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	<title>CineRonda &#187; Cultura Pop</title>
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	<description>Cinema e cultura pop com opinião!</description>
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		<title>Hairspray (Brasil)</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jun 2010 02:38:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Morales</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Partindo de uma história simples, “Hairspray” fala de preconceito e questiona valores e padrões estéticos, tudo com muita música, riso e alegria...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-5159" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2010/06/hairspray2-abtm-300x202.jpg" alt="" width="300" height="202" />Mil novecentos e sessenta e dois, Baltimore, Estados Unidos. Partindo de uma história simples, <strong><em>“Hairspray”</em></strong> fala de preconceito e questiona valores e padrões estéticos, tudo com muita música, riso e alegria<span id="more-5158"></span>. Nele, Tracy Turnblad é uma garota gordinha, sonhadora e apaixonada por um programa de televisão, o<em> ‘Corny Collins Show’</em>, uma atração musical que é a sensação do momento. Lá era onde os jovens da época dançavam e cantavam. Por estar um tanto fora dos “padrões” estéticos, ninguém levava a sério o sonho da garota. Mas a persistente Tracy mostra seu talento e conquista uma vaga fixa no show, provocando a raiva da até então sensação, a linda Amber Vonn Tussle, e de quebra arrebatando o coração do galã Link Larkin.</p>
<p><strong><em><a href="http://www.cineronda.com.br/hairspray" target="_self">“Hairspray”</a></em></strong> é baseado no filme homônimo de John Waters de 1988, mas estourou mesmo em 2007 com John Travolta, Michele Pfeiffer e o galã teen do momento Zac Efron. Na Broadway o espetáculo foi vencedor de oito prêmios <em>Tony</em>, arrebatou o <em>Grammy</em> e foi eleito o melhor musical do ano segundo o <em>New York Drama Critics Award</em>. Em cartaz há quase um ano, o espetáculo encerrou recentemente vitoriosa carreira em São Paulo.</p>
<p>Por aqui, <em><strong>“Hairspray”</strong></em> está sobre a batuta de Miguel Falabella, que além de ter dirigido a adaptação também traduziu as canções. As letras, que são, muitas vezes, o “<em>calcanhar de Aquiles</em>” na transposição para o português destes grandes musicais americanos, nesse caso são harmoniosas e possuem refrões que grudam como chiclete e fazem a platéia sair cantarolando. Mérito de Falabella. A encenação é competente, corroborando o dado de que os musicais brasileiros estão cada vez mais profissionais. Iluminação, orquestra e figurinos são impecáveis. Já a cenografia peca um tanto por soluções óbvias, e em alguns momentos deixa uma impressão de certo desleixo. No elenco encontra-se uma das melhores coisas do musical, e com algumas poucas exceções <strong><em>“Hairspray”</em></strong> apresenta um conjunto afinado, que consegue aliar o cantar com o representar de maneira satisfatória.</p>
<p>Tracy Turnblad é a protagonista, como todos sabem, mas a atriz brasileira não encontra alguém que faça frente ao seu absurdo carisma, talento e expressão vocal. A pouco conhecida do público Simone Gutierrez ganha o espectador desde o primeiro acorde, indo até os aplausos finais, que ganham mais força quando ela aparece. Uma escolha acertada, pois Simone é forte, sensível e encantadora. Edson Celulari, eterno galã na televisão e ator de talento no teatro, interpreta pela primeira vez uma mulher, e uma senhora muito gorda, cercado de enchimentos, próteses e a necessidade do equilíbrio no salto alto. Ele faz de sua Edna, mãe de Tracy, um grande trabalho, mesmo dando algumas escorregadas nas notas, fato esse completamente perdoável diante de sua interpretação, que se torna mais deliciosa na companhia do competente Edgar Bustamante, que dá vida ao marido Wilbur.</p>
<p>Tive a oportunidade de assistir por duas vezes o musical e ver duas substituições. A carismática Motormouth Maybelle era interpretada <img class="alignleft size-medium wp-image-5160" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2010/06/hair-300x191.jpg" alt="" width="300" height="191" />originalmente por Graça Cunha, e em outra ocasião foi vivida por Karin Hils (Ex-Rouge). Karin sai-se muito melhor, pois além de cantar tão bem quanto Graça, no quesito interpretação é absurdamente superior. Outro caso é o do galão Link, que na pele de Jonatas Faro canta pouco e não tem o carisma suficiente para atrair o delírio das meninas, mas com Rodrigo Negrini – seu stand in – se coloca com mais garra e talento, cantando e interpretando com visível superioridade. Se fosse eu a escalar este elenco, Rodrigo e Karin ocupariam lugares de maior destaque. Frederico Reuter (Corny Collins) e Heloísa De Palma (Penny) também tem uma boa participação.</p>
<p>As grandes decepções em relação às atuações são as estrelas Arlete Salles e Danielle Winits. A primeira com nenhuma – ou quase – participação em musicais, canta muito pouco e não faz nada de diferente do que andou fazendo nos últimos anos, aparecendo num papel pequeno e de fraco desempenho. Mesmo assim é uma estrela e é gostoso ver uma atriz nesta altura de carreira e reconhecimento se arriscar em um musical deste porte. Ponto pela coragem! Já a segunda, uma quase veterana do estilo, decepciona com sua postura apática, sem brilho e cantando muito pouco. Danielle, além de tudo, tem uma “rival” grandiosa e que não deixa espaço para a loira se sobressair em momento algum. O resto, e não menos importante, elenco é competente e forma um belo grupo de apoio.</p>
