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	<title>CineRonda &#187; Coisas de Cinema</title>
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	<description>Cinema e cultura pop com opinião!</description>
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		<title>Natal longe de casa</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Mar 2010 22:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Ruas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Assisti ao filme “Everybody's Fine" no último ano, poucos dias antes do Natal. E ele me vez pensar em um monte de coisas...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4979" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2010/03/everybodys-fine-1-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" />Assisti ao filme <strong><em>“Everybody&#8217;s Fine&#8221;</em></strong> no último ano, poucos dias antes do Natal. E ele me vez pensar em um monte de coisas<span id="more-4978"></span>. Passei os feriados de final de ano mais uma vez longe de casa. Apesar de ter ficado em Nova York (onde moro) e de ter encarado o frio e a solidão dessa cidade de frente, mostrei que vim pra ficar e que não tenho medo de nada. É por isso que, sabendo das tradições e reconhecendo o valor da minha família, mesmo estando longe fisicamente todos eles estiveram muito presentes em coração. É estranho como certas coisas não se apresentam como importantes até que pareçam perdidas. Mas eram esses valores que não existiam dentro de mim há muito tempo, até que finalmente esbarrei com eles dentro de um cinema em Nova York, no país com os valores mais estranhos do mundo!</p>
<p><strong><em>&#8220;Everybody&#8217;s Fine&#8221;</em></strong> é fraquinho e devagar, mas ao mesmo tempo é bonito e intrigante. É um filme que conta a história desse senhor viúvo que está esperando seus filhos para o dia de Ação de Graças. Ele preparou tudo como eles gostam, pois moram longe e quase nunca se visitam. É um grande dia pra ele, ou melhor, teria sido um grande dia se de fato eles tivessem aparecido. Só que aos poucos eles vão avisando que, infelizmente, não poderão aparecer. Neste ponto o filme já tinha me pego. Fiquei pensando: &#8220;<em>como pode um filho simplesmente ignorar seu pai?</em>&#8220;. Pois é, fiquei indignado, em choque. Não conseguia entender os motivos deles. E agora precisava ir até o final da história pra saber o que se passava nessa família! Seriam eles 100% disfuncionais e desligados, como muitas famílias aqui são, ou estariam eles simplesmente passando por algo que fosse justificável e não se deram conta do que estavam fazendo?</p>
<p>Independente da resposta, e mais rápido do que eu poderia pensar, nosso patriarca tira o pó de sua mala e vai pra <img class="alignleft size-medium wp-image-4980" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2010/03/everybodys-fine-2-300x180.jpg" alt="" width="300" height="180" />estrada, decidido a visitar um por um. Ele quer mostrar pra eles como é importante estarem juntos pelo menos na época de festas, unidos como uma família. À medida que ele vai viajando e se lembrando de cada pedaço de sua vida, vai também reavaliando sua vida, reinterpretando fases que passou e lições que pensa que ensinou. A cada encontro com seus filhos também vai percebendo como eles mudaram, como a vida deles passou sem que ele percebesse, como de fato não conhece nenhum deles e sabe apenas sobre pequenas partículas de suas vidas.</p>
<p>É aí que<em><strong> &#8220;Everybody&#8217;s Fine&#8221;</strong></em> acerta em cheio, pois nos coloca em perspectiva, nos fazendo pensar sobre o que queremos pras nossas próprias vidas, o que queremos pra nossa família e que tipo de relações temos com essas pessoas que estão ao nosso lado por toda nossa vida mas que talvez não conheçamos tão bem assim. Foi aí que o filme me bateu mais forte. No final não havia mais como não reconhecer que de uma forma ou de outra todos podem se relacionar com essa história, pois ali está a realidade moderna, onde todos trabalham sem parar pra construir a vida perfeita, só que estão sempre tão ocupados que não conseguem aproveitar o que conquistaram. E no final estão perdidos em um mar de objetos materiais, regras e fotos, mas totalmente distantes daquilo que realmente importa: a família.</p>
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		<title>Os Sonhos e Seus Desvios</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Mar 2010 21:16:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Ruas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ah, a adolescência! Pra mim, como pra grande maioria das pessoas, é nessa fase em que começamos a definir como será pintado todo o resto da nossa vida adulta. Em "An Education" encontramos essa fórmula em sua melhor forma]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4969" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2010/03/an-education-3-300x173.jpg" alt="" width="300" height="173" />Ah, a adolescência! Pra mim, como pra grande maioria das pessoas, é nessa fase em que começamos a definir como será pintado todo o resto da nossa vida adulta. Em <em><strong>&#8220;An Education&#8221;</strong></em> encontramos essa fórmula em sua melhor forma<span id="more-4968"></span>. São naqueles anos em que estamos descobrindo a vida e todos os seus segredos, em que achamos que já vivemos o bastante pra saber o melhor pras nossas vidas. Ah, se eles durassem mais dez anos&#8230; Que desespero! Sim, pois quem quer reviver todas aquelas angústias e dar todos aqueles tropeções? Eu não! Bem que vivi e me diverti pra caramba, e isso não dá pra negar! E este filme fala tudo que quero dizer e muito mais, pois é na adolescência que sonhamos com carreiras, objetivos, nossa casa, nosso carro, nossa família, nossas viagens, nossas conquistas. É nessa época que somos ansiosos e que achamos que não temos tempo nenhum pra perder e que precisamos de tudo pra ontem. A realidade é que as coisas na vida real não são bem assim, como todos nós podemos perceber.</p>
