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	<title>CineRonda &#187; Cultura Pop</title>
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	<description>Cinema e cultura pop com opinião!</description>
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		<title>Do Olimpo para 3D</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 01:11:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Matheus Bonez</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Kylie sabe fazer um show. Ou melhor, um espetáculo. Resta agora esperar pelo lançamento em Blu Ray e DVD, programado para novembro, e, quem sabe (e espero) uma apresentação ao vivo da cantora aqui no Brasil...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-6690" href="http://www.cineronda.com.br/do-olimpo-para-3d/kylie04"><img class="alignleft size-medium wp-image-6690" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/09/KYLIE04-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Há três anos a cantora Kylie Minogue veio ao Brasil para apresentar em São Paulo sua <em>X Tour</em>. Não pude ir ao show e me arrependi – e muito – depois de ter visto cenas na internet e o DVD quando foi lançado. Quando surgiram as informações da nova turnê, ainda no final do ano passado, eu prometi a mim mesmo que ia dar um jeito de assistir se ela viesse ao Brasil. Ela não veio. E o prêmio de consolação foi o lançamento nos cinemas de <strong><em>“Kylie 3D: Aphrodite Les Folies Live in London”</em></strong>, exibido em sessões especiais<span id="more-6689"></span> nos dias 26 e 27 de agosto em várias salas do país. E que consolação!</p>
<p>Obviamente, o melhor seria ver Kylie ao vivo, mas a grandiosidade do espetáculo foi transposta de forma perfeita para o formato 3D. Na maior parte do show (que dura cerca de duas horas), a sala de cinema se transforma no O2 Arena de Londres, onde a apresentação foi gravada em dois dias. Quem viu pôde se sentir parte das milhares de pessoas que acompanharam tudo ao vivo. A cantora apresenta as músicas de seu mais recente álbum <em>Aphrodite</em>, tema grego que inspira a maior parte do espetáculo, com hits como <em>Wow</em> (uma das melhores do show), <em>The One, In My Arms, Get Outta My Way, Better Than Today</em> (em uma versão melhor que a original<em>), Put Your Hands Up </em>e<em> All The Lovers</em> (que encerra de forma magnífica o espetáculo), mas não esquece dos maiores sucessos da carreira, como <em>Better The Devil You Know, Spinning Around, Confide In Me, Slow, </em>e, claro<em>, Can’t Get You Out Of My Head</em>, numa ousada e ótima versão rock’n’roll.</p>
<p>Em um dos melhores momentos, na ótima <em>Closer</em>, a australiana, vestida como a deusa Afrodite, “viaja” sobre o público em cima do seu anjo-dançarino. E quem está do lado de cá da tela acredita que Kylie vem em sua direção, tamanha a perfeição do efeito 3D. E é justamente depois dessa música, quando a cantora aterrissa, que o show chega ao seu ápice: o cover de <em>There Must Be An Angel</em>, do Eurythmics, leva o público ao delírio e Kylie mostra todo o seu potencial de voz, dança e empatia com seus fãs.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-6691" href="http://www.cineronda.com.br/do-olimpo-para-3d/kylie05"><img class="alignleft size-medium wp-image-6691" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/09/KYLIE05-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>Por sinal, já ouvi muitos comentários (ruins) sobre a voz aguda de Kylie. Mas tendo ou não uma “voz de criança” ou de “gasguita”, como dizem, não se pode tirar o mérito de que ela sabe – e muito bem &#8211; cantar ao vivo, colocando no chinelo muitas pretensas cantoras que apelam mais para a estética do que para a técnica. Não que a australiana faça pouco caso de sua performance. Pelo contrário. A exuberância faz parte de seus shows, especialmente deste, em que não faltam o cenário aos moldes do Olimpo; dançarinos exibindo o corpo malhado ora vestidos de gladiadores, ora apenas de sunga; figurinos elegantes (como as próprias roupas que evocam a Grécia Antiga e seus deuses e escravos) ou extravagantes (como o vestido de gosto duvidoso no momento “rock” da apresentação); coreografias perfeitas; e até litros e litros de água jorrando como se fossem direto da Fonte de Afrodite.</p>
<p>Kylie sabe fazer um show. Ou melhor, um espetáculo. Resta agora esperar pelo lançamento em Blu Ray e DVD, programado para novembro, e, quem sabe (e espero) uma apresentação ao vivo da cantora aqui no Brasil.</p>
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		<title>Ricky Martin: um astro livre de amarras</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 14:49:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Morales</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de seis anos afastado do público brasileiro, o maior astro pop da música latina retorna ao país para cumprir parte do giro latino-americano de Música+Alma+Sexo, título (mais coerente impossível) dessa nova turnê...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-6611" href="http://www.cineronda.com.br/ricky-martin-um-astro-livre-de-amarras/055712980-exh00"><img class="alignleft size-medium wp-image-6611" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/08/055712980-EXH00-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Depois de seis anos afastado do público brasileiro, o maior astro pop da música latina retorna ao país para cumprir parte do giro latino-americano de <em>Música+Alma+Sexo</em>, título (mais coerente impossível) dessa nova turnê, que já passou por São Paulo e Rio de Janeiro e faz hoje sua última apresentação em Porto Alegre<span id="more-6610"></span>.</p>
