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	<title>CineRonda &#187; biSEXto</title>
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		<title>Madonna em Buenos Aires: Eu Fui</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Dec 2008 00:43:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liandro Lindner</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2008/12/madonnabsas01.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1220" title="madonnabsas01" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2008/12/madonnabsas01-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><a href="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2008/12/madonnabsas02.jpg"></a>A segunda noite da temporada <strong>“Sticky &amp; Sweet”</strong> de Madonna em Buenos Aires foi cercada de muita ansiedade e peculiaridades. O cancelamento do show de quarta-feira (03/12), por motivo alegado de atraso na chegada dos equipamentos, fez com que a capital argentina fosse a única em toda a sua turnê a receber um espetáculo numa sexta-feira. Com esta mudança, foi grande a corrida às bilheterias para trocar os ingressos, e a expectativa pela apresentação era sentida em toda a cidade durante o dia. A cada lugar que se passava se ouviam comentários – dos taxistas, das manicures, das senhoras nos cafés. Todos tinham algo a dizer sobre a etapa da cantora no país. Na medida em que a tarde avançava já se notava o movimento crescente no estádio do River Plate, o mesmo que foi cenário da final da Copa do Mundo de 1978, quando a Argentina se sagrou campeã sobre a Holanda. Aos poucos os espaços foram enchendo até comportar cerca de 70 mil pessoas. Às 20h o dj inglês Paul Oakenfold subiu ao palco e deu início a festa animando os participantes  com remixes dos White Stripes, Eurythmics e Red Hot Chilli Peppers.</p>
<p>Sua performance terminou pelas 21h30min, quando as atenções se voltaram para a platéia que, a esta altura, já lotando as dependências do Monumental de Nuñes, exibiam curiosas e divertidas “<em>holas</em>” ao redor do estádio, movimentando o público que aguardava. Quinze minutos depois as luzes do palco de acenderam e todos os olhos se voltaram para lá. Uma caixa enorme no centro do palco se transforma em projetor de uma série de imagens de animação gráfica – inspirados no filme <em><strong>“A Fantástica Fábrica de Chocolates”</strong></em> &#8211; exibindo um jogo contínuo de formas e cores que, junto com o som, vão se tornando mais intensos, hipnotizando a platéia atenta. A lua crescente do verão portenho brilha no céu como se estivesse também ansiosa para o que viria a seguir. O fluxo dos movimentos das imagens aumentam, as cores ficam mais vibrantes, o som mais entusiasmado e, às 21h50min, uma parede gira e surge Madonna sentada num trono vestindo preto com botas de cano muito alto e as pernas cinqüentonas e bem torneadas à mostra. Um festival de câmeras fotográficas e celulares – apesar de proibidas pela organização- garantem um efeito especial na platéia que aplaudia e gritava freneticamente.</p>
<p>É o início de uma mistura de tudo o que a tecnologia pode proporcionar e o dinheiro pode comprar, com o talento e o carisma inegáveis da cantora. O show seguiu a linha que vem obedecendo desde o início da atual temporada em 23 de agosto, dividido em quatro partes: <strong>‘Pimp’</strong> é uma fusão da vida urbana e arte art decó dos anos 20, <strong>‘Old Scholl’</strong> é quando a cantora recorda seus primeiros anos em Nova York e rende homenagem ao rap, <strong>‘Gypsy’</strong> é baseado na cultura e música popular da Romênia, e <strong>‘Rave’</strong> baseia-se em música dançante misturada com influências orientais. <strong><em>“Hard Candy”</em></strong>, o novo CD de Madonna, embalou boa parte da apresentação, sendo que das doze faixas do disco dez foram interpretas pela artista. A loira mostrou que tem capacidade física e vigor de empatia com o público. Iniciou com “<em>Beat Goes On</em>”, e em “<em>Human Nature</em>” usou um sombrero branco enquanto no telão passavam imagens de Britney Spears, Pharrel Williams e Kanye West. Falou em espanhol (“<em>Hello Buenos Aires</em>”), simulou masturbação, fez gestos obscenos e comandou com maestria toda o andamento do espetáculo, inclusive com a participação do público em palmas e braços levantados. Na segunda parte apareceu pulando corda em “<em>Into the Groove</em>” e fez uma versão rock de “<em>Bordeline</em>”, empunhando uma guitarra. Seguiu com “<em>She’s Not Me</em>” e encerrou esta parte com “<em>Music</em>” em versão hip hop. Um luxuoso conversível branco, Auburn Speedster 1935, entra em cena completando o ambiente que as luzes deixaram atrativo e de bom gosto.</p>