<p>Eu, como a personagem central do filme, interpretada pela brilhante Carey Mulligan, sempre sonhei em construir uma vida no mundo do entretenimento, morar fora do meu país, viajar pelo mundo e ter muitas histórias fabulosas pra contar. Sonhava e queria isso com toda a minha força. Ficava horas em devaneios incessantes, escrevia meus planos, fazia projetos, achava que se fizesse minhas malas e batesse na porta certa com certeza teria todos os meus problemas resolvidos. Pois bem, hoje cá estou, exatamente no lugar onde sempre sonhei, só que o caminho pra chegar até aqui não foi nem um pouco como eu havia imaginado. Essa caminhada foi longa, por vezes pareceu interminável e cheia de muito trabalho duro e paciência.</p>
<p>No roteiro de Nick Hornby, um dos mais brilhantes escritores dessa geração, encontramos nossa heroína lutando por uma vaga em Oxford nos anos 60. Ela quer morar em Paris e quer viver uma vida muito cultural. Quer tudo isso, mas não quer ter deixar de se divertir – e se for sem esforço, melhor ainda! É aí que o tal indispensável par romântico do filme entra em ação. Um homem mais velho, charmoso, bonito, com muito dinheiro à sua disposição e interessado pelos mesmos assuntos que ela entra em cena. Um cara que realmente mostra devoção a ela. Mas sabe o que acontece? Nossa heroína nos decepciona um pouco, pois queremos que ela tenha acesso à vida que sempre sonhou, mas não dessa forma, não com essa atitude. Queremos que ela seja forte como a percebemos, mas o que não nos damos conta é que essa opinião que temos sobre ela é justamente a mesma que os pais tem sobre a menina, quando, na verdade, se lembrarmos da nossa adolescência, vamos perceber que vivíamos exatamente como ela! Sonhávamos muito e acreditávamos saber tudo sobre tudo!</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4970" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2010/03/an-education-4-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" />Pois bem, é dura realidade quando descobrimos que de fato não sabemos nada sobre absolutamente nada. Mas, para aqueles que foram espertos o bastante, deu pra perceber que mesmo assim continuamos tendo que viver a nossa vida no rumo que melhor nos cabe, explorando caminhos desconhecidos e, ao longo desses trajetos, de acordo com as consequências de cada passo, vamos nos tornando mais sábios. E se Deus quiser e permitir seremos sábios o bastante pra ir colocando tudo dentro de uma bagagem e cada vez mais tomando decisões acertadas, transformando as angustiantes lembranças da nossa adolescência em recordações sobre inexperiência e aprendizado, cheias de inocência e bobeira. Afinal, qual é o problema nisso, né?</p>
<p>O importante é viver. Por mais que erremos, temos que continuar em frente, pois não há erro que não possa ser consertado, de uma forma ou de outra. E é exatamente isso que nossa garota entende ao perceber que sua vida não acabou por causa de um erro infantil que cometeu. É assim que as coisas são, caímos pra aprender a levantar. Não é mesmo?</p>
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		<title>A Vida e os Sonhos</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 04:29:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Ruas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[São os nossos sonhos que servem de combustível para ajudar a movimentar as engrenagens da vida, tanto os individuais quanto os coletivos. “The Blind Side”, escrito e dirigido por John Lee Hancock, em grande parte fala sobre isso...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4611" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/11/blind-3-300x178.jpg" alt="" width="300" height="178" />São os nossos sonhos que servem de combustível para ajudar a movimentar as engrenagens da vida, tanto os individuais quanto os coletivos. <em><strong>“The Blind Side”</strong></em>, escrito e dirigido por John Lee Hancock, em grande parte fala sobre isso<span id="more-4610"></span>. Mas principalmente sobre os sonhos que vão se desenvolvendo a cada novo minuto que passa e começam também a se transformar em ideais, em filosofias, em realizações, e eventualmente, em histeria coletiva. Temos estes sonhos pra nós mesmos, depois pra nossa família e com o tempo eles podem passar a se estender a qualquer pessoa que chame nossa atenção de uma forma mais especial. Não importa seu tamanho ou o grau de dificuldade, o importante é sempre continuar correndo atrás deles.<br />
 <br />