<p>Ricky Martin, apesar de altos e baixos, sempre foi um nome de grande importância no cenário pop mundial, mas principalmente nas Américas. Cercado de um staff inteligente, não existiria hora melhor para uma alavancada na carreira do que neste momento, pois há  poucos meses o cantor assumiu publicamente sua homossexualidade – que não era surpresa para maioria de seus fãs (dizem que o cantor se viu obrigado a fazer a revelação por que estaria sendo chantageado por um jornalista que tinha imagens comprometedoras). Era um tiro no escuro, estava fazendo barulho mas ao mesmo tempo decepcionaria milhares de fãs histéricas que seguiam e desejavam o guapo. Mas o tiro foi certeiro, a revelação em nada abalou a carreira de Ricky e ainda  ganhou a simpatia de boa parte do público gay. O novo CD vendeu bem para tempos atuais e os shows seguem esgotando seus ingressos.</p>
<p>Na noite de sexta feira, dia 26 de agosto, no Credicard Hall, em São Paulo, o público era predominantemente de mulheres na faixa dos trinta anos para cima e que acompanhavam Ricky desde a época dos Menudos. Pra essas nada mudou: a histeria, os gritos e o choro seguem os mesmos diante da absurda sensualidade do cantor. Pouco importa se não conseguiriam algo a mais com ele, seguem amando-o da mesma forma ou até mais. O restante era formado de rapazes gays que se sentiram bastante a vontade para rebolar, cantar e não se preocupar  com possíveis olhares atravessados.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-6612" href="http://www.cineronda.com.br/ricky-martin-um-astro-livre-de-amarras/2d003301-a737-4684-a5f4-203466986744"><img class="alignleft size-medium wp-image-6612" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/08/2d003301-a737-4684-a5f4-203466986744-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a>Com uma pontualidade pouco vista nos shows por aqui, as luzes se apagam e aparece nos telões um vídeo com o cantor nu preso a correntes até o momento de sua libertação, uma metáfora da sua situação atual. Mais dois vídeos desse tipo permeiam o espetáculo, todos eles falando de preconceito e minorias. A exaltação à liberdade de seja lá o que for está presente do início ao fim do show, seja através dessas imagens ou até mesmo nos cenários que remetem à grades e prisões.O pano sobe e um andaime de ferro, que permanece em cena até o encerramento, é o cenário principal do show. De lá Ricky Martin surge em um modelo de couro colado ao corpo, feito especialmente por Giorgio Armani, cantando a música <em>“Será Será”</em>. Essa canção fala adivinhe do que? De libertação, de ser quem você é. A partir daí, o cantor troca praticamente a cada música de camiseta, expõe o corpo sarado em plena forma durante muito tempo, assim como seus bailarinos, todos igualmente em excelente forma. O clima de sensualidade é o tempo todo, com Ricky no meio seja de homens ou de mulheres na simulação de uma orgia.</p>
<p>O repertório é quase que totalmente dançante, passando por desde hits do primeiro CD solo do cantor, de 1991, até o atual. Com exceção da antiga <em>“Vuelve”</em> (cantada maciçamente pela plateia) e de mais duas do novo trabalho, as únicas baladas, o resto é de colocar o quadril para balançar e se jogar. Nenhum hit faltou, mas os destaques foram  <em>“Maria”</em> com a participação de uma bailarina flamenca, e <em>“Livin’ la vida loca”</em> seguida de <em>“She Bangs”</em> que levam todos ao delírio e é sem dúvida a melhor parte do espetáculo. A última parte fica toda a cargo do repertório latino. No bis, para encerrar, a lindinha <em>“Lo mejor de mi vida eres tu”</em>, em que usa uma camiseta branca com dizeres novamente pregando a igualdade, ao mesmo tempo em que levanta a bandeira do Brasil em punho. Muitos vão as lágrimas, e em um encerramento inesperado surge mais uma versão de <em>“Maria”</em>, que agradou mas se mostrou desnecessária diante de tamanho repertório.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-6613" href="http://www.cineronda.com.br/ricky-martin-um-astro-livre-de-amarras/ricky"><img class="alignleft size-medium wp-image-6613" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/08/ricky-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>Deixando de lado que foi uma apresentação curta, com set list reduzido em relação à tour européia, o show é dançante, envolvente e delicioso de ponta a ponta. Independente de sua condição sexual, Ricky Martin segue rebolando, sorrindo, abusando da simpatia e da pouca roupa. Ele conversa, faz piada e deixa as fãs tão histéricas quanto antes. Portanto, o que mudou? Para ele provavelmente muita coisa, mas pra quem assiste absolutamente nada. A única diferença é que agora ele mexe com a imaginação das moçoilas e concretamente com a dos rapazes. Ricky tem agora mais uma legião de súditos aos seus pés.</p>
<p><strong>Cotação: 9</strong></p>
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		<title>Pterodátilos</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jul 2011 02:32:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Morales</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tanto aqui quanto no exterior, “Pterodátilos” tem sido recheado de prêmios: espetáculo, ator, atriz, cenário, produção... e com certeza muitos outros virão...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-6147" href="http://www.cineronda.com.br/pterodatilos/attachment/11010315"><img class="alignleft size-medium wp-image-6147" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/07/11010315-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Felipe Hirsch é um diretor sensível, criativo, moderno e que chega a beirar o genial de tão bom que consegue ser. Com seu mais recente trabalho, <em><strong>“Pterodátilos”</strong></em>, ele se destaca entre poucos da mesma estirpe que estão surgindo nos últimos tempos<span id="more-6146"></span>. Um dos criadores da Sutil Companhia de Teatro, oriunda do Paraná, este diretor que estourou para o Brasil com <strong><em>“A vida é cheia de som e fúria”</em></strong> e <strong><em>“Avenida Dropsie”</em></strong>, logo chamou atenção dos grandes: Paulo Autran, Fernanda Montenegro, Marco Nanini&#8230; só para citar alguns. As melhores peças em cartaz na cidade atualmente recebem a assinatura de Felipe – a já encenada <strong><em>&#8220;Não sobre o amor&#8221; </em></strong>e a mais recente e fantástica <strong><em>&#8220;Trilhas sonoras de amor perdidas&#8221;</em></strong>. Além, é claro, da peça em questão neste texto.</p>