<p>Com mais de quarenta trocas de cenários, efeitos especiais, trezentos e cinqüenta figurinos e cem perucas, <strong><em>“Hairspray”</em></strong> ajuda a deixar claro que definitivamente esse é um gênero em ascensão no nosso país. Sem dúvida o musical mais alegre, colorido e emocionante feito até hoje. Para continuar nos anos 60, podemos dizer que <strong><em>“Hairspray”</em></strong> “<em>está fazendo a cabeça</em>” de muita gente.</p>
<p><em>Hairspray</em><br />
<strong>Bom (***)</strong><br />
Tradução e direção: Miguel Falabella.<br />
Com: Simone Gutierrez, Edson Celulari, Arlete Salles, Danielle Winits, Edgard Bustamante e grande elenco.</p>
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		<title>Avenida Q</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 05:08:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Morales</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4164" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/10/AvQ1-300x209.jpg" alt="" width="300" height="209" />Em um primeiro momento, <strong><em>“Avenida Q”</em></strong> causa certo estranhamento por não saberem, os mais desinformados, ao certo sobre o que se trata. Quando vemos os bonecos então, remetemos ao antigo Vila Sésamo ou aos simpáticos Muppets. Pois esqueça tudo imediantamente<span id="more-4163"></span>! Os bonecos desse novo espetáculo fariam Garibaldo e Caco corarem com suas tiradas politicamente incorretas e, definitivamente, este não é um show para crianças.</p>
<p><strong><em>“Avenida Q”</em></strong> é mais um musical da competentíssima dupla Charles Moeller e Cláudio Botelho que aporta na cidade. Eu, particularmente, não sou um fã do gênero, e costumo achar a maioria das grandes produções do gênero datadas, piegas e um tanto arrastadas. Definitivamente, no entanto, não é o caso deste, que estreou no ano de 2004 na Broadway surpreendendo a todos e tornando-se o maior sucesso daquela temporada. Orçado em três milhões, a peça tem um único cenário, o de um prédio na decadente Avenida Q. Faz uso de recursos de vídeo, e os deliciosos e bem confeccionados bonecos são manipulados brilhantemente por todos os atores.</p>
<p>Esta é a história do jovem Princeton, que precisa encontrar um rumo em sua vida. Sua trajetória se cruza com a dos moradores dessa espelunca. Há o casal Brian e JapaNeusa, o zelador Gary Coleman, que fez sucesso na infância e foi esquecido quando cresceu, a doce Kate Mostra, que torna-se objeto de desejo do jovem Princeton, Rod, o gay enrustido, e seu amigo Nick. Além do monstro Trekkie, um viciado em pornografia digital, ainda circulam por lá a dançarina Lucy Devassa e os impagáveis Ursinhos do Mal, entre outros. O musical tem um viés totalmente politicamente incorreto. Eles falam de forma não muito “correta” de todas as minorias: gays, negros, judeus, desempregados, imigrantes&#8230; Os bonecos são usados para que essas barbaridades, que são ditas sem receios, pareçam mais suaves através deles. A presença deles em cena poderia ser uma armadilha se não fossem manipulados com a perfeição que são. Há momentos que parece que o ator está imitando o boneco, e todos os 16 personagens são iguais aos originais americanos.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4165" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/10/AvQ10-300x245.jpg" alt="" width="300" height="245" />O elenco é um dos grupos mais homogêneos e talentosos que se reuniu nos últimos tempos em musicais no país. Todos cantam, dançam, interpretam e ainda manipulam os bonecos com muito talento. André Dias e Sabrina Korgut, os mais exigidos, são de um talento ímpar. Ela, então, ao ter que às vezes fazer um dialogo entre duas personagens diferentes, dá show! Vocal e expressão corporal impecáveis! Claudia Netto e Renato Rabelo não manuseiam os bonecos, mas se destacam pela comicidade – principalmente ela, quando aparece nos trajes engraçadíssimos da deliciosa JapaNeusa! Os outros atores – Fred Silveira, Mauricio Xavier, Gustavo Klein e Renata Ricci – são igualmente talentosos e competentes (estes dois últimos fazem os deliciosos Ursinhos do Mal).</p>
<p>O conjunto técnico, como se poderia esperar de um espetáculo vindo da Broadway, encontra aqui profissionais à altura. Cenários, iluminação e, principalmente, figurinos de encher os olhos. A direção de Moeller é dinâmica, rica, conduz bem os atores e as canções e ainda mantêm o ritmo do espetáculo sempre lá em cima.</p>
<p>A versão original ganhou três prêmios Tony (o Oscar do teatro norte-americano), e aqui no Brasil recebeu cinco indicações ao Shell. <strong><em>“Avenida Q”</em></strong> é politicamente incorreto e toca como ninguém na ferida do preconceito que quase todos têm em relação a algo. Com músicas como <em>“E se ele for gay”</em> e <em>“Todo mundo é meio racista”</em>, as verdades são ditas de uma forma engraçada, mas direta. Esse espetáculo é um suspiro, uma renovação nesse meio dos musicais. Sai aquele cheiro de mofo e canções arrastadas e entra o dinamismo, o humor inteligente, a vivacidade e a cara de pau dessa deliciosa <strong><em>“Avenida Q”</em></strong>!</p>
<p><em>“Avenida Q”</em><br />
Cotação:<strong>***** (Excelente)</strong><br />
Em cartaz no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, até o dia 29 de Novembro.</p>
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		<title>Trote e galope</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 07:24:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Ourique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se o Sertanejo é universitário, o que esperar de quem não é? O que as pessoas sem diploma vão ouvir? Rock, Blues, Jazz? Acho que não...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4067" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/09/dissonantes01-300x222.jpg" alt="" width="300" height="222" />Confesso ter um gosto musical um tanto americanizado hoje em dia. Gosto de MPB, sigla que para mim tem um significado muito menos amplo que para muita gente. Mas não sou um grande entusiasta de sambas-enredo, pagode, axé e tantas outras coisas<span id="more-4066"></span>. Acho que o que sobrou do rock nacional se deteriora a passos largos, ao mesmo tempo em que surgem coisas que tentam parecer rock, mas nunca serão. Ah, e tem o funk, o charme, o Calipso e o Sertanejo Universitário. Sim, eu disse universitário.</p>
