar do enredo, este novo filme é também sensível, delicado, mas regado a rios de lágrimas – tanto das personagens quanto dos espectadores – e encontros e desencontros. A história narra a forte relação entre mãe e filho. Fala também de distância, escolha de caminhos e destinos.
Em uma aldeia em área rural do México vivem Carlos, também chamado de Carlitos, e sua avó. Rosário, a mãe do menino, é uma das inúmeras pessoas que atravessaram a fronteira em busca de trabalho e melhores condições nos Estados Unidos. Após a morte da avó, Carlitos decide ir atrás da mãe em Los Angeles, mas só possui como referência as descrições do ambiente que a mãe fazia ao telefone todo domingo, quando ligava. A trama enche-se de mais tensão ainda quando Rosário decide largar tudo e voltar a sua cidade para cuidar do filho e vê-lo crescer ao mesmo tempo em que Carlitos decide arriscar-se para encontrá-la.
Os destinos de Carlos e de Enrique, uma pessoa dura e muitas vezes insensível, se cruzam nessa longa jornada na busca por Rosário. O homem, aos poucos, vai se apegando ao garoto. E o resultado desse adverso encontro gera muita cumplicidade e companheirismo.
A atriz Kate Del Castillo, que interpreta Rosário, já participou de “Cidade do Silêncio” (2006) ao lado de Jennifer Lopez, Antonio Banderas e da brasileira Sonia Braga. Já Carlitos, interpretado pelo ator Adrián Alonso, apesar da pouca idade teve sua participação marcada em “A Lenda do Zorro” (2005).
“Sob a Mesma Lua” é daquele tipo de drama que prende apertado o coração e só solta no último segundo de projeção. Aos mais molengas de coração a dica é boa. Mas vá ao cinema preparado para conter os soluços, porque é choradeira na certa!





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