<p><strong><em>“Pterodátilos”</em></strong> foi encenada em 2002, dentro da peça <em><strong>“Os Solitários”</strong></em>, uma colagem de dois textos do autor americano Nick Silver. Agora, o diretor retomou somente esse texto para formar uma única peça. O texto gira em torno de uma família completamente desestruturada e em adiantado estado de decomposição. É liderada pelo banqueiro Artur, um homem duro, mas que ao mesmo tempo emana uma tristeza singular e que fica sem ação diante do caos que presencia – aparentemente o menos &#8220;anormal&#8221; é o tipo de pessoa que prefere fingir que não sabe o que está acontecendo. Greice é a mãe alcóolatra, viciada em remédios e que vive em função do consumo e das aparências. Emma, a filha, é completamente sem noção, desconcertada, e que traz para dentro de casa o namorado Tom. Este é feito de serviçal e depois a troca pelo irmão Todd, que volta para casa com o vírus da AIDS.</p>
<p>Confuso? Dramático? Cômico? Tudo isso e mais um pouco. O texto é corrosivo, direto, um verdadeiro soco no estômago. As situações são tão absurdas que levam o público às gargalhadas, ora de nervosismo, ora por choque, ora por ser cômico de fato. <strong><em>“Pterodátilos”</em></strong> não faz concessões, fala em alto e bom tom aquilo que muitos não gostariam de ouvir, deixando a ferida em carne viva. Vistas com um pouco mais de atenção, estas situações são tristes, amedrontadoras e trilham um caminho que parece que a humanidade resolveu seguir. Será que a maioria das famílias segue o mesmo caminho dos pterodátilos: a extinção?</p>
<p>O ritmo é ágil, o texto preciso, e Marco Nanini não poderia ter escolhido texto melhor para comemorar seus 45 anos de carreira. <a rel="attachment wp-att-6148" href="http://www.cineronda.com.br/pterodatilos/pterodatios-1"><img class="alignleft size-medium wp-image-6148" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/07/pterodatios-1-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Se desdobrando nos papéis de pai e de filha, o ator é um furacão em cena: domina, faz gato e sapato do público e das duas personagens, passando por todas as nuances do texto com maestria. Ele é, com certeza, o maior ator brasileiro de teatro da atualidade, e tudo não seria tão incrível se Nanini não estivesse acompanhado da talentosíssima Mariana Lima, que não se intimida e consegue brilhar tanto quanto ele. Mariana expressa a futilidade e a angústia da personagem de forma perfeita – não por acaso, os dois foram premiados por esse trabalho. Álamo Facco, o filho, é soturno, intrigante, um personagem doente e atormentado que é muito bem realizado por seu intérprete. A curiosidade é que Álamo é um dos bons atores que estão surgindo, dominando o humor com a mesma capacidade, como se viu no seriado <strong><em>&#8220;A Mulher Invisível&#8221;</em></strong> e no filme <strong><em><a href="http://www.cineronda.com.br/qualquer-gato-vira-lata" target="_self">&#8220;Qualquer Gato Vira Lata&#8221;</a></em></strong>. Por fim, Felipe Abib não faz feio e mantêm o nível do jogo lá em cima. Um cenário magnífico de Daniela Thomas, junto com iluminação e trilha sonora, fecham com chave de ouro o que, ao meu ver, até agora, pode ser considerado o melhor espetáculo do ano.</p>
<p>Tanto aqui quanto no exterior, <em><strong>“Pterodátilos”</strong></em> tem sido recheado de prêmios: espetáculo, ator, atriz, cenário, produção&#8230; e com certeza muitos outros virão! Mas lhe garanto, caro leitor, o grande prêmio quem ganha somos nós, espectadores, que temos aqui a oportunidade de conferir um produto de alta qualidade em todos os graus.</p>
<p><strong>Cotação</strong>:  Excelente (*****)</p>
<p><em>*Em cartaz em São Paulo até 14 de agosto no Teatro da Faap.</em></p>
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		<title>Deus da Carnificina</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jun 2011 01:53:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Morales</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-5979" href="http://www.cineronda.com.br/deus-da-carnificina/carnificina_01"><img class="alignleft size-medium wp-image-5979" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/06/Carnificina_01-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a><em>&#8220;Não acredito que o ser humano seja pacífico. Penso que ele não evoluiu desde a Idade da Pedra e que o verniz social que nos protege da selvageria é inquietamente suave e sempre a ponto de estourar&#8221;</em>. Esta frase, escrita por Yasmina Reza, autora do texto, no programa da peça, define de forma clara e rápida o espírito do espetáculo <strong><em>“Deus da Carnificina”</em></strong> <span id="more-5978"></span>(aqui no Brasil com o sub-título: <em>‘Uma comédia sem juízo’</em>). Montada pela primeira vez em Zurique em 2006, nesses parcos cinco anos ganhou várias montagens e diversos prêmios mundo afora. Em Londres com Ralph Fiennes foi eleita Melhor Comédia, em Paris, Isabelle Huppert encabeçou o elenco, e na Broadway levou o Tony de Melhor Peça, Diretor e Atriz para Marcia Gay Harden. Por aqui está sendo trilhando o mesmo caminho: sucesso absoluto de público e de crítica no Rio de Janeiro, indicações ao Prêmio Shell de Melhor Diretor e Melhor Ator (Paulo Betti) e os já conquistados prêmios APTR de Melhor Atriz para Júlia Lemmertz e de Iluminação. Em São Paulo desde abril, tem estado com todas as sessões sempre esgotadas. Dá um alívio constatar que o público não quer ver só porcaria.</p>