<p>Eu não sei, sinceramente, de quem é a culpa. Se é dos produtores, das gravadoras, dos músicos ou da mídia. Às vezes penso que é um grande complô para bestificar e escravizar as pessoas. Mas depois, pensando um pouco melhor, dá pra perceber que isso já aconteceu. Eles venceram. A mediocridade triunfou e tomou conta de corações e mentes. Se o Sertanejo é universitário, o que esperar de quem não é? O que as pessoas sem diploma vão ouvir? Rock, Blues, Jazz? Acho que não. E a eguinha pocotó vai galopando rápido, levando o sertanejo diplomado nas costas, aplicando um baita trote nos calouros.</p>
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		<title>Eu sou uma fraude</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 14:43:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Ourique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Pop]]></category>
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		<description><![CDATA[Quem me deu de presente esse título foi o vocalista do Detonautas e brother, Tico Santa Cruz, lá na última pergunta que fiz a ele. Como não sou jornalista, achei de bom tom assumir a minha fraude também...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4007" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/09/016029146001-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" />Quem me deu de presente esse título foi o vocalista do Detonautas e <em>brother</em>, Tico Santa Cruz, lá na última pergunta que fiz a ele. Como não sou jornalista, achei de bom tom assumir a minha fraude também<span id="more-4005"></span>. Esse cara é gente boa pra caramba, engajado e defensor da música com letra e conteúdo. Fiz questão de conversar com ele não apenas pelo do som que faz com o Detonautas, ou pelo trabalho próprio, mas porque compartilho de muitas ideias e opiniões. E admiro o artista que enxerga além do seu bolso e da Ilha de Caras.</p>
<p>E o Tico carrega a mesma cruz que eu, uma que muitos brasileiros também assumem: pensar. Não aceitar o lixo que chamam de música e o engodo que chamam de rock. E agora tem espaço para trocar ideias com ele, seja no Facebook, no twitter, no Sarau que organiza com amigos e transmite ao vivo pela internet, com a participação aberta de músicos e bandas interessadas e chat aberto para todos. Vale a visita: <a href="http://pt-br.justin.tv/ticosantacruz" target="_blank">http://pt-br.justin.tv/ticosantacruz</a>.</p>
<p>O Brasil, o Rio Grande do Sul, a sua cidade, todo mundo precisa de artistas e pessoas inquietas, questionadoras e com ousadia. Pessoas dispostas a sair da sua zona de conforto, quebrar alguns ovos e algumas regras, montar no porco, chutar o balde e ligar o foda-se. Na boa, rock&#8217;n'roll é isso. O resto é engodo. Por isso, vamos ao que interessa!</p>
<p><strong>Alberto</strong>: <em>Como rolou o lance do Sarau?</em><br />
<strong>Tico</strong>: Fui fazer um ensaio para a apresentação do áudiolivro <em>&#8220;O baú do Raul&#8221;</em>, que narrei com meus companheiros de voluntários da pátria e abrimos o Justin.tv para quem quisesse acompanhar. Muitas pessoas assistiram e resolvi fazer uma experiência dessas com outras pessoas toda semana. Começamos na minha casa, mas os vizinhos reclamaram, então fomos para o um belo café com palco, som e tudo de primeira.</p>
<p><em>Como tu enxerga o cenário do Rock nacional? Como está o espaço para quem está começando?</em><br />
<img class="alignleft size-medium wp-image-4008" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/09/ticostacruz-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" />O Rock nacional saiu do contexto da ideologia Rock e partiu apenas para ser mais um caminho para se obter grana e sucesso. Foi deixado para trás o estilo de vida que compõe a história da manifestação e se tornou uma vitrine para ser vendida num canal de desenhos animados. Nada contra se não fosse apenas isso o que passam como Rock. O Rock é mais do que essas bandas produzidas por um homem interessado apenas em acumular dinheiro. Subverter esse novo sistema é uma questão de honra a quem realmente acredita no Rock. E aí vem a novas bandas como um caminho para a renovação, desde que não repitam as mesmas propostas.</p>
<p><em>Como tu vê os Detonautas e teus projetos solo na Internet daqui pra frente?</em><br />
O Detonautas é uma banda que não se adequou a este sistema e logo foi descartado dele. Mas ao contrário do passado, quando faziam isso com os artistas, hoje temos a internet e ela é nossa arma para vingar todos os que foram excluídos por não concordarem com essa maneira de conduzir os &#8220;negócios&#8221;.</p>
<p><em>Valeu, Tico. Quer deixar alguma frase pra galera que acredita no rock com propósito?<br />
</em>Quero sim: ‘Eu sou uma farsa’.</p>
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		<title>Save the translator</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Aug 2009 23:09:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Reginaldo Pujol Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Pop]]></category>
		<category><![CDATA[Isso não é um trailer]]></category>
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		<category><![CDATA[Big Momma’s House]]></category>
		<category><![CDATA[Jaws]]></category>
		<category><![CDATA[Mrs. Doubtfire]]></category>
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		<category><![CDATA[Se Beber Não Case]]></category>
		<category><![CDATA[The Hangover]]></category>
		<category><![CDATA[Tubarão]]></category>