<p><a href="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2008/12/madonnabsas01.jpg"></a><a href="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2008/12/madonnabsas02.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1219" title="madonnabsas02" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2008/12/madonnabsas02-300x180.jpg" alt="" width="300" height="180" /></a>Num dos momentos mais bonitos do espetáculo um grande bojo redondo, de cerca de dez metros, surge no palco e nele são projetadas imagens de chuva. O som da tempestade invade todo o estádio e ela aparece cantando sobre um palco que gira e aos poucos vai subindo. Ao fundo um solo vibrante de piano inunda a interpretação, e depois se nota que é sobre o próprio piano que ela esta sentada. Os acordes vibrantes aliados ao som de trovões e da chuva caindo, junto de imagens das gotas escorrendo, compõe um momento único de sensibilidade. Acompanhada de bailarinas de um tipo de flamenco estilizado e de um cantor étnico, provavelmente natural do leste europeu, o pedaço cigano da noite cativou e animou os presentes com “<em>Spanish Lesson</em>”, “<em>Miles Away</em>” e “<em>La Isla Bonita</em>”. Fugindo ao roteiro estabelecido, ela faz uma homenagem ao país e num momento de forte emoção interpreta “<em>Don’t Cry for me Argentina</em>”, em alusão a história de Eva Perón, a quem interpretou na obra de Alan Parker, em 1996. Ao fim da música o azul e branco da bandeira argentina invadem o palco e os aplausos explodem junto com lágrimas de fãs emocionados. Antes disto interpretou a melodia &#8220;<em>You Must Love Me</em>&#8220;, enquanto os telões projetavam cenas do filme. Ambas canções foram acompanhadas por guitarras, violino e acordeão, produzindo um efeito delicado. O último bloco iniciou com “<em>4 minutes</em>”, seguido pelas dancings “<em>Like a Prayer</em>” e “<em>Ray of Light</em>”. Através da projeções perfeitas de Justin Timbarleke, Madonna dança e interpreta com ele, como se o próprio estivesse junto no palco. Então ela escolhe alguém do público a quem atenderá cantando algo, e a escolhida foi “<em>Express YourSelf</em>”. Seguiram-se “<em>Hung Up</em>”e, pontualmente duas horas depois, o espetáculo encerrava com “<em>Give it 2 me</em>”.</p>
<p>A caixa do palco se fecha novamente e nela se projetam as palavras “<em>Game Over</em>” indicando que o final havia chegado. O público vai aos poucos de dissipando. A administração local de Buenos Aires proibiu a venda de bebidas alcoólicas dentro do estádio e até quatro quadras próximas dele, mas o cheiro de “marijuana” pôde ser sentido várias vezes entre o público, apesar do forte esquema de segurança que rondava a pista e as arquibancadas. Todo este esforço movimenta 250 pessoas que formam sua equipe, das quais 36 estão encarregadas do guarda roupa, sendo cinco especialmente para atender a diva entre um número e outro. Retornando para casa, os milhares de fãs exibem o cansaço do tempo de movimento e dança, mas o sorriso de satisfação pelos momentos de intensa vibração vividos. No aglomerar da saída se ouvia o português brasileiro de diversas pessoas que se confundia com o sotaque espanhol de diversos países de América Latina. Agora a grande expectativa se volta para as apresentações no Rio de Janeiro e São Paulo em menos de duas semanas.</p>
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		<title>Madonna: qual será a polêmica da vez?</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 22:49:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liandro Lindner</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ninguém despreza o talento e a capacidade de estar sintonizada com o momento de Madonna, mas quais são as boas polêmicas que ainda rendem hoje em dia?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2008/09/madonna-0.jpg"></a><a href="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2008/09/madonna-02.