Esse filme, amplamente bem recebido pela crítica e pelas bilheterias norte americanas, acerta em cheio ao contar a história real de Michael Oher, jogador de futebol americano negro que foi acolhido ainda muito novo por uma família de brancos do sul dos Estados Unidos que teve o mérito de ver nele mais do que a aparência inicialmente assustadora do gigante adolescente.<br />
 <br />
Ao entrar em cartaz quase que simultaneamente com <em><strong>“Precious”</strong></em>, de temática bem similar e também extremamente bem acolhido pela crítica, está dando o que falar. Ambos os filmes colocam a questão racial em cheque, narrando histórias de jovens negros que foram &#8220;salvos&#8221; por brancos ou pessoas bem afortunadas. Mas existem aqui duas diferenças: um conta uma história real, sem deixar espaço para invenções, enquanto que o outro é muito mais contundente, denso, menos acessível e mais difícil de se relacionar com o público em geral.</p>
<p><em><strong>“The Blind Side”</strong></em> é o típico filme da estação de &#8220;Ação de Graças&#8221;, mas é também um longa que vai muito além do estereótipo, ao mostrar todos os pontos de vista de vidas tão distantes que colidiram e como esse embate afetou tudo à sua volta. Assim como <em><strong>“Precious”</strong></em>, poderia ter explorado muito mais do lado pesado e marginal de seu personagem central, mas preferiu ficar em terreno confiável, evidenciando como mesmo com todas as dificuldades é ainda possível sonhar. Como é possível encontrar pessoas boas, e como é preciso confiar mais e desconfiar menos.<br />
 <br />
<em><strong>“The Blind Side”</strong></em> vem na hora certa, lembrando o público de todas aquelas coisas que escrevo há muito tempo, de que é preciso ter mais generosidade de espírito, que todos sejamos mais pacíficos e abertos pra ouvir, observar e absorver novas experiências e emoções. Precisamos olhar para o conjunto e não apenas uma cena, se é que vocês me entendem!<br />
 <br />
<img class="alignleft size-medium wp-image-4612" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/11/blind-2-300x178.jpg" alt="" width="300" height="178" />O poder que Leigh Anne Tuohy tem de sonhar e de enxergar além dos clichês foi o que deu início à essa história. A alma generosa dessa mulher, que poderia ter passado toda sua vida sem olhar pros lados, foi o que salvou a vida de Michael. Sandra Bullock, que a interpreta em cena, tem recebido atenção especial da mídia, que classifica esse como seu melhor trabalho até hoje. A atriz traz força e sinceridade em cada minuto que se faz presente no filme, e sua luz ajuda a criar uma atmosfera além do personagem. Bullock se transforma de fato na mulher que está retratando e entrega um trabalho brilhante!<br />
 <br />
Bullock, que é provavelmente uma das celebridades menos preocupadas com a fama, mas com o resultado e efeito de seu trabalho para com seu público, também se declara satisfeita, e assina embaixo. Esse é um filme que, sobre todas as outras coisas, deve inspirar. E se a sensação positiva e maravilhosa que tive quando saí do cinema for sentida por outros espectadores também, então talvez esse filme verdadeiramente tenha chances no Oscar que se aproxima.</p>
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		<title>Sentimentos Selvagens</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 00:11:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Ruas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Where the Wild Things Are” é tão sensível que assusta. Se fosse estrelado por adultos seria interessante, mas a sensibilidade que vem através dessa criança chama atenção...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4544" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/11/wwhere-the-wild-things-are-300x165.jpg" alt="" width="300" height="165" /><strong><em>“Where the Wild Things Are”</em></strong> é, sem dúvida alguma, o filme mais lindo e sensível lançado nesse ano. É também o mais brutal e realista, pois conversa com nossos sentimentos mais íntimos, desnudando a depressão e a solidão através dos olhos de uma criança que passa mais tempo em seu mundo de faz de conta do que em um ambiente familiar próprio<span id="more-4543"></span>. Não que sua família não o ame, mas Max é afetado pelo mesmo problema que milhares de outras pessoas enfrentam diariamente: ele vê sua vida ser invadida por um mar de compromissos dos outros – neste caso, seus familiares. Isso lhes deixa sem tempo ou energia para dar a atenção necessária a esse ser tão inteligente e educado, mas que na verdade é uma bomba relógio.<br />
 <br />
Max, como muitas crianças, sofre de solidão. E assim como elas, vive em um ambiente selvagem, onde cada um tem que salvar sua vida e cuidar de seus interesses. Isso o leva a assumir um amadurecimento que não deve ser característico para sua idade. Max, na verdade é um pouco de cada um de nós, é aquele sentimento que temos quando somos deixados de lado por aquele amigo especial, quando esperamos por uma ligação e não recebemos, quando fazemos planos pro final de semana que na última hora são cancelados. É uma frustração quieta, que não incomoda no começo, pois somos adultos e tolerantes, mas que pouco a pouco vai se transformando em tantas coisas diferentes que nem sabemos bem como controlar.<br />
 <br />