		<category><![CDATA[uma babá quase perfeita]]></category>
		<category><![CDATA[Vovó... Zona]]></category>

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		<description><![CDATA[Só sei que eu sou contra o Save the translator. Como é que eu vou aprender que existe um sinônimo em inglês – “Big Momma’s House” – para a curiosíssima expressão “Vovó... Zona”?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3948" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/08/the-hangover-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" />Sumi, eu sei. Mas meus dois leitores aqui do CineRonda nem notaram, eu acho. Mas o que importa pra mim é que voltei. E voltei porque outras coisa sumiram. Vou explicar. Tava ontem vendo o <strong><em>“Se beber, não case” </em></strong>no cinema e me dei conta do seguinte: deve haver um sindicato, uma ONG, alguma coisa que defenda os tradutores de títulos de filmes no Brasil<span id="more-3946"></span>. E essa alguma coisa, esse movimento chamado <em>Save the translator</em>, venceu. Acabou com a vergonha dos profissionais da tradução no Brasil. E com o nó na nossa cabeça.</p>
<p>Vai dizer, quem aqui nunca viu pintar na tela do cinema o título original do filme, algo como <em>“Mr. Robert”</em> e ao olhar pra baixo descobriu que Mr. Robert em português significa <em>“Paixão e fúria em São Francisco – uma jornada de amor”</em>.</p>
<p>Ou que <em>“Annie”</em> significa <strong><em>“Noivo Neurótico”</em></strong> e <em>“Hall”</em>, <strong><em>“Noiva Nervosa”</em></strong>?</p>
<p>Pois é, agora alguns filmes já estão vindo com a novíssima conquista do <em>Save the translator</em>: o título aparece na tela já na sua versão em português. Não tive a oportunidade de descobrir ontem, por exemplo, que <em>“Hangover”</em> é uma curiosa palavra em inglês, que talvez exista somente na língua inglesa, tão específica que é. Mas como dizia, não tive a oportunidade de aprender ontem que <em>“Hangover”</em> significa em português <strong><em>“Se beber, não case”</em></strong>.</p>
<p>Por que será que só agora os tradutores obtiveram essa conquista? Será que não se preocupavam com isso antes, ou – naquele clichezão – com a internet, a globalização, a gente ficou mais exposto à língua inglesa e os tradutores começaram a se sentir mais expostos cada vez que o seu trabalho aparecia ali nas legendas?</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3947" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/08/jaws-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" />Ou isso é uma medida do Ministério da Educação pra acabar com esse ensino alternativo de inglês?</p>
<p>Ou lobby dos professores de inglês. Traumatizados com perguntas dos alunos que queriam saber se <em>“Jaws”</em> não é <em><strong>“Tubarão”</strong></em> em inglês, por que é que o filme tinha esse nome? Hein?</p>
<p>Sei lá.</p>
<p>Só sei que eu sou contra o <em>Save the translator</em>. Como é que eu vou aprender que existe um sinônimo em inglês – <em>“Big Momma’s House”</em> – para a curiosíssima expressão <strong><em>“Vovó&#8230; Zona”</em></strong>? Eu vou sentir falta de ver no meio da tela <em>“Mrs. Doubtfire”</em> e descobrir logo embaixo na legenda que isso quer dizer <strong><em>“Uma babá quase perfeita”</em></strong>. Por pior que fosse o filme, era sempre a chance de um pouco de aprendizado e de uma boa piada garantida.</p>
<p>Leia também:<br />
<a href="http://www.cineronda.com.br/the-hangover.html" target="_self"><strong><em>&#8220;The Hangover&#8221;</em></strong>, por Ale Simas</a><br />
<a href="http://www.cineronda.com.br/ai-que-ressaca.html" target="_self"><strong><em>&#8220;Ai, Que Ressaca&#8221;</em></strong>, por Gabriel Ruas</a></p>
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		<title>A Cabra ou Quem é Sylvia?</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 03:15:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Morales</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Pop]]></category>
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		<description><![CDATA[Não é a toa que esse texto ganhou vários prêmios, e a montagem brasileira foi eleita o melhor espetáculo do ano passado por uma importante revista nacional...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3831" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/08/cabra-300x203.jpg" alt="" width="300" height="203" />De tempos em tempos surge na cena teatral, no meio de tanta mesmice, uma coisa diferente, que te faz pensar, te faz sair com a cabeça a mil. Fazia tempo que não me sentia assim: envolvido, embevecido, instigado e principalmente provocado. <em><strong>“A Cabra”</strong></em> é provocador, desconcertante, um texto que choca e causa as mais diversas reações no público<span id="more-3830"></span>. Há gente que a trata como uma simples comédia e gargalha do início ao fim, assim como aqueles que se levantam no meio do espetáculo e vão embora. Há, também, os que irão se identificar e rir discretamente, com medo de se entregar.</p>
<p>Escrita por Edward Albee, autor de sucessos como <em><strong>“Quem tem medo de Virgínia Woolf?”</strong></em>, <em><strong>“Um Equilíbrio Delicado”</strong></em> e <em><strong>“Três Mulheres Altas”</strong></em> (pela qual ganhou seu terceiro Prêmio Pulitzer), entre tantos outros, <em><strong>“A Cabra ou Quem é Sylvia?”</strong></em> foi escrita em 2000 e estreou em Nova York em 2002, com Bill Pullman e Mercedes Ruehl à frente do elenco, e já arrebatou de cara quatro prêmios de melhor espetáculo, entre eles o Tony. O texto fala basicamente da relação do premiado arquiteto Martim com sua esposa Stella, um casal aparentemente perfeito. Num belo dia, em um passeio pelo campo, ele se apaixona por outra. Não seria nada de novo, a não ser pelo fato de que a paixão em questão seja por uma cabra!</p>