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-617" title="madonna-02" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2008/09/madonna-02-224x300.jpg" alt="" width="224" height="300" /></a>Nunca fui muito fã da Madonna. Ao longo dos últimos anos, via meus amigos e amigas fascinados com as músicas, com a performance, com as contestações. Admirando o visual, acompanhando as polêmicas e dançando enlouquecidamente ao som da diva pop. Eu estava mais preocupado com outras coisas e nem acompanhei sua carreira. Somente em 1996, quando o musical <em><strong>&#8220;Evita&#8221;</strong></em> chegou às telas, ganhou o Globo de Ouro de melhor filme e ela foi escolhida como melhor atriz, que fui prestar mais atenção na sua atuação exagerada, extremada e visceral, neste retrato de uma época em que o engajamento político já estava desbotando e o romantismo carecia de uma cara com mais atitude. Sua carreira está intimamente conectada às tendências e carências da sociedade nos últimos 25 anos. Desde o primeiro disco em 1983 que já avisava que vinha unindo capacidade vocal com provocações, tornando-se símbolo sexual. Obviamente, a caretice não achou nada disto bom e torceu o nariz, enquanto ela rebolava o traseiro.</p>
<p>Na época, ainda se vivia o resto do sonho dos anos 60 e 70. O vácuo entre a mensagem de <em>&#8220;love power&#8221;</em> dos britânicos Beatles e Rolling Stones e a ousadia sensual de Freddie Mercury, do Queen, deixou espaço para o surgimento de um novo ícone que viria para marcar. O US Festival, em 1982, consagrou o punk rock dos Ramones e o casamento do jazz com rock do The Police, mas ficou a sensação de que faltava algo. No Brasil, o Rock in Rio de 1985 foi uma grande mostra do que se estava fazendo em termos de música no mundo, revelando tendências e possibilidades, mas também confirmando a existência de um espaço a ser preenchido.</p>
<p>O surgimento da AIDS foi a desculpa para que os conservadores ganhassem espaços com seus discursos controladores, mas contrariamente a esta maré – ou para fazer contraponto a ela – a rainha loira começa sua bem sucedida carreira. A controvérsia foi sempre presente em sua trajetória, e os setores mais tradicionais sofreram sua crítica pesada, mas bem humorada e cheia de apelos para chamar a atenção. A família, as igrejas, os políticos foram seu alvos enquanto apregoava valores publicamente condenáveis como o materialismo, o sexo livre e o prazer acima de tudo. No final dos anos 80, no clipe de <em>&#8220;Like a Prayer&#8221;</em>, Madonna escandalizou ao rolar no chão de uma igreja, agarrada a um santo negro, e nos anos 90, com <em>&#8220;Justify my Love&#8221;</em>, marca com o signo do sexo sua fase mais abusada. Mas na metade desta década ela fica mais comportada, interpreta Eva Perón e se torna mãe. A <em>&#8220;Like a Virgin&#8221;</em> de 1984 e <em>&#8220;Material Girl&#8221;</em> de 1985 chega a 1998 com <em>&#8220;Ray of Light&#8221;</em> e assume um novo tempo mais zen. Em 2000 ganha o segundo filho e lança uma segunda coletânea de seus sucessos. Em 2003 é a vez de <em>&#8220;American Life&#8221;</em>, com a capa fazendo gozação com Che Guevara, enquanto que nas letras critica a guerra do Iraque e acusa a sociedade americana de consumista e alienada. O clipe foi proibido de ser veiculado nas redes de televisão americanas, uma nova veia de polêmica surgiu e ela aproveitou isto ao máximo. O maior sucesso de critica foi mesmo <em>&#8220;Confessions on a Dance Floor&#8221;</em>, o décimo álbum, lançado em 2005 de estilo marcadamente eletrônico e com influências de house e disco.</p>
<p><a href="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2008/09/madonna-0.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-618" title="madonna-0" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2008/09/madonna-0-218x300.jpg" alt="" width="218" height="300" /></a>A <em>&#8220;artista feminina mais bem sucedida de todos os tempos&#8221;</em>, a <em>&#8220;cantora mais bem paga do mundo&#8221;</em>, dona da <em>&#8220;coletânea mais vendida da história&#8221;</em>, chega ao Brasil em dezembro muito diferente daquela que esteve por aqui em 1993. Traz a maturidade da artista e o aprimoramento técnico e cênico da melhor qualidade que o dinheiro pode comprar. Mas vai também encontrar o público mudado. Com certeza mais nostálgico da primeira fase da cantora e mais identificado com os ritmos dançantes dos anos 80 e 90, que tanto povoaram o imaginário libertário e gay destes tempos. Há 15 anos, o Nirvana esteve no Brasil e Kurt Cobain se masturbou, por alguns instantes, em frente às câmeras da Globo até ser tirado do ar. Os fãs adoraram, mas a crítica massacrou, chamou de palhaçada e virou assunto para muito tempo. Será que hoje seria tão comentado assim?</p>