<p>A história trata basicamente de pais tentando resolver o problema dos filhos. O de Alan e Anette (Paulo Betti e Júlia Lemmertz) quebrou os dentes do filho de Veronica e Michel (Deborah Evelyn e Orã Figueiredo) em uma briga na pracinha. Eles se encontram para tentar achar uma solução de forma civilizada. A ação se passa toda no mesmo cenário, muito bonito e criativo, com uma imensa mesa de jantar feita de Lego. Tudo começa muito cordial, com o primeiro casal na defensiva, por ter um filho culpado, e o segundo casal já mais debochado. A partir daí as máscaras vão caindo, a impulsividade e, principalmente, o egoísmo, vão aparecendo. Os casais frustrados em seus relacionamentos brigam entre si e com os outros. O palco se transforma num verdadeiro ringue, com os atores descabelados, caídos, num cenário molhado e bagunçado e todos, personagens e platéia, numa catarse absoluta. Todos querem basicamente que o seu modo de pensar prevaleça e, no meio de muitas gargalhadas nervosas do público, o texto também consegue nos fazer refletir sobre o quanto estamos realmente interessados nos problemas dos outros.</p>
<p>O talentoso Emílio De Mello acerta mais uma vez em marcações precisas e numa direção de atores impecável, aliado ao competentíssimo e caprichado conjunto técnico (cenário, luz, trilha). E, claro, um quarteto literalmente fantástico, quatro atores inspirados e no auge de suas carreiras, com certeza em um dos melhores trabalhos de suas vidas. A sintonia e a cumplicidade em cena saltam aos olhos com uma leve vantagem para Betti e Lemmertz, que estão realmente soberbos. Deborah Evelyn e Orã Figueiredo, num registro bem mais cômico, estão também incríveis, e essa unidade do elenco forma esse conjunto impecável.</p>
<p><strong><em><a rel="attachment wp-att-5982" href="http://www.cineronda.com.br/deus-da-carnificina/carnificina_03"><img class="alignleft size-medium wp-image-5982" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/06/Carnificina_03-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" /></a>“Deus da Carnificina”</em></strong>, sou suspeito pra falar, é bem o estilo de teatro que gosto, aquele que dá prioridade ao ator, e o texto é um soco no estômago, nos fazendo pensar e refletir. Só eu sei como gosto de sair pensativo de um espetáculo. Sempre é bom lembrar também que o Teatro Vivo, onde a peça está em cartaz em SP, é um dos pioneiros no serviço de acessibilidade. Todas as peças encenadas no espaço possuem legendas, audiodescrição e sistema de libras para pessoas com necessidades especiais.</p>
<p>Esse texto será adaptado para o cinema por Roman Polanski com Jodie Foster, Matt Dillon, Christoph Waltz e Kate Winslet, um elenco dos bons. Sinceramente, só espero que siga uma linha diferente de <strong><em><a href="http://www.cineronda.com.br/duvida" target="_self">“Dúvida”</a></em></strong>, com Meryl Streep, <strong><em>“Reencontrando a felicidade”</em></strong>, com Nicole Kidman, ou <strong><em>“A Prova”</em></strong>, com Gwyneth Paltrow, todos bons filmes mas que rendem bem mais em seu habitat natural, os palcos.</p>
<p><strong>Cotação</strong>: Muito Bom (****)</p>
<p><em>*“Deus da Carnificina” fica em cartaz somente até 5 de junho no Teatro Vivo em São Paulo.</em></p>
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		<title>Mais respeito que sou tua mãe</title>
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		<pubDate>Tue, 24 May 2011 23:37:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Morales</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-5903" href="http://www.cineronda.com.br/mais-respeito-que-sou-tua-mae/mais-respeito-que-sou-tua-mae-bv"><img class="alignleft size-medium wp-image-5903" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/05/mais-respeito-que-sou-tua-mae-bv-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" /></a>Um sucesso estrondoso na Argentina, <strong><em>&#8220;Mais respeito que sou tua mãe&#8221;</em></strong> é um texto do escritor e jornalista Hernán Casciari que foi publicado em seu blog pessoal. Trata-se de uma compilação de histórias que fizeram com que o blog fosse eleito o melhor do mundo<span id="more-5901"></span> no ano de 2005, e por fim resultaram nessa peça.</p>
<p>Com adaptação e direção de Miguel Falabella, o texto foi trazido para a realidade brasileira de forma muito competente, a figura central da história é Nalva, uma mulher na faixa dos 50 anos que vive com a família (marido, três filhos e sogro) em um subúrbio (ou comunidade carente que valha), tendo que lidar com problemas de dinheiro, familiares e da própria idade. São situações facilmente identificáveis e que imediatamente ganham a platéia. Nalva é sofrida, mas ao mesmo tempo engraçada e com jogo de cintura. O marido é um bonachão meio alienado, a filha se descreve como “puta”, o filho mais novo tem tendência ao desvio de caráter e o mais velho é trabalhador, bonito e gay. Além, é claro, do sogro que planta maconha no quintal.</p>
<p>Cada um desses tipos gera momentos engraçadíssimos que levam a platéia às gargalhadas. Todos os assuntos abordados são bastante atuais e tratados na peça de forma leve. Mas o mais interessante é que a peça é uma comédia e o público se deixa levar por isso. Claro que, se submetido a um olhar mais atento perceberemos que as situações são tristes e patéticas.</p>
<p>Luz, figurino e trilha são competentes. Temos também um belo e realista cenário. O único porém é que, dependendo do lugar onde se senta neste teatro, alguns momentos são perdidos pela falta de visualização. Mas nada que prejudique o resultado final.</p>