<p>O espetáculo começa num tom de comédia, com os diálogos ácidos entre o casal, e vai num crescente impressionante até culminar num grande drama – e por que não dizer, numa tragédia? Ainda figuram na história o filho gay do casal e um “amigo”. <strong><em>“A Cabra”</em></strong> trata de intolerância, daquilo que você camufla e que não tem coragem de falar. Em um momento da peça o personagem diz a seguinte fala: <em>“então quer dizer que não importa o que eu faço, mas sim se as pessoas sabem o que eu faço?”</em>! A peça escancara essa hipocrisia e nos coloca cara a cara com sentimentos que nos incomodam, e ao mesmo tempo fala também de amor, seja ele como for, de convivência de compreensão.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3832" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/08/cabra02-300x193.jpg" alt="" width="300" height="193" />Não é a toa que esse texto ganhou vários prêmios, e a montagem brasileira foi eleita o melhor espetáculo do ano passado por uma importante revista nacional. Mais uma vez Jô Soares mostra seu talento na direção – nos últimos anos Jô já esteve à frente dos fantásticos <em><strong>“Ricardo III”</strong></em> e <strong><em>“O Eclipse”</em></strong>, e faz aqui mais um grande trabalho com foco no ator. Um belíssimo cenário de Isay Weinfeld, figurinos de Lu Pimenta, iluminação, trilha sonora, tudo se apresenta num casamento perfeito. Nos papéis menores aparecem o bom Norival Rizzo e o promissor Gustavo Machado, ambos em bons trabalhos. Denise Del Vechio se esmera na composição de Stella, entregando-se num belo desempenho e mantendo um bom nível na troca com seu parceiro de cena. José Wilker, confesso, é um ator que me cansava um tanto. Depois de fantásticos trabalhos nos anos 70e 80 no cinema, teatro e TV, nos anos 90 em diante – principalmente a partir de 2000 – ele tem se repetido em aparições de pouca expressão. Só que aqui a coisa é diferente! Wilker faz “O trabalho”, uma atuação sensacional, carregada, emotiva, crível, de arrepiar! Ele volta à velha forma e arrebata.</p>
<p>Não sei dizer ao certo se a platéia está preparada para essa produção. Eu, pelo menos, me incomodo com manifestações descabidas em momentos chave da peça. Não sei até que ponto as pessoas conseguem entender realmente o que tem por trás da história aparentemente cômica de um homem que vive um amor por uma cabra. Filtrar e pensar ou simplesmente preferem achar que é uma comédia rasgada, aplaudir , comer uma pizza e dormir. Comigo, essa <em>Sylvia </em>mexeu – e muito! Respeito imensamente atores, histórias e diretores que me fazem pensar e não me entregam tudo de mão beijada.</p>
<p>Passe por essa experiência. Garanto que, seja para rir ou para refletir, essa Cabra vai mexer com você de alguma forma.</p>
<p><em>A Cabra ou Quem é Sylvia?</em><br />
De Edward Albee<br />
Direção de Jô Soares<br />
Com José Wilker, Denise Del Vecchio, Gustavo Machado, Norival Rizzo<br />
Em turnê pelo Brasil<br />
<strong>Cotação: Excelente (*****)</strong></p>
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		<title>Vestido de Noiva</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 23:53:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Morales</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3555" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/07/vestido-de-noiva-3-300x166.jpg" alt="" width="300" height="166" />Texto de Nelson Rodrigues, <strong><em>“Vestido de Noiva”</em></strong> estreou nos palcos em 1943 sob a direção de Ziembinski, causando polêmica na época. E ainda hoje é considerado forte<span id="more-3554"></span>. A história não é fácil – dividida em três planos: Realidade, Alucinação e Memória – conta a vida de Alaíde, moça rica que é atropelada em uma noite no Rio de Janeiro. No primeiro espectro a moça é socorrida por médicos e os repórteres em volta tratam de espalhar a notícia. No segundo, a personagem procura por Madame Clessi, uma mulher que foi assassinada, vestida de noiva, no início do século. As duas conversam e Alaíde revela que matou o marido Pedro. É quando entra o último campo, pois ambas percebem que a morte de Pedro não passou de um sonho. A partir daí, os três planos se intercalam durante todo espetáculo. Trata-se de um triângulo amoroso. Alaíde toma o namorado da irmã, Lúcia, e casa-se com ele. Lúcia fica com o marido da irmã, e os dois formam um complô, que começa a enlouquecer Alaíde. Tamanho impacto foi considerado um marco na história do teatro moderno.</p>
<p><strong><em>“Vestido de Noiva”</em></strong> foi montada diversas vezes e teve sua versão (equivocada) para o cinema em 2006, pelas mãos do filho de Nelson, Joffre Rodrigues. Nesta montagem atual, dirigida por Gabriel Vilela, existe uma particularidade: o diretor não usa cenários diferentes para definir em qual plano a ação está se passando, fazendo uso apenas de luzes e de uma quebra nas interpretações para situar o espectador. Em um cenário bonito e bastante colorido, com um certo ar meio “brega” e com vários elementos de cena, se passam as três ações. Um belíssimo figurino, criado pelo próprio diretor, e uma excelente trilha sonora de Daniel Maia dão o ritmo da peça. E o característico tom circense do encenador <img class="alignleft size-medium wp-image-3556" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/07/vestido-de-noiva-4-221x300.jpg" alt="" width="221" height="300" />Gabriel Vilela aparece por aqui mais uma vez. Vindo do fantástico <a href="http://www.cineronda.com.br/caligula/" target="_self"><strong><em>“Calígula”</em></strong></a>, ele acerta mais uma vez revisitando um grande clássico. Os bonitos momentos musicais dão um charme extra à montagem.</p>