<p>Ninguém despreza o talento e a capacidade de estar sintonizada com o momento de Madonna, mas quais são as boas polêmicas que ainda rendem hoje em dia? O sexo ficou banalizado a ponto de não mobilizar olhos arregalados, as críticas à família, à escola e à igreja caem no relativismo que a diversidade do modo de viver impõe. Até o público homossexual – fãs ardorosos da cantora – hoje, em boa parte, carrega bandeiras conservadoras como a monogamia, o casamento formal e o cultivo de uma idéia de amor romântico importada dos relacionamentos heterossexuais. No campo da política, então, virou moda falar mal de George Bush, mas o seu candidato a próxima eleição já desponta como favorito nas pesquisas. Qual a polêmica da vez que a musa pop vai trazer aos trópicos? Ansioso pela resposta, já fiz minha reserva para um dos shows em São Paulo.</p>
<p> </p>
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		<title>Uma Tragicomédia Familiar</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Jul 2008 22:32:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liandro Lindner</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Merece atenção o livro “Fun Home”, da escritora e autora de tiras de quadrinhos, Alison Bechdel. Através de uma narrativa que prende o leitor e o faz viajar pela riqueza dos detalhes das ilustrações, ela conta a trama de sua família dona de uma funerária, a descoberta da homossexualidade, os segredos escondidos e todo o cotidiano familiar onde se misturam morbidez, literatura, moralismos e cumplicidades...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2008/07/fum_home.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-387" title="fum_home" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2008/07/fum_home-300x209.jpg" alt="" width="300" height="209" /></a>Quando se fala em histórias em quadrinhos, a imagem que automaticamente nos chega à mente é de revistas com desenhos multicoloridos, dirigidos ao público infantil ou juvenil, com relatos divertidos. São raros os livros que utilizam este tipo de técnica, e em geral se dedicam a reproduzir narrativas heróicas da História ou seguir o mesmo estilo das fotonovela. Por isto merece atenção o livro <em><strong>“Fun Home”</strong></em>, da escritora e autora de tiras de quadrinhos, Alison Bechdel. Através de uma narrativa que prende o leitor e o faz viajar pela riqueza dos detalhes das ilustrações, ela conta a trama de sua família dona de uma funerária, a descoberta da homossexualidade, os segredos escondidos e todo o cotidiano familiar onde se misturam morbidez, literatura, moralismos e cumplicidades. O enredo lembra um pouco <em><strong>&#8220;Six Feet Under”</strong></em>, seriado produzido pela HBO que teve cinco temporadas e fez sucesso no Brasil com o nome de <em><strong>“A Sete Palmos”</strong></em>.  O livro, lançado pela editora Conrad, figurou na lista de mais vendidos do The New York Times e faturou diversos prêmios (entre eles, o Eisner Awards de Melhor Não-Ficção). Antes ela publicou uma coletânea de tiras de sua autoria intitulada <em><strong>“Dykes to watch out for”</strong></em>. </p>
<p>O título faz uma brincadeira- já que na tradução literal <strong><em>“Fun Home”</em></strong> (imagem acima) quer dizer casa divertida, com a expressão <em>“Funeral Home”</em> (Casa Funerária). Este jogo de palavras já apresenta o universo de Alison: um pai professor que administra uma funerária da família, uma mãe dona de casa, dois irmãos e muita literatura, arte, arquitetura e filosofia servindo de cimento a estas relações que na verdade escondem muita coisa. Totalmente autobiográfico, traz na verdade e na coragem sua linha mestra. Descreve as hipocrisias domésticas, o cotidiano com o comércio mortuário da família e, de forma prodigiosa, a descoberta do lesbianismo através da literatura até o desaguar na primeira relação, a qual ela faz uma interessante alusão com a fuga de Odisseu da caverna de Polifemo, em <em>&#8220;Ulisses&#8221;</em>.</p>