<em><strong>“Where the Wild Things Are”</strong></em> é tão sensível que assusta. Se fosse estrelado por adultos seria interessante, mas a <img class="alignleft size-medium wp-image-4545" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/11/where_the_wild_things_are03-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" />sensibilidade que vem através dessa criança chama atenção, e os monstros que habitam seu mundo são as emoções que estão habitando seu coração. Max não consegue equilibrar bem seus sentimentos. Não tem amigos ou família pra compartilhar sua vida, lhe dar atenção, dizer que ele está de parabéns por algo ou errado por outros motivos. Max está totalmente perdido!<br />
 <br />
Identificamos-nos com os sentimentos desse menino e de seus monstros internos, com a perda do elo familiar. Somos como Max em todos os sentidos, e o resto é só pra enfeitar e dar mais beleza visual e sonora pra história, que é tão bem escrita e dirigida que não precisaria de nada mais. Não deixe de conferir essa obra de arte!</p>
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		<title>É Isso Aí</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 13:49:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Ruas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“This Is It” acompanha o trabalho de um gênio verdadeiro, que fez parte da minha e de muitas gerações. Um homem que sofreu e talvez tenha feito sofrer também, mas que em seu trabalho foi um nada menos do que genial...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4523" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/11/this-is-it-300x204.jpg" alt="" width="300" height="204" />Constantemente somos impactados por notícias bombásticas, fatos do dia a dia que chocam ou nos chamam atenção pra coisas que geralmente passariam despercebidas em meio à confusão da nossa vida diária. Crianças são seqüestradas, pessoas desaparecem, terroristas são presos. Mas nada disso parece importante frente ao falecimento de uma pessoa tão icônica quanto o Rei do Pop, Michael Jackson<span id="more-4525"></span>. Sim, pode parecer tardio, mas o motivo principal desse artigo de hoje é falar no documentário póstumo <em><strong>“This Is It”</strong></em>.</p>
<p>Calma aí, não pare de ler ainda, pois a minha reação foi meio parecida: como assim? Por quê? Porque não deixam esse homem descansar em paz? Pois é, curioso como sou e assombrado pela lembrança desse ser fantástico que esteve tão vivo durante toda minha infância e ainda muito chocado com a feiosa morte que ele sofreu, fui assistir e não me arrependi. O filme de pouco menos de duas horas acompanha os meses de ensaios para o que seria o grande show de retorno de Michael após 10 anos longe dos palcos. <em><strong>“This Is It”</strong></em> acompanha o trabalho de um gênio verdadeiro, que fez parte da minha e de muitas gerações. Um homem que sofreu e talvez tenha feito sofrer também, mas que em seu trabalho foi um nada menos do que genial. Ele criou sons e imagens marcantes, referências atemporais e agora, com esse documentário, temos a oportunidade de ver como as coisas aconteceram, como criava o espetáculo, como cada dançarino fazia a diferença e como esse homem tão criticado sabia ser profissional e generoso, mesmo em um dos piores momentos de sua vida.</p>
<p>O longa, no mesmo estilo dos documentários de Madonna, a rainha do Pop, é tão revelador quanto os trabalhos dela, e nos coloca no mesmo tipo de perspectiva, pois nos mostra como essas pessoas tão criativas e poderosas são genuínas. Não há ninguém por trás do gênio aparente. Posso confirmar, acompanhei um desses processos criativos de perto e <img class="alignleft size-medium wp-image-4524" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/11/this_is_it_600-300x175.jpg" alt="" width="300" height="175" />sei o quanto essas pessoas doam de suas vidas para que cada espetáculo saia perfeito e seja emocionante para aqueles que o assistem.</p>
<p><em><strong>“This is It”</strong></em>, logicamente, carrega um peso maior, afinal o objeto de seu foco não está mais entre nós, e por mais que estivesse ausente e cometendo suas loucuras de um lado pro outro, estava também ali, vivo, ao nosso alcance e sempre envolvido com algo que seria muito criativo e inovador. Sabíamos que cedo ou tarde esse retorno aconteceria. Pois é, de fato acabou sendo muito tarde, e o artista foi esmagado por sua própria mente criativa.</p>
<p>Esse filme é belo, inspirador, divertido e acima de tudo empolgante. É algo para se ter em casa, ver e rever. Obrigatório. Não perca essa oportunidade, pois Michael Jackson foi e sempre será um ser único e essa é a última verdadeira oportunidade de estar junto desse ser tão tridimensional.</p>
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		<title>Tons de Cinza</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 20:08:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Ruas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Brad Pitt]]></category>
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		<category><![CDATA[Inglorious Basterds]]></category>
		<category><![CDATA[Quentin Tarantino]]></category>