<p>A formação do elenco é bastante heterogênea no que diz respeito às atuações. Um grupo secundário fraco, respaldado por um excelente conjunto principal, não chega a fazer feio. Os sempre competentes Rodrigo Fregnan e Flávio Tolezani estão bem, já o mesmo não pode se dizer dos excessivos Cacá Toledo e Maria Carmem Soares e dos econômicos Helô Cintra e Pedro Henrique Moutinho. Estes últimos fazem os papéis de pais, dos médicos, dos jornalistas que cobrem o acidente e das prostitutas de Madame Clessi.</p>
<p>Os destaques, coincidentemente, são os atores mais conhecidos. Marcello Antony aparece como o debochado marido, Pedro, e em um papel pequeno o ator faz o que pode e de forma correta, tendo destaque quando canta (principalmente uma canção em espanhol). Vera Zimmermann começa num tom acima e com um voz sussurrante inexplicável, mas no decorrer vai encontrando o jeito e chega de maneira satisfatória ao final. Luciana Carnieli, do ótimo <strong><em>“Meu Abajur de Injeção”</em></strong>, começa devagar, mas cresce muito e se torna uma das melhores coisas do espetáculo. Atriz competente e carismática, Leandra Leal é protagonista em todos os sentidos, e tem sem dúvida o melhor desempenho em cena. É notável o quanto esta atriz vem crescendo na televisão, no cinema e agora no teatro, com um trabalho forte, visceral e arrebatador. Uma interpretação que deve figurar entre as grandes Alaídes de todos os tempos. Mesmo com altos e baixos o resultado das atuações é satisfatório.</p>
<p>Vale o espetáculo, tudo bem feito e produzido. O texto por si só é um pouco rebuscado para uma platéia acostumada com coisas mais simples e bobas, mas me parece que pelo tempo que está em cartaz a peça é um sucesso. E se for, merece estar colhendo estes frutos.</p>
<p><em>“Vestido de Noiva”</em><br />
Cotação:<strong> Bom</strong><br />
De Nelson Rodrigues<br />
Direção: Gabriel Vilela<br />
Temporada até 2 de Agosto no Teatro Vivo – SP<br />
Temporada dias, 21, 22 e 23 de Agosto no Theatro São Pedro – Porto Alegre</p>
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		<title>Continuando</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 22:29:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Reginaldo Pujol Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não sou contra continuações. Gosto de todos os “De volta para o Futuro”, assim como os “O Poderoso Chefão”, por exemplo. Mas tem filme que acaba nele mesmo. Ou dá pra imaginar um “Forrest Gump 2”?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3310" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/07/tropa-300x187.jpg" alt="" width="300" height="187" />Dá pra dizer que o Brasil está próximo de ter uma indústria cinematográfica nos moldes da hollywoodiana. Baseado em que eu digo isso? Números de bilheteria? De investimento? Não, baseado num único número.  O 2<span id="more-3309"></span>.</p>
<p>Parece que estamos seguindo um caminho americano, e um caminho que não gosto: o das continuações de filmes, seja lá quais forem os filmes, tendo, como único critério para fazer a parte 2, o <em>sucesso-de-bilheteria-da-fita-que-deu-origem-à-série</em>.</p>
<p>E digo que seguimos a indústria americana, porque não me lembro de já ter visto um filme francês, argentino, italiano ou espanhol com o número 2 no final do título. Teve <strong><em>“O Filho da noiva II”</em></strong>? <strong><em>“Ladrões de bicicleta – o retorno”</em></strong>? <strong><em>“Fale com ela – agora mais alto”</em></strong>?</p>
<p>Já, aqui no Brasil, repara só: qual o grande sucesso do cinema nacional nesse ano? <a href="http://www.cineronda.com.br/se-eu-fosse-voce-2/" target="_self"><strong><em>“Se eu fosse você 2”</em></strong></a>. Confesso que não vi nem o 1 e nem o 2 e não vou ver o 3 se sair. Mas vi <a href="http://www.cineronda.com.br/tropa-de-elite/" target="_self"><strong><em>“Tropa de Elite”</em></strong></a>. E fico me perguntando masmeudeusdocéu, que que vai ser esse tão comentado <strong><em>“Tropa de elite 2”</em></strong>, além de um caça-níqueis? Dá até vontade de ver de novo o filme do José Padilha pra imaginar de onde é que vai sair essa nova história.</p>
<p>Não sou contra continuações. Gosto de todos os <strong><em>“De volta para o Futuro”</em></strong>, assim como os <em><strong>“O Poderoso Chefão”</strong></em>, por exemplo. Mas esses parecem obras que mereciam seguimento ou que tiveram isso pensado <em>a priori</em>, não é? Mas tem filme que acaba nele mesmo. E não tem motivo pra ter um prosseguimento. Ou dá pra imaginar um<strong><em> “Forrest Gump 2”</em></strong>?</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3311" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/07/godfather-movie-05-300x222.jpg" alt="" width="300" height="222" />Eu não imagino, mas se esse filme tivesse acontecido hoje, se bobear, teríamos o 2.</p>
<p>Mas uma coisa que penso sobre isso tudo é que estamos aprendendo a fazer continuações de sucessos com a indústria americana, sem termos uma indústria como a americana. Olha só: lá nos Estados Unidos rola muito dinheiro privado, os próprios estúdios e produtoras investem e buscam o lucro nisso. É um negócio. Só que aqui o sistema é um tanto diferente. A maioria dos filmes, pra se viabilizar, precisa de investimento do governo, ou de patrocínio via lei de incentivo à cultura. Uma grana muito mais restrita, com muito menos acesso, que não chega a permitir produção em grande escala. E não sei se as nossas continuações não irão se valer desse mesmo estilo tupiniquim de financiar filmes. Tomara que não, tomara que as portas abertas dos estúdios americanos pro José Padilha, por exemplo, injetem grana nesses projetos. Porque, em caso contrário, é preocupante. Estaremos investindo em filmes duvidosos, aparentemente com foco apenas comercial, um dinheiro que poderia estar indo pra um novo <a href="http://www.cineronda.com.br/tropa-de-elite/" target="_self"><strong><em>“Tropa de Elite”</em></strong></a>, em vez do <strong><em>“Tropa de Elite 2”</em></strong>. Me parece, e espero estar errado, que se entrarmos nessa onda de continuações talvez não possamos dar continuidade a um bom caminho que o cinema nacional vinha trilhando com <strong><em>“Cidade de Deus”</em></strong>, o próprio <a href="http://www.cineronda.com.br/tropa-de-elite/" target="_self"><strong><em>“Tropa de Elite”</em></strong></a>, <em><strong>“O ano em que meus pais saíram de férias”</strong></em> e outros bons filmes dos últimos tempos.</p>