<p><a href="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2008/07/fum_home_21.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-388" title="fum_home_21" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2008/07/fum_home_21-208x300.jpg" alt="" width="208" height="300" /></a>Mas é a relação com o pai que ocupa boa parte da história. Com ele brinca de Ícaro e Dédalo, referenciando a lenda grega do pai e filho que voam com asas de cera, apesar do mais novo se deixar seduzir pelo sol e acabar caindo, bêbado de liberdade e poder, esquecendo os conselhos do pai. A alusão já na primeira parte indica o que o livro desenvolverá no seu decorrer: homossexualidade de pai e filha. Com o pai ela aprendeu o gosto pela literatura, mas junto a ele se mostra como contraponto, sempre exibindo um oposto ao que o outro demonstra <em>&#8220;espartana para um pai ateniense, moderna para um vitoriano, a masculina do afetado, sempre funcional do esteta”.</em> Esta relação de identificação e ao mesmo tempo de confronto gera ações de carinho e de brutalidade mescladas sempre de clássicos da literatura universal. Em alguns momentos a protagonista acredita que a vida de Albert Camus e do pai se confundem num mar de coincidências, encontrando paralelos com <em>&#8220;O Grande Gatsby&#8221;,</em> de Scott Fitzgerald, e localizando traços do pai em Robert Redford na versão para o cinema de 1974. Indo na direção das divagações cinematográficas, confunde sua família com a Addams ou com os moradores do casarão de <em><strong>“A Felicidade não se compra”</strong></em>, de Frank Capra. A própria relação dela com o pai segue a linha da literatura proustiana de o <em>Caminho de Swann</em> e o <em>Caminho de Guemantes</em>, apresentados como diametralmente opostos, mas que acabam se convergindo numa imbricada rede de transversais.</p>
<p>É neste emaranhado de referências e citações, recheadas por ilustrações detalhadas e bem feitas, que a história se desenrola. Até que, numa das esquinas da narrativa, pai e filha vão ao cinema, e no caminho contam um ao outro sobre suas experiências homossexuais. O ritmo da narrativa é marcado, além do diálogo sobre tamanho, pelos comentários a respeito das sensações e sentimentos dos envolvidos. Doze quadrinhos ocupam duas páginas, representando o trajeto de casa até o cinema e as falas em que a filha revela sua condição de lésbica e o pai narra resumidamente suas experiências sexuais com homens. Com certeza uma das melhores partes do livro.</p>
<p>Usando de recursos estilísticos e visuais, a americana da Pensilvânia passa a sensação da importância do pai em sua vida e formação. Aconselhando a não voar tão alto para que o sol não derreta as asas e não provoque uma queda definitiva, talvez transmita de forma sublimar a mensagem de que as práticas sexuais não ortodoxas podem tanto provocar vôos altos a destinos desconhecidos e maravilhosos, como também provocar desastres quando o calor excessivo arde no instrumento dos vôos. Uma hipótese provável, considerando que o pai teve vida dupla e enrustida. Mas a figura paterna também surge protetora e confiável quando ela se joga em seus braços na piscina, na parte final do livro, não temendo que apesar dos desencontros e dos cruzamentos ele estará lá esperando para abrigá-la.</p>
<p>(<em>Agradecimento a Gabriel Dall Agnol por presentear o livro</em>)</p>
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		<title>Você perdoaria?</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 22:08:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liandro Lindner</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2008/06/sex-and-the-city1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-270" title="Cena de 'Sex and The City'" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2008/06/sex-and-the-city1-300x187.jpg" alt="As quatro amigas de \" width="300" height="187" /></a>Dona Marinalva, minha diarista, não conhece Nova York, nunca teve um sapato <em>Manolo</em><em> Blanihk</em>, nem uma bolsa <em>Louis Vuitton</em>. Casada há 28 anos, diz que até tolera as escorregadas do marido, mas jamais admitiria que ele a deixasse mal perante os outros. Ou seja, finge que não vê quando ele demora para chegar em casa e diz que estava no bar da esquina com os amigos, mas jamais aceitaria vê-lo dançando de rosto colado com outra mulher, no forró onde toda a vizinhança freqüenta. Para Dona Marinalva a traição maior é expor a outra ponta da relação à humilhação pública, tornando-a causa de pena e objeto de mimo dos demais. Já Carrie Bradshaw é uma mulher independente que mora sozinha, trabalha, fuma, faz as compras que quer e