<p>O próprio Falabella pensou em fazer o papel de Nalva, mas acabou dando este presente para <a rel="attachment wp-att-5904" href="http://www.cineronda.com.br/mais-respeito-que-sou-tua-mae/02d87cc4c278240a"><img class="alignleft size-medium wp-image-5904" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2011/05/02d87cc4c278240a-286x300.jpg" alt="" width="286" height="300" /></a>Cláudia Jimenez, que é a grande estrela da peça em todos os sentidos. Além, claro, de ser o nome chamariz para as pessoas irem ao teatro. Ela faz jus a esta expectativa, dominando a comédia com as mãos nas costas. Claúdia carrega um olhar triste durante todo o espetáculo que no fundo reflete a densidade de algumas situações. É um grande trabalho de atriz.</p>
<p>O ótimo Ernani Moraes também bate uma boa bola com a estrela, e ambos tem juntos momentos adoráveis. O sogro, vivido por Henrique César, cumpre seu papel, enquanto que o trio de filhos interpretado por Frank Borges, Gabriel Borges e Sara Freitas tem desempenhos irregulares – enquanto Gabriel se sai um pouco melhor, Frank não convence e Sara é de um exagero desnecessário. Por fim, existe ainda a participação de Séfora Rangel.</p>
<p>Uma boa peça que diverte a maioria e chega a emocionar os mais atentos. E, acima de tudo, é um veículo para mostrar o talento e amadurecimento de uma boa atriz.</p>
<p><strong>Cotação</strong>: Bom (***)</p>
<p><em>“Mais respeito que sou tua mãe” está em cartaz em São Paulo no Teatro Procópio Ferreira até 28 de agosto.</em></p>
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		<title>“MacBeth”</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Oct 2010 14:58:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Morales</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-5200" href="http://www.cineronda.com.br/macbeth/macbeth2"><img class="alignleft size-medium wp-image-5200" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2010/10/macbeth2-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>Escrita mais ou menos 400 anos atrás, <strong><em>“MacBeth”</em></strong> é a tragédia grega mais curta de Shakespeare. No meio teatral existe uma lenda de que a peça é “<em>almadiçoada</em>”, referindo-se a ela apenas como “<em>a peça escocesa</em>”<span id="more-5199"></span>. A história começa quando o protagonista escuta as profecias de três bruxas que o proclamam futuro Rei da Escócia. A honra e fidelidade à autoridade real de MacBeth são substituídas pela ganância.</p>
<p>Obcecada pela ideia do poder a qualquer preço, Lady MacBeth instiga o marido a matar quem quer que seja, a começar pelo rei, para que eles desfrutem do poder. Ele se deixa levar pelas obsessões de sua mulher e se desespera ao cometer seu primeiro assassinato. Quando MacBeth passa a agir sozinho, Lady MacBeth enlouquece.</p>
<p>A direção desta montagem ficou a cargo de Aderbal Freire Filho, que recentemente fez moderna e competente encenação de outra tragédia do bardo, <strong><em>“Hamlet”</em></strong>. Nesta outra incursão, Aderbal comete acertos e erros, mas decepciona quem se encantou com a montagem anterior. Com atores um tanto presos as marcas, um elenco irregular e soluções equivocadas, aquele frescor de <strong><em>“Hamlet”</em></strong> se perdeu e esse <strong><em>“MacBeth”</em></strong> tem cheiro de mofo.</p>
<p>A idéia inicial de como as bruxas se apresentam é bastante interessante, e chega a provocar o clima de mistério que a trama pede. Mas, infelizmente, isso logo se dilui. O sobe e desce das mesas e o estender de toalhas situando um pouco a ação, na verdade, confundem um tanto o espectador. Mais uma vez é usado o recurso de os atores ficarem no campo de visão do público com as coxias abertas. Os bonitos figurinos de Marcelo Pies novamente enveredam por uma composição mais moderna, mas que não deixa muito transparente as funções de determinado figurino e de quem é quem, a luz e a trilha sonora em nada se destacam e o cenário de Fernando Mello da Costa é formado basicamente por quatro mesas que fazem também às vezes de pequenos palcos e de outros poucos objetos como cadeiras, castiçais e toalhas. Simples, bonito, mas digamos, “<em>sem sal</em>”.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-5201" href="http://www.cineronda.com.br/macbeth/sorrah2"><img class="alignleft size-medium wp-image-5201" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2010/10/sorrah2-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>Segundo Daniel Dantas, ele não se espelhou em nenhuma outra interpretação para criar a sua composição, um personagem denso, sarcástico, reflexivo, forte e, por vezes, medroso. Este, que é um excelente ator, não encontra aqui a força que o personagem exige. A criação de Dantas não arrepia, não cativa, e mesmo sem essa força o ator consegue equilibrar alguns belos momentos como o que, na hora do banquete, sozinho, enxerga a visão de Banquo. Renata Sorrah vive a fria e maquiavélica Lady MacBeth. Intérprete de Medéia e Maria Stuart, duas grandes composições, Renata também deixa um pouco a dever não conseguindo nos convencer da tamanha crueldade dos atos de sua lady. Mesmo assim cabe a ela os melhores momentos do espetáculo, principalmente quando consegue despertar certa compaixão em relação à loucura da personagem. O jovem talentoso Miguel Thiré é uma grata surpresa, assim como o trio das bruxas formado por Andrea Dantas, Edgard Amorim e o expressivo Felipe Martins. Completam ainda o elenco: Thelmo Fernandes, Camilo Bevilaqua, Charles Fricks, Guilherme Siman, Marcelo Flores e Ricardo Conti.</p>