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		<description><![CDATA[Voltando aos “Bastards”, é fácil entender sua missão e sua vontade de aniquilar. É compreensível que naquele mundo e naquela época a segregação era inevitável frente aos fatos. Mas não é justificável...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4498" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/11/inglorious-basterds13-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" />Em um mundo segregado como o que vivemos, às vezes é cabível levar um soco no estômago pra nos colocar de volta em perspectiva. E, vez ou outra, nos deparamos com filmes que assim o fazem. O mais recente veio de forma inesperada com <em><strong>“Inglorious Basterds”</strong></em>, novo exemplo das habilidades de Quentin Tarantino<span id="more-4487"></span>.</p>
<p>O filme, que se passa durante a Segunda Guerra Mundial, conta a história de um bando de soldados americanos e judeus que tem como missão acabar com todos os nazistas possíveis e imagináveis. O alvo principal, obviamente, era Hitler. O elenco afiado, encabeçado por Brad Pitt e Diane Kruger, é de encher os olhos, não só pela beleza ímpar, mas principalmente pelo talento inquestionável. Porém, esse filme, diferente de muitos outros, tem humor e não se esforça pra mandar uma mensagem. Ela simplesmente atravessa a tela suavemente através das incontáveis e geniais tiradas cômicas, que fazem toda aquela tensão trágica parecer brincadeira. Aliás, esse, um dos maiores méritos de Quentin, nunca esteve melhor.</p>
<p>Agora, voltando aos <em><strong>“Bastards”</strong></em>, é fácil entender sua missão e sua vontade de aniquilar. É compreensível que naquele mundo e naquela época a segregação era inevitável frente aos fatos. Mas não é justificável. Aí, então, transportamos aquela ideia pro mundo de hoje e tudo se transforma em caos e inconsistência. E aí está, é exatamente esta a situação em que nos encontramos nos dias de hoje.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4499" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/11/inglorious-basterds2-300x201.jpg" alt="" width="300" height="201" />Por conta dos erros de uns ou outros não se pode viajar livremente, não se pode pensar livremente (apesar de nos dizerem que sim), não se pode muitas vezes nem cruzar de uma quadra até a outra sem ter que mostrar documentos ou passes VIP. É, tristemente vivemos em um mundo onde é preciso pertencer aos grupos certos, ter um passe especial pra poder circular por aí. Graças a Deus não vivo em lugares de conflito, mas estes, com certeza, não se encontram nem um pouco contentes com o rumo das coisas. E isso porque esse é um setor que não requer passe especial, todos são jogados numa panela e colocados em guerra.</p>
<p>É isso aí amigos, esse é o nosso mundo, tudo se divide e se separa quando é conveniente. Pode-se matar e torturar quando é conveniente, dependendo do ponto de vista. Afinal, o mundo não é feito de preto e branco, e sim de tons de cinza. É assim que eles dizem, não é?</p>
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		<title>Endoidecida e chatinha</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 03:50:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Ruas</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4326" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/10/all_about_steve_movie_still-300x205.jpg" alt="" width="300" height="205" />Por onde começar? Vou escolher uma palavra e partir daí: ‘<em>trágico</em>’. Sim, esse talvez seja o melhor termo pra descrever <strong><em>“All About Steve”</em></strong>, o mais recente projeto da talentosa comediante Sandra Bullock<span id="more-4325"></span>. Trata-se de um projeto que ficou engavetado por anos e está pronto há um bom tempo, finalmente deu o ar das graças nos cinemas com muita expectativa e ansiedade por parte do público, mas errou feio no alvo.</p>
<p>Sandra e sua produtora Fortis Films talvez tenham escolhido o momento certo para esse lançamento, dois meses depois do estrondoso sucesso de <a href="http://www.cineronda.com.br/proposta-indecente" target="_self"><em><strong>“The Proposal”</strong></em></a> e um pouco depois de <a href="http://www.cineronda.com.br/ai-que-ressaca" target="_self"><strong><em>“The Hangover”</em></strong></a>, que catapultou ao estrelato o ator Bradley Cooper, coadjuvante de Sandra nesse filme. Essa combinação garantiu boas colocações nas bilheterias norte-americanas por mais de um mês ininterrupto. Mesmo assim, Sandra não conseguiu atingir os críticos ou o grande público com esse novo trabalho. Com um argumento que tinha tudo pra ser o de uma super-comédia, esse filme foi transformado em uma grande tragédia, em todos os sentidos.</p>
<p>Não me entendam errado. Os atores estão muito bem, obrigado. Sandra não poderia ser mais encantadora, mas infelizmente o longa se perdeu em seu próprio argumento, e o que deveria ser 95% riso e 5% sentimentalismo barato se transformou no exato oposto. Que erro! Sem conseguir se decidir entre ser engraçado ou inteligente, ou mesmo um meio termo entre estes dois extremos, vê sua situação piorar durante o <img class="alignleft size-medium wp-image-4332" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/10/AASKS-213-300x240.jpg" alt="" width="300" height="240" />desenvolvimento da ação, que fica entre o romântico e o dramático, para depois não se identificar nem com o drama pastelão ou com a tragédia cômica. Tudo está errado, do começo ao fim.</p>