até, às vezes, transa só para ter prazer. Mas seu sonho é ter um casamento glamouroso com o homem que ama e se articula muito para chegar à sua meta, mas na hora o noivo amarela. Mesmo depois de anos de relacionamento, de inúmeros separa/retorna, de conversas, troca de idéias, coisas feitas juntas, histórias para contar. O noivo vacila, acha tudo muito demais, leva medo. Apesar de ser maduro e experiente, na porta da cerimônia acha que não é para ele aquilo e vai embora. Logo em seguida, tenta consertar, mas já é tarde. Resta uma noiva deprimida e um noivo arrependido. Tão pior que a covardia dele foi a exposição a que ela acabou sendo submetida, inclusive com matéria na <em>Vogue</em>.</p>
<p>O resumo destas várias histórias, que têm o amor romântico como base, é também o resumo do novo sucesso no cinema: o filme <strong><em>&#8220;Sex and the City&#8221;</em></strong>, baseado no famoso seriado que, em seis temporadas, se transformou num marco de sucesso em diversos países, no Brasil inclusive. E o ápice do longa é justamente esta cena do (quase) casamento. Imagine o dia dos seus sonhos. Uma cerimônia linda montada num lugar deslumbrante, vestido de grife espetacular, todos os amigos, badalações como se fosse o evento do ano e&#8230; o noivo não vem! Além disto, tem todo um enredo envolvendo as melhores amigas, presenças emblemáticas do seriado que agora é transportado para a telona. Uma mergulha no trabalho e, sem tempo para sexo, sofre uma traição confessada a qual considera imperdoável. Outra acha que é tão feliz que tem medo que algo de mal a aconteça. E uma terceira descobre, aos 50, não ter vocação para o casamento e que seu destino é ser livre. A pergunta que permeia todo o filme é clara: <em>até onde podemos perdoar?</em></p>
<p>Você perdoaria uma decepção deste tamanho que te expôs de forma tão humilhante? Perdoaria uma escorregadinha que ninguém ficou sabendo? O dano da traição é proporcional ao tamanho do número de pessoas que ficou dela sabendo? O fato de ter confessado ameniza o dano? Mesmo de forma secundária, soterrado na avalanche de grifes e modelitos do filme e escondido entre drinques e tragadas, há um questionamento sobre o perdão. Lógico que se tratam de dúvidas feitas entre mulheres ricas e bem sucedidas, habitantes da capital do mundo consumista e que com acesso ao que existe de mais badalado em matéria de futilidades e modismos. Se transportado para outro ambiente as reações seriam diferentes, mas em qualquer tempo e lugar a discussão <em>traição x perdão</em> estaria presente na vida dos que se relacionam. E não adianta fugir, porque mais cedo ou mais tarde ela bate na sua porta. Não se trata de dar fé ao ditado que &#8220;chifre e vogal no nome todo mundo tem&#8221;, mas atire o primeiro sabonetinho de motel quem não pediu, ou ouviu, um pedido de perdão cuja raiz estava no fato de ter saído com outra pessoa.</p>
<p>O diferencial do filme é que apresenta de forma muito clara uma traição que não envolve sexo, mas que tem no vacilo de um dos elos do relacionamento o seu ponto principal. Trata-se de um deslize bem localizado, que acontece quando a relação, o namoro, o rolo que já estava evoluindo para uma vida em comum, adquire uma roupagem nova de formalidade e compromisso. O medo de não dar conta disto é grande e então, no filme, se comete à traição da dúvida. Qual a que dói mais?</p>
<p>Minha diarista Marinalva, mulher racional que sabe o que quer e não tem tempo a perder, só afrouxa quando vê as historias de amor de sua sagrada telenovela. Na dia a dia ela é categórica, e se faz pouco caso para as puladas de cerca do marido é porque sabe que, no fundo, ele nunca vacilou com ela. Preocupada com a renda familiar, com o sustento dos filhos e com sua sobrevivência, a diarista fica com o essencial e não guarda tempo para perfumarias. A maioria das mulheres não viu o seriado e não vai ver o filme, e é justamente esta massa que no cotidiano avança em conquistas e respeitos que fazem a diferença da condição da mulher moderna. O seriado foi saudado exageradamente como o que <em>&#8220;inventou a mulher moderna&#8221;</em>, como se o somatório de futilidades e superficialidades fosse à base da emancipação das mulheres. A modernidade feminina cresceu aos poucos em lares como o de Marinalva, onde as responsabilidades são divididas e os deveres compartilhados, onde se toleram erros humanos, mas jamais vaciladas feias.</p>