<p>Confesso três motivos que geraram uma grande expectativa em mim: Aberbal Freire Filho + Shakespeare + Renata Sorrah. Uma fórmula assim não poderia dar errado, ainda mais depois de ter assistido duas vezes <strong><em>“Hamlet”</em></strong> e ter gostado muito. Infelizmente minhas expectativas não se confirmaram e fico aguardando um novo Shakespeare, outra grande montagem de Aderbal e aquela Renata Sorrah de Medéia, Maria Stuart, Shirley Valentine&#8230;</p>
<p><em>MacBeth</em><br />
<strong>Cotação</strong>: ** ( Regular)<br />
<strong>De</strong>: William Shakespeare<br />
<strong>Direção</strong>: Aderbal Freire Filho<br />
<strong>Com</strong>: Daniel Dantas, Renata Sorrah, Miguel Thiré, Thelmo Fernandes e grande elenco.</p>
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		<title>Hairspray (Brasil)</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jun 2010 02:38:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Morales</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Partindo de uma história simples, “Hairspray” fala de preconceito e questiona valores e padrões estéticos, tudo com muita música, riso e alegria...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-5159" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2010/06/hairspray2-abtm-300x202.jpg" alt="" width="300" height="202" />Mil novecentos e sessenta e dois, Baltimore, Estados Unidos. Partindo de uma história simples, <strong><em>“Hairspray”</em></strong> fala de preconceito e questiona valores e padrões estéticos, tudo com muita música, riso e alegria<span id="more-5158"></span>. Nele, Tracy Turnblad é uma garota gordinha, sonhadora e apaixonada por um programa de televisão, o<em> ‘Corny Collins Show’</em>, uma atração musical que é a sensação do momento. Lá era onde os jovens da época dançavam e cantavam. Por estar um tanto fora dos “padrões” estéticos, ninguém levava a sério o sonho da garota. Mas a persistente Tracy mostra seu talento e conquista uma vaga fixa no show, provocando a raiva da até então sensação, a linda Amber Vonn Tussle, e de quebra arrebatando o coração do galã Link Larkin.</p>
<p><strong><em><a href="http://www.cineronda.com.br/hairspray" target="_self">“Hairspray”</a></em></strong> é baseado no filme homônimo de John Waters de 1988, mas estourou mesmo em 2007 com John Travolta, Michele Pfeiffer e o galã teen do momento Zac Efron. Na Broadway o espetáculo foi vencedor de oito prêmios <em>Tony</em>, arrebatou o <em>Grammy</em> e foi eleito o melhor musical do ano segundo o <em>New York Drama Critics Award</em>. Em cartaz há quase um ano, o espetáculo encerrou recentemente vitoriosa carreira em São Paulo.</p>
<p>Por aqui, <em><strong>“Hairspray”</strong></em> está sobre a batuta de Miguel Falabella, que além de ter dirigido a adaptação também traduziu as canções. As letras, que são, muitas vezes, o “<em>calcanhar de Aquiles</em>” na transposição para o português destes grandes musicais americanos, nesse caso são harmoniosas e possuem refrões que grudam como chiclete e fazem a platéia sair cantarolando. Mérito de Falabella. A encenação é competente, corroborando o dado de que os musicais brasileiros estão cada vez mais profissionais. Iluminação, orquestra e figurinos são impecáveis. Já a cenografia peca um tanto por soluções óbvias, e em alguns momentos deixa uma impressão de certo desleixo. No elenco encontra-se uma das melhores coisas do musical, e com algumas poucas exceções <strong><em>“Hairspray”</em></strong> apresenta um conjunto afinado, que consegue aliar o cantar com o representar de maneira satisfatória.</p>
<p>Tracy Turnblad é a protagonista, como todos sabem, mas a atriz brasileira não encontra alguém que faça frente ao seu absurdo carisma, talento e expressão vocal. A pouco conhecida do público Simone Gutierrez ganha o espectador desde o primeiro acorde, indo até os aplausos finais, que ganham mais força quando ela aparece. Uma escolha acertada, pois Simone é forte, sensível e encantadora. Edson Celulari, eterno galã na televisão e ator de talento no teatro, interpreta pela primeira vez uma mulher, e uma senhora muito gorda, cercado de enchimentos, próteses e a necessidade do equilíbrio no salto alto. Ele faz de sua Edna, mãe de Tracy, um grande trabalho, mesmo dando algumas escorregadas nas notas, fato esse completamente perdoável diante de sua interpretação, que se torna mais deliciosa na companhia do competente Edgar Bustamante, que dá vida ao marido Wilbur.</p>
<p>Tive a oportunidade de assistir por duas vezes o musical e ver duas substituições. A carismática Motormouth Maybelle era interpretada <img class="alignleft size-medium wp-image-5160" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2010/06/hair-300x191.jpg" alt="" width="300" height="191" />originalmente por Graça Cunha, e em outra ocasião foi vivida por Karin Hils (Ex-Rouge). Karin sai-se muito melhor, pois além de cantar tão bem quanto Graça, no quesito interpretação é absurdamente superior. Outro caso é o do galão Link, que na pele de Jonatas Faro canta pouco e não tem o carisma suficiente para atrair o delírio das meninas, mas com Rodrigo Negrini – seu stand in – se coloca com mais garra e talento, cantando e interpretando com visível superioridade. Se fosse eu a escalar este elenco, Rodrigo e Karin ocupariam lugares de maior destaque. Frederico Reuter (Corny Collins) e Heloísa De Palma (Penny) também tem uma boa participação.</p>
<p>As grandes decepções em relação às atuações são as estrelas Arlete Salles e Danielle Winits. A primeira com nenhuma – ou quase – participação em musicais, canta muito pouco e não faz nada de diferente do que andou fazendo nos últimos anos, aparecendo num papel pequeno e de fraco desempenho. Mesmo assim é uma estrela e é gostoso ver uma atriz nesta altura de carreira e reconhecimento se arriscar em um musical deste porte. Ponto pela coragem! Já a segunda, uma quase veterana do estilo, decepciona com sua postura apática, sem brilho e cantando muito pouco. Danielle, além de tudo, tem uma “rival” grandiosa e que não deixa espaço para a loira se sobressair em momento algum. O resto, e não menos importante, elenco é competente e forma um belo grupo de apoio.</p>