<p>Mais uma vez o padrão da carreira de Sandra Bullock se repete: sempre em meio a alguns acertos ela arruma tempo pra incluir umas bombas-atômicas pra matar o tempo. Os filmes que dão errado geralmente cometem os mesmos erros: querem falar sobre assuntos e pontos de vista que não são cabíveis no meio do enredo que é proposto e que chama o público aos cinemas. O problema desses filmes é explicado pela própria atriz e produtora, que diz que <strong><em>“All About Steve” </em></strong>(assim como os anteriores deslizes), é uma comédia pra “caras” feita por uma mulher! Ela mesmo fala que não é um filme bobo como todos os outros, e é justamente esse o erro!! Comédias masculinas não querem passar mensagens, ser politicamente corretas ou inteligentes! Só querem divertir o público. Portanto, Sandra que me desculpe – sou um dos seus maiores fãs – mas infelizmente esse filme não passou nem na linha do admissível! Não é a toa que a Touchstone, que distribuiu o filme no mercado americano, empurrou tanto com a barriga o seu lançamento! Esperem chegar no dvd e vejam se tiverem tempo.</p>
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		<title>Vidas entre as sombras e a luz</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 03:41:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Ruas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Valentino, como as mulheres de Grey Gardens, viveu seu sonho. É verdade que ele, de fato, conseguiu realizar estes desejos, diferente das meninas. Mas, em comum, todos eles tinham a paixão pela vida...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4264" title="77182249LA001_valentino" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/10/10132-300x204.jpg" alt="77182249LA001_valentino" width="300" height="204" />Documentário é um tipo de filme ainda muito pouco popular no Brasil. São poucos os lugares onde você consegue apreciar um bom longa do gênero sem que ele tenha sido vastamente premiado ou patrocinado antes. Por isso, preciso admitir que essa é uma das coisas boas aqui nos Estados Unidos, os documentários estão por todos os lados<span id="more-4263"></span>! O acesso do público a eles acontece a qualquer momento, já que entram em cartaz nos grandes cinemas e chamam atenção nas bilheterias. Graças a Deus tenho incorporado o gênero cada vez mais na minha vida, e não há experiência mais prazerosa.</p>
<p>Escrevo aqui pra falar sobre dois lançamentos recentes que me tocaram muito, mas de formas diferentes. O primeiro nem bem é um documentário. É, na verdade, um telefilme sobre um documentário que só fui assistir depois, mas que nem por isso é menos genial. <em><strong>“Grey Gardens”</strong></em>, ambos o filme e o documentário, são obras obrigatórias na lista de todas as pessoas, não apenas pelos personagens fascinantes que retratam, mas também pelo brilhantismo da execução e da riqueza da vida dessas pessoas. As distâncias que as mentes dessas duas célebres mulheres percorreram chega a ser inacreditável! Foram pessoas de extrema importância para a alta sociedade americana (não que isso mude a vida de alguém) e que deixaram suas mentes caminharem por lugares muito estranhos e carregá-las ao ponto mais deprimente que um ser humano pode atingir. A beleza da história dessas duas mulheres é que elas nunca deixaram de ter esperança em atingir seus sonhos, vivendo intensamente e sonhando constantemente. E sonharam tanto e com tanta força que em um certo momento suas vidas praticamente não mais existiam. Elas, naquele ponto, habitavam um mundo que existia exclusivamente nelas mesmo.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4266" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/10/GreyGardens-1976-BIG-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" />O filme que foi feito mais de trinta anos depois do lançamento do documentário original conta com performances brilhantes de Jessica Lange e Drew Barrymore (que interpreta, aqui, o que provavelmente é um dos melhores papéis de sua carreira). O filme, completamente fiel à história dessas duas mulheres, mãe e filha, tem a intenção de contar como foi a vida das duas personagens do documentário original, e o que as levou a viver daquele modo e como se tornaram personagens tão emblemáticas e fascinantes na cultura americana.</p>
<p>O nível da produção do telefilme é tão superior que se você assiste ao <a href="http://www.cineronda.com.br/as-pessoas-a-margem-da-sociedade-sao-mais-interessantes" target="_self">documentário</a> na sequência ficará embasbacado com como é possível que algo tenha sido tão incrivelmente realizado. Drew Barrymore é realmente uma dádiva, e sua personagem brilha e se faz verdadeira, tão real que poderia estar sentada ao seu lado contando aquelas histórias dos tempos de glória, em que sua casa, a emblemática Grey Gardens, nos Hamptons (litoral de Nova York), era o centro das atenções da alta sociedade americana pelas grandes festas ali realizadas. O mesmo lugar que mais tarde voltou a ser o centro das atenções pela decadência quase irrecuperável que atingiu.</p>
