“007 – Cassino Royale”

Por: Robledo Milani
categorias: Críticas, Película
Data: quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Aqui em Portugal já estreou a nova aventura do agente 007, “Cassino Royale”. A estréia foi simultânea com o resto do mundo. Um dos poucos mercados que ficou de fora foi o brasileiro, que só vai poder ver o filme a partir do dia 15/12. Mas vale a pena esperar: o novo James Bond, agora interpretado pelo inglês Daniel Craig (depois do irlandês Pierce Brosnan, do australiano George Lazenby e até do escocês Sean Connery), tem toda a “manha” para a coisa – é viril, ágil, muito bem articulado e bastante espirituoso.

Esse novo filme é quase como uma reinvenção do personagem. Seria mais ou menos como a “origem” dele, ou seja, quando Bond finalmente recebe a “permissão para matar” e parte em sua primeira missão oficial. “Cassino Royale” é o primeiro livro escrito por Ian Fleming, o criador do personagem, e já fora adaptado para o cinema uma vez, em 1967, com David Niven, Orson Wells, Ursula Andress, Peter Sellers e até Woody Allen no elenco. Mas este anterior era uma comédia, uma sátira, enquanto que o novo filme é totalmente sério e compenetrado. É Bond em alto estilo e com muita ação.

O “Cassino Royale” de 2006 cumpre exatamente o que promete: cenas de arrepiar, um início envolvente, uma trama relativamente simples e facilmente identificável, bondgirls encantadoras (Eva Green, de “Os Sonhadores” e “Cruzada” é o destaque) e um protagonista bastante empenhado em oferecer o melhor de si. Após explodir uma embaixada na África e de quase mandar o aeroporto de Miami para os ares, James é mandado para Montenegro para participar de um jogo de cartas milionário. Se ele ganhar, prende um vilão procurado no mundo todo. Se perder, terá feito com que o governo inglês tenha financiado diretamente terroristas perigosíssimos. A sorte está lançada!

Claro que tudo é bastante previsível no filme. A presença de alguns atores-chaves (Jeffrey Wright, de “Syriana”, e Giancarlo Giannini, de “Hannibal”, entre eles) entrega os próximos acontecimentos para qualquer espectador mais antenado. Sabe todos os movimentos dos protagonistas, mas isto não chega a atrapalhar a diversão. E entretenimento se muito cérebro, porém com tradição de sobra. E, no caso, isso mais que compensa.

“Cassino Royale” é o segundo filme de melhor estréia de toda a série, tendo arrecadado cerca de 40 milhões de dólares no seu primeiro final de semana nos EUA (o campeão ainda é o anterior, “007 – Um Novo Dia para Morrer”, que faturou US$ 42 milhões no mesmo período), além de ter se firmado como novo recorde para a franquia na Inglaterra. Resultados mais do que suficientes para garantir os próximos longas.

Mas nem tudo são graças. A música-tema, algo tão mítico para a série, resultou na fraquinha “You Know My Name”, interpretada por Chris Cornell, vocalista da banda Soundgarden. Péssima escolha. Ainda mais depois de Madonna, que marcou presença no filme anterior.

Casino Royale, ING/EUA/ALE/REP.TCHECA, 2006
De Martin Campbell
Com Daniel Craig, Eva Green, Judi Dench, Jeffrey Wright, Giancarlo Giannini

(Nota 8)

Robledo Milani é crítico de cinema, formado em Comunicação Social pela UFRGS. Já teve textos publicados em jornais, revistas e em diversos sites pela internet, além de ter trabalhado em rádio e em televisão. Robledo Milani é membro fundador da ACCIRS, Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul.
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2 comentários para ““007 – Cassino Royale””

  1. you know who. em dezembro 8th, 2006 at 15:02

    este não é o cartaz oficial do filme. ele não deve ser usado indevidamente e o senor esqueceu da legal line do filme.. blá blá blá blá blá bláááááááááááá…

  2. eu. em dezembro 8th, 2006 at 15:02

    digo, senhor.

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