<p>Com mais de quarenta trocas de cenários, efeitos especiais, trezentos e cinqüenta figurinos e cem perucas, <strong><em>“Hairspray”</em></strong> ajuda a deixar claro que definitivamente esse é um gênero em ascensão no nosso país. Sem dúvida o musical mais alegre, colorido e emocionante feito até hoje. Para continuar nos anos 60, podemos dizer que <strong><em>“Hairspray”</em></strong> “<em>está fazendo a cabeça</em>” de muita gente.</p>
<p><em>Hairspray</em><br />
<strong>Bom (***)</strong><br />
Tradução e direção: Miguel Falabella.<br />
Com: Simone Gutierrez, Edson Celulari, Arlete Salles, Danielle Winits, Edgard Bustamante e grande elenco.</p>
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		<title>Avenida Q</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 05:08:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Morales</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Avenida Q” é politicamente incorreto e toca como ninguém na ferida do preconceito que quase todos têm em relação a algo. As verdades são ditas de uma forma engraçada, mas direta...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4164" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/10/AvQ1-300x209.jpg" alt="" width="300" height="209" />Em um primeiro momento, <strong><em>“Avenida Q”</em></strong> causa certo estranhamento por não saberem, os mais desinformados, ao certo sobre o que se trata. Quando vemos os bonecos então, remetemos ao antigo Vila Sésamo ou aos simpáticos Muppets. Pois esqueça tudo imediantamente<span id="more-4163"></span>! Os bonecos desse novo espetáculo fariam Garibaldo e Caco corarem com suas tiradas politicamente incorretas e, definitivamente, este não é um show para crianças.</p>
<p><strong><em>“Avenida Q”</em></strong> é mais um musical da competentíssima dupla Charles Moeller e Cláudio Botelho que aporta na cidade. Eu, particularmente, não sou um fã do gênero, e costumo achar a maioria das grandes produções do gênero datadas, piegas e um tanto arrastadas. Definitivamente, no entanto, não é o caso deste, que estreou no ano de 2004 na Broadway surpreendendo a todos e tornando-se o maior sucesso daquela temporada. Orçado em três milhões, a peça tem um único cenário, o de um prédio na decadente Avenida Q. Faz uso de recursos de vídeo, e os deliciosos e bem confeccionados bonecos são manipulados brilhantemente por todos os atores.</p>
<p>Esta é a história do jovem Princeton, que precisa encontrar um rumo em sua vida. Sua trajetória se cruza com a dos moradores dessa espelunca. Há o casal Brian e JapaNeusa, o zelador Gary Coleman, que fez sucesso na infância e foi esquecido quando cresceu, a doce Kate Mostra, que torna-se objeto de desejo do jovem Princeton, Rod, o gay enrustido, e seu amigo Nick. Além do monstro Trekkie, um viciado em pornografia digital, ainda circulam por lá a dançarina Lucy Devassa e os impagáveis Ursinhos do Mal, entre outros. O musical tem um viés totalmente politicamente incorreto. Eles falam de forma não muito “correta” de todas as minorias: gays, negros, judeus, desempregados, imigrantes&#8230; Os bonecos são usados para que essas barbaridades, que são ditas sem receios, pareçam mais suaves através deles. A presença deles em cena poderia ser uma armadilha se não fossem manipulados com a perfeição que são. Há momentos que parece que o ator está imitando o boneco, e todos os 16 personagens são iguais aos originais americanos.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4165" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/10/AvQ10-300x245.jpg" alt="" width="300" height="245" />O elenco é um dos grupos mais homogêneos e talentosos que se reuniu nos últimos tempos em musicais no país. Todos cantam, dançam, interpretam e ainda manipulam os bonecos com muito talento. André Dias e Sabrina Korgut, os mais exigidos, são de um talento ímpar. Ela, então, ao ter que às vezes fazer um dialogo entre duas personagens diferentes, dá show! Vocal e expressão corporal impecáveis! Claudia Netto e Renato Rabelo não manuseiam os bonecos, mas se destacam pela comicidade – principalmente ela, quando aparece nos trajes engraçadíssimos da deliciosa JapaNeusa! Os outros atores – Fred Silveira, Mauricio Xavier, Gustavo Klein e Renata Ricci – são igualmente talentosos e competentes (estes dois últimos fazem os deliciosos Ursinhos do Mal).</p>
<p>O conjunto técnico, como se poderia esperar de um espetáculo vindo da Broadway, encontra aqui profissionais à altura. Cenários, iluminação e, principalmente, figurinos de encher os olhos. A direção de Moeller é dinâmica, rica, conduz bem os atores e as canções e ainda mantêm o ritmo do espetáculo sempre lá em cima.</p>
<p>A versão original ganhou três prêmios Tony (o Oscar do teatro norte-americano), e aqui no Brasil recebeu cinco indicações ao Shell. <strong><em>“Avenida Q”</em></strong> é politicamente incorreto e toca como ninguém na ferida do preconceito que quase todos têm em relação a algo. Com músicas como <em>“E se ele for gay”</em> e <em>“Todo mundo é meio racista”</em>, as verdades são ditas de uma forma engraçada, mas direta. Esse espetáculo é um suspiro, uma renovação nesse meio dos musicais. Sai aquele cheiro de mofo e canções arrastadas e entra o dinamismo, o humor inteligente, a vivacidade e a cara de pau dessa deliciosa <strong><em>“Avenida Q”</em></strong>!</p>
<p><em>“Avenida Q”</em><br />
Cotação:<strong>***** (Excelente)</strong><br />
Em cartaz no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, até o dia 29 de Novembro.</p>