<p>Outro filme que deu o que falar e permanece em cartaz por mais de três meses é <strong><em>“Valentino: The Last Emperor”</em></strong>, que acompanha as últimas coleções do icônico estilista Valentino Garavani à frente de sua histórica grife de mesmo nome. Não apenas somos levados para dentro de sua Maison, onde alguns dos vestidos mais célebres da história foram criados, mas somos também convidados a conhecer todo processo criativo do mestre da moda e os tramites das negociações que levaram ao final de uma era da moda, a dos grandes estilistas, quando Valentino foi o último de toda uma geração.</p>
<p>Por mais que o assunto soe bobo, à medida que você assiste entende porque essa obra foi tão reverenciada por onde passou. É um filme que fala sobre uma das coisas mais essenciais ao ser humano, que é o amor. Valentino é um homem movido por sua paixão pela alta costura, pela vontade de fazer das mulheres seres mágicos e belos, encantadores e desejados. Valentino, como ele mesmo diz, nasceu para fazer com que as mulheres fiquem mais bonitas.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4265" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/10/models-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" />A paixão que transparece na tela e que vemos ser arruinada aos poucos pela ganância corporativa é verdadeira. Eu, que trabalho nessa indústria, assim como os muito poucos que tiveram o privilégio de conhecer e conversar com esse homem, sabem que o que acontece ali é pura e simplesmente a invasão do capitalismo fazendo seu trabalho e se impondo sobre a arte até que chega o momento em que o artista não tem mais força pra impor sua voz e decide se calar.</p>
<p>Valentino, como as mulheres de Grey Gardens, viveu seu sonho. É verdade que ele, de fato, conseguiu realizar estes desejos, diferente das meninas. Mas, em comum, todos eles tinham a paixão pela vida e por suas ambições. Alémde documentários geniais sobre suas vidas e meu sincero aplauso e admiração.</p>
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		<title>Mudaram as estações</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 02:50:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Ruas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas de Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[(500) Days of Summer]]></category>
		<category><![CDATA[Joseph Gordon-Levitt]]></category>
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		<description><![CDATA[“(500) Days of Summer” é todo um relacionamento, uma vida inteira, um coração cheio de amor pronto pra estourar de alegria. Não é como qualquer outro do gênero, não é a sua comédia romântica de costume. Esse tem cérebro, coração e corpo...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4044" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/09/500-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" />Mais um ano vai passando e chegou o verão novamente – ao menos aqui nos Estados Unidos! Por aqui essa é uma das temporadas mais importantes, e junto com a nova leva foi um filme menor e nem um pouco pretensioso que me chamou atenção. <strong><em>“(500) Days of Summer”</em></strong>, uma história que tem tudo a ver com a estação<span id="more-4043"></span>. Uma época em que as pessoas estão mais alegres, longe das nevascas e dos dias acinzentados. Elas saem pelas ruas com roupas ridiculamente curtas, tomam sorvete e, por mais incrível que pareça, vão ao cinema!</p>
<p>Com a união de dois dos atores mais promissores da nova geração, Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt, o acerto é inevitável. Esse é um dos filmes mais charmosos, românticos e verdadeiros que assisti nos últimos anos. Sabe qual é o segredo do sucesso dessa obra? A simplicidade! Sim, pois a vida é assim: simples. Logo, esse filme acerta em cheio.</p>
<p>Seguimos aqui a história de Summer e Tom, dois jovens adultos que se conhecem e se apaixonam, e acompanhamos os 500 dias de envolvimento dos dois de forma criativa e cheia de energia. Aprendemos tudo sobre as suas personalidades, seus gostos musicais, suas tendências em decoração, seus gostos por esporte, tipo de bebida e, principalmente, sobre suas personalidades. É como se nós, o público, estivéssemos envolvidos no relacionamento; e estamos.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-4045" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/09/500-days-of-summer-review-3-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" />À medida que vamos conhecendo cada vez mais os personagens, também nos apaixonamos, não por um ou por outro, mas pela relação deles. E sabemos, desde o início, que essa felicidade terá fim, só não conseguimos entender por que! Afinal, estava indo tão bem&#8230; Como num passe de mágica tudo acaba, e assim como na vida real, ficamos debatendo sozinhos, tentando achar uma explicação. E esse é o melhor ponto da trama: não é uma lógica óbvia, e sim como se fosse aquela recapitulação que passamos pela nossa cabeça quando estamos no final de um romance. São todas as fases, boas e ruins, indo e voltando e sendo profundamente analisadas pra ver se encontramos o ingrediente que fez a bomba explodir.</p>