<p>A mulher moderna sabe perdoar, mas sabe se valorizar também, e não raro faz disto uma moeda de troca para aquilo. Antes de perdoar traidores e vacilões elas mesmas se perdoam a ponto de se entenderem humanas como eles e, assim, se libertarem para permitir sua nova chance em busca de novos erros.</p>
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		<title>Qual a melhor cena de sexo da história do cinema?</title>
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		<pubDate>Thu, 29 May 2008 04:47:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liandro Lindner</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O sexo, entendido como cópula, penetração, orgasmo, gozo e prazer entre pessoas adultas sempre rendeu bons enredos em todas as artes...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><a href="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2008/05/imagem-brokeback1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-195" title="imagem-brokeback1" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2008/05/imagem-brokeback1-300x201.jpg" alt="" width="300" height="201" /></a>O sexo, entendido como cópula, penetração, orgasmo, gozo e prazer entre pessoas adultas sempre rendeu bons enredos em todas as artes. As narrativas da literatura já descreviam com detalhes estes atos, variando desde as minúcias insinuantes que deixam ao leitor o acréscimo por conta da imaginação criativa até o “pornotexto” praticamente um apoio em linhas para uma masturbação bem sucedida. Com o advento do cinema aos poucos a telona foi produzindo boas cenas de amor e lascívia em variadas escalas. O primeiro beijo no cinema, um simples encostar de lábios entre <strong>May Irvin</strong> e <strong>John C. Rice</strong>, em 1895, rendeu escândalo. Após poucos o público foi se habituando a ver no escurinho público o que fazia no escurinho privado e o assunto foi explorado de diversos ângulos.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><em>Mas qual a melhor cena de sexo da história do cinema?</em></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><strong>Mae West</strong> e <strong>Marilyn Monroe</strong> se destacavam mais por provocar do que propriamente por fazer. A primeira em <strong><em>&#8220;Night After Night&#8221;</em></strong> (1932), se destacava pelo &#8220;toque sexy” que dava aos filmes. O mito de <strong>Mae West</strong>, languidamente estendida em um sofá, ou envolvida por uma pele branca de raposa com um pródigo decote e uma das mãos apoiada na cadeira, foi o marco de uma época. Já <strong>Marilyn Monroe</strong> insinuante nas telas, voltou a ter seu nome ligado ao sexo neste ano, quando uma cópia de um vídeo, dos anos 50, em que a atriz loira aparece fazendo sexo oral em um homem não-identificado, foi vendido para um empresário nova-iorquino pela quantia de US$ 1,5 milhão.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">O sexo anal ganhou status de arte na clássica cena da manteiga entre <strong>Marlon Brando</strong> e <strong>Maria Schneider</strong> em <strong><em>“O Último Tango em Paris”</em></strong> (1972) A rapidinha teve momentos de glória em vários filmes, e minha preferida é entre <strong>Glenn Close</strong> e <strong>Michael Douglas</strong>, quando na cozinha de casa deram uma “coelhinho” em <strong><em>“Atração Fatal”</em></strong> (1987), o mesmo filme que cozinha o coelho, animal de estimação da filha do personagem de Douglas, em água fervente. Em <strong><em>“O Último Rei da Escócia”</em></strong> (2006), a miscigenação ganha espaço, com símbolo de encontro de mundos diferentes unidos pelos gemidos “transidiomáticos”. Ainda falando em gêneros alimentícios há a antológica cena do ovo no oriental <strong><em>“Império dos Sentidos”</em></strong> (1976), sendo este também um emblemático signo de amor e morte.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">O órgão sexual masculino é em geral dissimulado, escondido ou aparece em cenas rápidas. O pênis aparece como personagem valorizado em <strong><em>“Boogie Nights”</em></strong> (1997), se tornando a grande atração nas cenas finais. E no francês <strong><em>“Romance X”</em></strong>(1999) – nunca se viu nada tão grande. Já o sexo oral, no entanto, teve vários momentos de glória. Destaque para <strong>David Bennent</strong>, que – então com onze anos – faz Oskar, o personagem principal do alemão <strong><em>“O Tambor”</em></strong> (1979) e protagoniza uma cena de pseudo-sexo oral numa mulher e, depois de ter o rosto encoberto pelo corpo da companheira, retorna para o foco da câmera limpando a face dos pubianos entre os dentes.