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		<title>Trote e galope</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 07:24:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Ourique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se o Sertanejo é universitário, o que esperar de quem não é? O que as pessoas sem diploma vão ouvir? Rock, Blues, Jazz? Acho que não...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4067" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/09/dissonantes01-300x222.jpg" alt="" width="300" height="222" />Confesso ter um gosto musical um tanto americanizado hoje em dia. Gosto de MPB, sigla que para mim tem um significado muito menos amplo que para muita gente. Mas não sou um grande entusiasta de sambas-enredo, pagode, axé e tantas outras coisas<span id="more-4066"></span>. Acho que o que sobrou do rock nacional se deteriora a passos largos, ao mesmo tempo em que surgem coisas que tentam parecer rock, mas nunca serão. Ah, e tem o funk, o charme, o Calipso e o Sertanejo Universitário. Sim, eu disse universitário.</p>
<p>Eu não sei, sinceramente, de quem é a culpa. Se é dos produtores, das gravadoras, dos músicos ou da mídia. Às vezes penso que é um grande complô para bestificar e escravizar as pessoas. Mas depois, pensando um pouco melhor, dá pra perceber que isso já aconteceu. Eles venceram. A mediocridade triunfou e tomou conta de corações e mentes. Se o Sertanejo é universitário, o que esperar de quem não é? O que as pessoas sem diploma vão ouvir? Rock, Blues, Jazz? Acho que não. E a eguinha pocotó vai galopando rápido, levando o sertanejo diplomado nas costas, aplicando um baita trote nos calouros.</p>
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		<title>Eu sou uma fraude</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 14:43:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Ourique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Pop]]></category>
		<category><![CDATA[Dissonantes]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Detonautas]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>
		<category><![CDATA[Tico Santa Cruz]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4007" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/09/016029146001-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" />Quem me deu de presente esse título foi o vocalista do Detonautas e <em>brother</em>, Tico Santa Cruz, lá na última pergunta que fiz a ele. Como não sou jornalista, achei de bom tom assumir a minha fraude também<span id="more-4005"></span>. Esse cara é gente boa pra caramba, engajado e defensor da música com letra e conteúdo. Fiz questão de conversar com ele não apenas pelo do som que faz com o Detonautas, ou pelo trabalho próprio, mas porque compartilho de muitas ideias e opiniões. E admiro o artista que enxerga além do seu bolso e da Ilha de Caras.</p>
<p>E o Tico carrega a mesma cruz que eu, uma que muitos brasileiros também assumem: pensar. Não aceitar o lixo que chamam de música e o engodo que chamam de rock. E agora tem espaço para trocar ideias com ele, seja no Facebook, no twitter, no Sarau que organiza com amigos e transmite ao vivo pela internet, com a participação aberta de músicos e bandas interessadas e chat aberto para todos. Vale a visita: <a href="http://pt-br.justin.tv/ticosantacruz" target="_blank">http://pt-br.justin.tv/ticosantacruz</a>.</p>
<p>O Brasil, o Rio Grande do Sul, a sua cidade, todo mundo precisa de artistas e pessoas inquietas, questionadoras e com ousadia. Pessoas dispostas a sair da sua zona de conforto, quebrar alguns ovos e algumas regras, montar no porco, chutar o balde e ligar o foda-se. Na boa, rock&#8217;n'roll é isso. O resto é engodo. Por isso, vamos ao que interessa!</p>
<p><strong>Alberto</strong>: <em>Como rolou o lance do Sarau?</em><br />
<strong>Tico</strong>: Fui fazer um ensaio para a apresentação do áudiolivro <em>&#8220;O baú do Raul&#8221;</em>, que narrei com meus companheiros de voluntários da pátria e abrimos o Justin.tv para quem quisesse acompanhar. Muitas pessoas assistiram e resolvi fazer uma experiência dessas com outras pessoas toda semana. Começamos na minha casa, mas os vizinhos reclamaram, então fomos para o um belo café com palco, som e tudo de primeira.</p>
<p><em>Como tu enxerga o cenário do Rock nacional? Como está o espaço para quem está começando?</em><br />
<img class="alignleft size-medium wp-image-4008" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/09/ticostacruz-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" />O Rock nacional saiu do contexto da ideologia Rock e partiu apenas para ser mais um caminho para se obter grana e sucesso. Foi deixado para trás o estilo de vida que compõe a história da manifestação e se tornou uma vitrine para ser vendida num canal de desenhos animados. Nada contra se não fosse apenas isso o que passam como Rock. O Rock é mais do que essas bandas produzidas por um homem interessado apenas em acumular dinheiro. Subverter esse novo sistema é uma questão de honra a quem realmente acredita no Rock. E aí vem a novas bandas como um caminho para a renovação, desde que não repitam as mesmas propostas.</p>
<p><em>Como tu vê os Detonautas e teus projetos solo na Internet daqui pra frente?</em><br />
O Detonautas é uma banda que não se adequou a este sistema e logo foi descartado dele. Mas ao contrário do passado, quando faziam isso com os artistas, hoje temos a internet e ela é nossa arma para vingar todos os que foram excluídos por não concordarem com essa maneira de conduzir os &#8220;negócios&#8221;.</p>
<p><em>Valeu, Tico. Quer deixar alguma frase pra galera que acredita no rock com propósito?<br />
</em>Quero sim: ‘Eu sou uma farsa’.</p>
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