<p>A verdade é que quase nunca encontramos a resposta. E tudo bem, porque a vida é exatamente assim, e aprendemos um pouco com cada experiência.<strong><em> “(500) Days of Summer”</em></strong> é todo um relacionamento, uma vida inteira, um coração cheio de amor pronto pra estourar de alegria. Não é como qualquer outro do gênero, não é a sua comédia romântica de costume. Esse tem cérebro, coração e corpo! É divertido sem perder a inteligência, e esses atores&#8230; bem, acho bom você anotar o nomezinho deles no topo da sua cartilha, pois ainda vão te trazer muitas boas surpresas, e pra mim, fazem parte de um time muito pequeno que terá, merecidamente, um futuro brilhante. Assim como este filme!</p>
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		<title>A Vida de Dan</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 01:23:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriel Ruas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[eu meu irmão e nossa namorada]]></category>
		<category><![CDATA[Juliette Binoche]]></category>
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		<description><![CDATA[Sou um seguidor incansável do amor. Quem lê o que escrevo com freqüência sabe disso. E assistir “Dan in Real Life” me reforçou este sentimento. Afinal, isso é algo em que acredito profundamente...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3977" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/09/dan-in-real-life-3-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" />Sou um seguidor incansável do amor. Quem lê o que escrevo com freqüência sabe disso. E assistir <a href="http://www.cineronda.com.br/dan-in-real-life.html" target="_self"><strong><em>“Dan in Real Life”</em></strong></a> me reforçou este sentimento. Afinal, isso é algo em que acredito profundamente<span id="more-3976"></span>. Mesmo que não seja o romântico, entre um homem e uma mulher, por exemplo, mas também aquele entre irmãos, filhos ou amigos – não interessa por quem ou por que, a vida sem amor é como um carro sem combustível. Vivo meu dia a dia dessa forma e penso que sempre foi assim, acreditando que todas as coisas devem ser movidas pelo desejo. A paixão pela palavra, que me faz querer continuar escrevendo sempre, incansavelmente, ou pelo cinema, que me faz juntar estas duas afeições e criar essas mini obras! Ou o simples fato de estar vivo e ter família e amigos sempre por perto. Essas são algumas das coisas que amo, e penso que assim como tenho minha caixinha de amor, todas as pessoas tem as suas paixões particulares.</p>
<p>O problema é que sentimentos muitas vezes podem ser perigosos, se misturam e nos enganam. Ou ainda, às vezes se manifestam no momento mais inapropriado. Veja bem, imagine que você está praticamente desistindo de ter um relacionamento quando, de repente, esbarra em uma pessoa que te deixa completamente desnorteado. Então, algumas horas mais tarde, vem a descobrir que esse alguém é ninguém menos que a nova namorada de seu irmão! Pois é, ô horinha mais cafajeste pra você se apaixonar, né? Mas e aí? Agora já aconteceu, como você faz?</p>
<p>Em <a href="http://www.cineronda.com.br/dan-in-real-life.html" target="_self"><strong><em>“Dan In Real Life”</em></strong></a> (ou, como foi batizado no Brasil, <a href="http://www.cineronda.com.br/eu-meu-irmao-e-nossa-namorada.html" target="_self"><strong><em>“Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada”</em></strong></a>), o genial Steve Carell nos apresenta sua melhor performance e coloca diante não apenas dessa situação, mas através de um divertido, delicado e belo filme nos insere dentro de um lar cheio de amor. Daquele tipo que permite falhas, insultos e exageros. O amor que reconhece e aceita o ser amado acima de qualquer coisa.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3978" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/09/528_08933-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" />Já escrevi algumas outras vezes sobre isso, mas não me canso de espalhar aos ventos: você sabe sem sombra de dúvida que tem o amor de alguém e que pode confiar nessa pessoa quando é perdoado por algo que jamais imaginou que seria desculpável. Ou pior, quando recebe auxílio da forma mais inesperada. Não estou dizendo que isso é tudo, que precisa chegar em um desses pontos pra saber com certeza, mas sim que se você se encontrar algum dia em uma dessas situações e sair ileso, então pode ter certeza que há amor na sua vida.</p>
<p>Dan, o cara do título, é justamente essa pessoa. Um cara que passou por uma série de dificuldades, se recuperou e então finalmente reencontrou a chance de ser feliz. Só que, pra isso, infelizmente acabou magoando seu irmão. Não que esse seja um cenário ideal ou comum, mas é uma daquelas coisas da vida que não são fáceis de ser entendidas, mas que acontecem direto!</p>
<p>Essa é uma daquelas coisas que não tem explicação e que nos deixam nervosos e revirados. Mas que depois agradecemos por ter vivido. São momentos assim que tornam nossas vidas mais interessantes, e esse filme é o veículo perfeito pra mostrar como podemos ter um pouco de tudo, bastando para isso ter uma perspectiva mais ampla e um coração cheio de amor.</p>
<p>Leia também:<br />
<a href="http://www.cineronda.com.br/dan-in-real-life.html" target="_self"><strong><em>“Dan in Real Life”</em></strong>, por Ale Simas</a><br />
<a href="http://www.cineronda.com.br/eu-meu-irmao-e-nossa-namorada.html" target="_self"><strong><em>“Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada”</em></strong>, por Robledo Milani</a></p>
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