Save the translator
Só sei que eu sou contra o Save the translator. Como é que eu vou aprender que existe um sinônimo em inglês – “Big Momma’s House” – para a curiosíssima expressão “Vovó… Zona”?
Reginaldo Pujol Filho tem 28 anos, é de e vive em Porto Alegre. Ganha a vida como redator publicitário, mas também é escritor. Publicou "Azar do Personagem", pela Não Editora. Mantém a duras penas o blog www.porcausadoselefantes.blogspot.com.
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Só sei que eu sou contra o Save the translator. Como é que eu vou aprender que existe um sinônimo em inglês – “Big Momma’s House” – para a curiosíssima expressão “Vovó… Zona”?
Não sou contra continuações. Gosto de todos os “De volta para o Futuro”, assim como os “O Poderoso Chefão”, por exemplo. Mas tem filme que acaba nele mesmo. Ou dá pra imaginar um “Forrest Gump 2”?
Vez que outra, o Caetano vem com uma versão de uma música brega, de uma música funk, de uma música-não-bacana e tenta bacanizar ela, e a crítica vem abaixo com o gênio dele, não é? E agora parece que isso tá virando moda…
Foi aí que decidi rever meu jeito de avaliar atuações, repensar radicalismos até mesmo a respeito do Toni Ramos. E ia cotar essa minha reflexão, esse toque de humildade, quando assisti “Entre os Muros da Escola”…
Embora elenco indiano, realidade indiana, indústria cinematográfica indiana, lá na cadeirinha, diretor reino-unidense. Mais ou menos como se o Spielberg ou o os Irmãos Coen assinassem o “Cidade de Deus”, não é?
Dos cinco indicados ao Oscar de Melhor Filme, quatro são adaptações de livros. E isso não é fenômeno desse ano. Até os irmãos Coen, que têm roteiros maravilhosos na sua carreira, ano passado levaram o Oscar com um roteiro adaptado…
Daí, quando tu vai assistir a um texto que é objetivo, marcado por raciocínios e ironias, e esse texto é uma das tuas leituras favoritas, rapaz, isso grita. E tu pensa, mas por que o teatro gaúcho não ouve bossa nova?
Até porque uma das grandes funções da regra no mundo artístico é ser desmentida. Como o Woody Allen desmente a regra do narrador em off…
Esse sujeito aí encarnou no Woody Allen que fez um grande filme com olhar feminino, como eu nunca tinha visto dele antes. E pra não acharem que isso é uma opinião masculina sobre o que é ser feminino, conto que a Jajá, depois do cinema, tinha a mesma opinião que eu.
Cabei de chegar do show do R.E.M. Já que a performance e o espetáculo vão ser devida e mais qualificadamente comentados por um monte de pessoas, vou falar de uma outra coisa. Eu já tinha ido a uns outros tantos shows do R.E.M. e não tinha me dado conta…
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