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">O sexo solitário também protagonizou boas cenas ao cinema. Destaco as masturbações juvenis na cena da piscina do mexicano <strong><em>“E sua mãe também”</em></strong> (2001), além do impactante <strong><em>“Pecados Inocentes”</em></strong> ( 2008), que ousa numa cena de onanismo entre mãe e filho. Estes são dois exemplos extremos. O sexo pode se tornar instrumento de vingança, como em <strong><em>“Lua de Fel”</em></strong> (1992), onde a amante ofendida transa em frente ao seu opressor, já frágil numa cadeira de rodas, com um deus de ébano. Ganha status de necessidade de saúde em <strong><em>“Adrenalina”</em></strong> (2006), onde Chev Chelios (<strong>Jason Stathan</strong>) é um assassino profissional que foi envenenado. Ele não pode deixar a taxa de adrenalina em seu organismo baixar, caso contrário morrerá. Ele entra, então, numa verdadeira corrida contra o tempo para se vingar e, quem sabe, achar a cura para seu problema. Em uma das cenas picantes o protagonista transa com a namorada em um local movimentadíssimo e todos olhando. Ela resiste no começo, mas depois acaba cedendo – e cede muito gostoso.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">No cinema nacional são fartas cenas de gemidos e gritos usados às vezes para atrair o público, mais prometendo do que mostrando. No meio de uma história bege sempre aparecia uma prostituta na calçada, uma atendente de lanchonete na madrugada, uma mulher que antes de ir ao banheiro de um bar olha para trás. Clássica mesmo é a cena de <strong><em>“Dona Flor e Seus Dois Maridos”</em></strong> (1976) em que <strong>Sonia Braga</strong> (Dona Flor) transa comportada e formalmente com o segundo marido Teodoro (<strong>Mauro Mendonça</strong>) enquanto o fantasma do primeiro marido, Vadinho (um dos melhores papéis de <strong>Jose Wilker</strong>), assiste a cena aos risos.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><em>E sexo gay, qual a melhor cena? </em></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Lembro que assisti em Porto Alegre, ainda nos anos 90, o filme oriental <strong><em>“Banquete de Casamento”</em></strong> (1993). Numa cena muito bonita <strong>Wai-Tung</strong> presenteava seu namorado Simon com um telefone celular (símbolo de consumo na época). Ato contínuo ligava para o mesmo e dizia que o amava, e a cena acaba com um quente beijo entre os dois. O público se inquietava nas poltronas: uns balançavam a cabeça, outros manifestavam sua indignação soltando sons censores. Minha Porto Alegre provinciana mostrava suas origens, mas no decorrer dos anos foi se tornando mais aberta à diversidade, até mesmo porque não havia outro caminho a seguir.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">De novo <strong><em>“E sua mãe também”</em></strong> têm na parte final uma cena de beijos e insinuações muito excitante, entre os dois adolescentes, mas sem mostrar a consumação. <strong>Almodóvar</strong> trouxe variações diversas do sexo entre iguais, <strong>Antonio Bandeiras</strong> na posição “<em>franguinho assado</em>” em <strong><em>“A Lei do Desejo”</em></strong> (1987) e <strong>Gael Garcia Bernal</strong> em <strong><em>“Má Educação”</em></strong> (2004) são clássicos. Mas o sexo entre homens mais presente no imaginário dos cinéfilos, até pelo recente de sua produção, é do oscarizado <strong><em>“O Segredo de Brokeback Mountain”</em></strong> (2005), onde, em terras geladas, dois vaqueiros másculos (<strong>Heath Ledger</strong> e <strong>Jake Gyllenhaal</strong>) dividem a barraca para escapar do frio e acabam atraídos por um outro calor. A “cuspidinha” de Ennis del Mar entrou para o panteão das cenas de sexo de sétima arte – ainda mais que é fator desencadeador de uma linda história de amor. Premiado com as maiores glórias do cinema mundial, o filme levantou a ira de fudamentalistas, mas levou muito da sociedade, principalmente a americana conservadora, a repensar estereótipos e modelos pré-concebidos.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><em>E para você, qual a melhor cena de sexo da história do cinema?</em></p>
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