<p>Espero estar errado. Se não até essa coluna vai acabar tendo uma parte 2.</p>
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		<title>Viver Sem Tempos Mortos</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 20:53:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Morales</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não precisa agradecer, não, Fernanda. Somos nós que agradecemos a oportunidade de vê-la definitivamente voltando a brilhar em um projeto tão forte, importante e ao mesmo tempo delicado...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3203" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/fernandona1-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" />No começo era um projeto duplo: duas lendas do teatro que se uniriam para dar vida a dois ícones. Estou falando de Sérgio Britto e de Fernanda Montenegro, que encarnariam Jean-Paul Sartre e Simone De Beauvoir em uma união acalentada há tempos. Infelizmente (ou felizmente) não deu certo. Britto foi encenar o seu fantástico e premiado Beckett, enquanto Fernanda ficou com aquela vontade de visitar Beauvoir<span id="more-3202"></span>. Até que, para comemorar o ano da França no Brasil, foi criado um projeto centrado no nome da escritora, e que levou o título de ‘<em>Caminhos da Liberdade’</em>, que além de teatro é composta por documentários, palestras e debates.</p>
<p>Impossível em tão poucas linhas falar sobre Sartre ou Beauvoir. Mas, para um apanhado geral, é importante dizer que ele foi um escritor francês, defensor da teoria do existencialismo e criador do movimento ‘<em>Socialismo e Liberdade’</em>, além de ser autor de obras como <em>“O ser e o nada”</em>, <em>“A Náusea”</em>, <em>“A idade da Razão”</em> e da peça <em>“Entre Quatro Paredes”</em>, que põe em cena personagens que vivem os dramas existencialistas abordados pela teoria que defendia. Também é dele a conhecida frase <em>“O inferno são os outros”</em>. Na escola normal superior onde estudou, conheceu a mulher que a partir dali não se separaria mais dele. Simone de Beauvoir era uma jovem burguesa e de formação católica que na escola normal se interessou por um trio de alunos de “<em>má reputação</em>”: Sartre, Paul Nizan e René Maheu. A amizade com este último foi o passo que faltava para aproximação definitiva de Sartre. A moça, que há tempos desejava se desgarrar do lar paterno, adentrou o quarto de Sartre para estudar com o trio e a partir dali nada mais seria igual. Com o fim dos exames Maheu foi embora e Sartre disse a Simone: “<em>a partir de agora eu tomo conta de você</em>”. E assim foi. De idéias feministas, também foi ele o artífice do existencialismo que a impregnou, que revolucionou a sociedade francesa e o mundo quando ela lançou o livro “<em>O segundo sexo</em>”.</p>
<p>O texto de <em><strong>“Viver Sem Tempos Mortos”</strong></em> é calcado nas correspondências deste casal. O espetáculo fala de amor, erotismo, sexo, cumplicidade e paixão, apresentando diante do público um olhar simples e compreensível de quem foi esta grande mulher, quais eram seus medos e revelando a coragem de enfrentar todo um modelo socialmente aceito de comportamento em prol de um grande amor e das idéias que acreditava e defendia. Claro que também houve bastante sofrimento por parte dela, que vivia com alguém que pregava o “<em>livre amor</em>”. Mas o sentimento falou mais alto, e quando confrontada por um pedido de casamento de outro homem, viu que não era exatamente o que queria e voltou para o lado do seu amado Sartre.</p>
<p>Para nos contar momentos dessa linda história de vida estão: uma cadeira, um facho de luz e uma grande atriz. Narrado em primeira pessoa, Fernanda Montenegro é Simone de Beauvoir, em uma direção de arte primorosa de Daniela Thomas que, durante os ensaios junto com o diretor, foram eliminando objetos de cena, até tudo se resumir a esses três elementos. Uma competentíssima luz e uma linda trilha sonora completam essa cena. A direção de Felipe Hirsch é sutil e competente, deixando que as coisas meio que fluam por si só, como diz no programa da peça: “<em>com o passar do tempo, o que estava em volta dessa mulher foi se apagando, como se as palavras ditas convidassem aos seus próprios universos</em>”. Ou seja, não era necessários mais elementos no palco, o que seria dito nos levaria a lugares e situações a serem imaginados.</p>
<p>Fernanda Montenegro diz não sentir-se muito confortável no papel de ‘<em>grande diva do teatro’</em> ou ‘<em>primeira dama’</em>. E não deve sentir-se mesmo, ainda mais num país de grandes estrelas femininas que também, por direito, poderiam ostentar esse título. As grandes divas são passíveis de erros, e creio que ela sabe disso. Mas, baseado nesse espetáculo específico, pode-se dizer que, sim, Fernanda merece estar nesse elenco de nossas grandes. Longe de fazer uma caricatura ou imitar gestuais, ela encontrou o íntimo de Simone, revelando-a de dentro para fora. É teatro na sua mais pura essência: um belo texto sendo dito por uma atriz excepcional.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3205" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/fernanda_viver_interna1-300x171.jpg" alt="" width="300" height="171" />O simples fato de encarnar uma personalidade como esta já é difícil, e para uma pessoa que tem um nome, uma carreira e uma persona tão forte é ainda mais complicado. No meio disso tudo, não sabemos exatamente quem fala, se Simone ou Fernanda, principalmente na parte final da encenação, quando a personagem fala da doença do amante e do quanto esteve ao seu lado, lutando junto até o fim. É impossível não ligar com a experiência pessoal da atriz, que fez o mesmo com um companheiro de toda a vida. Com os olhos marejados, nesse momento existe meio que uma fusão das duas mulheres.</p>
<p>Fernanda é uma operária do teatro, sua grande escola, e há sete anos não pisava no tablado. A atriz está completa, envolvente, e o silêncio na platéia é absoluto – estão todos interessados em beber das palavras ditas, é a respiração de quem está atuando jogando com a respiração do espectador. Um trabalho de filigrana que faz com que Fernanda retorne completa a sua origem. Isso tudo tem como resultado um lindo espetáculo e uma emocionada intérprete que agradece à plateia quase dez minutos de aplausos contínuos. Uma coisa é certa: me parece que, assim como Simone, essa grande atriz viveu sem tempos mortos.</p>
<p>Ah, e só mais uma coisa: não precisa agradecer, não, Fernanda. Somos nós que agradecemos a oportunidade de vê-la definitivamente voltando a brilhar em um projeto tão forte, importante e ao mesmo tempo delicado.</p>
<p><em>Viver Sem Tempos Mortos</em><br />
Cotação: <strong>Muito Bom (****)<br />
</strong>Temporada até 28 de junho.<br />
Ingressos esgotados.</p>
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		<title>As Centenárias</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 21:02:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Morales</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“As Centenárias” é um texto original, simples e encantador que reúne grandes pessoas em torno de um lindo projeto, bem recebido pelo público e reverenciado pelos prêmios e crítica...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3082" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/centenarias-2-300x191.jpg" alt="" width="300" height="191" />Duas parcerias da vida real que deram certo. A primeira é de Socorro e Zaninha, duas comadres espíritas que desenvolviam um trabalho caridoso no interior de Pernambuco. A outra, de Marieta e Andréa, duas atrizes, comadres e amigas que desenvolvem no palco o seu trabalho de divertir e emocionar a platéia<span id="more-3081"></span>. A partir daí nasceu <em><strong>“As Centenárias”</strong></em>, peça de Newton Moreno, um dos novos e grandes talentos que surgiram nos últimos anos na cena teatral e que rendeu este grande sucesso no Rio de Janeiro e três prêmios Shell. É dele também <em><strong>“Agreste e Assombrações do Recife Velho”</strong></em>, e em breve estreará <em><strong>“Maria do Caritó”</strong></em>, texto escrito para Lilia Cabral.</p>
<p>Como já dito, <em><strong>“As Centenárias”</strong></em> conta a história de Socorro e Zaninha, duas carpideiras do sertão nordestino que passam a vida indo a velórios, cantando e contando histórias e fugindo da morte, sempre com muito bom humor. Além das duas personagens, outros tantos passeiam pelo palco, como o Coronel e até mesmo o temido Lampião, além da viúva inconsolável e muitos outros, quase sempre interpretados pelas duas atrizes, que contam com o auxilio de marionetes e da participação de Sávio Moll, intérprete da mulher de luto e da própria Morte. Entre tantos “causos” e velórios, as duas tem como objetivo enganar a Morte, que deseja levar o filho de uma delas, sendo esse o contraponto dramático da história. O cenário lembra um picadeiro, com um caixão no centro, cadeiras em volta e atrás um imenso painel de 240 bonecos, utilizados pelos atores para compor os vários tipos apresentados. Um cenário muito bonito, bem colorido e que afasta totalmente o tom fúnebre que poderia ter o espetáculo.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3083" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/centenarias-1-241x300.jpg" alt="" width="241" height="300" />A premiada direção de Aderbal Freire Filho é bastante ágil e exige muito dos atores, que correm freneticamente para todos os lados, trocam de figurino e de vozes com uma rapidez incrível e em nenhum momento deixam cair o ritmo. Quanto à dupla de atrizes, não há muito que ser dito: a cumplicidade por anos de trabalho em conjunto e a generosidade de uma com a outra salta aos olhos. A dupla tem um fôlego muito grande, transita da comédia ao drama numa linha tênue que só grandes atrizes sabem fazer. Marieta abocanhou o prêmio Qualidade Brasil de melhor atriz de comédia, Andréa levou o Shell, Contigo e APTR. A primeira sempre teve status de grande atriz, coisa que realmente é, mas a segunda consegue com essa “centenária” definitivamente provar que também já é. Depois de lindos trabalhos, como <em><strong>“Sonata de Outono”</strong></em>, <strong><em>“A Dona da História”</em></strong> e <em><strong>“A Prova”</strong></em>, Andréa carimba de vez seu passaporte para o roll das grandes atrizes com essa sequência de trabalhos no teatro, sucessos nas telonas e tendo achado definitivamente seu espaço na TV com o seriado <em><strong>“A Grande Família”</strong></em> – mais uma vez ao lado da Marieta, com quem, além de tudo, levantou um teatro e tem a árdua tarefa de o manter em pé.</p>
<p><em><strong>“As Centenárias”</strong></em> é um texto original, simples e encantador que reúne grandes pessoas em torno de um lindo projeto, bem recebido pelo público e reverenciado pelos prêmios e crítica. Um espetáculo que fala e nos revela grandes parcerias, choro e riso, Vida e Morte, Socorro e Zaninha, Marieta e Andréa&#8230;</p>
<p><em>As Centenárias<br />
</em>Texto de Newton Moreno<br />
Direção Aderbal Freire Filho<br />
Com Marieta Severo e Andréa Beltrão<br />
Onde: Teatro Raul Cortez-SP<br />
Temporada até 28 de junho</p>
<p>Cotação: <strong>Muito Bom (****)</strong></p>
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