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	<title>CineRonda &#187; Mariana Bonfim</title>
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	<description>Cinema e cultura pop com opinião!</description>
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		<title>A consagração de “Corumbiara”</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 04:44:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Bonfim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com a exibição pública deste verídico retrato audiovisual nos festivais pelo Brasil, bem como se tornar um agraciado e merecido vencedor, volta-se a nutrir a esperança de que a justiça seja feita...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3808" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/08/corumbiara-300x208.jpg" alt="" width="300" height="208" />Em abril deste ano, <em><strong>“Corumbiara”</strong></em> foi agraciado com o prêmio de Melhor Documentário na 14ª edição do festival É Tudo Verdade. Agora, a consagração se deu ao faturar no último Festival de Gramado o kikito de Melhor Longa Brasileiro do ano<span id="more-3807"></span>. Este filme-denúncia é resultado de mais de 20 anos de investigações e prodigiosa teimosia do indigenista Vincent Carelli em encontrar os autores de um massacre de índios ocorrido na gleba Corumbiara, ao sul de Rondônia.</p>
<p>Durante a década de 70, o Governo Militar havia dividido e concebido a área em questão para diversos latifundiários, com a desculpa de que tal doação era em prol do desenvolvimento agrário e econômico da região. Porém estas terras, aparentemente inóspitas e inexploradas, apresentaram fortes indícios de terem sido abrigadas por diversas tribos indígenas, como os Akunsus e Canôes. De acordo com a legislação brasileira, se fossem comprovados qualquer indício de ocupação indígena, as glebas deveriam deixar de ser propriedade particular e se tornariam reservas indígenas sob administração da FUNAI (Fundação Nacional do Índio).</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3810" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/08/corumbiara021-300x203.jpg" alt="" width="300" height="203" />Durante as duas horas de projeção vemos Carelli tentando provar a todo custo que os fazendeiros da gleba Corumbiara ignoraram qualquer lei e, literalmente, passaram por cima dos índios com tratores e balas para ocupar as terras com gado e soja. O diretor demorou mais de vinte anos para finalizar e exibir este documentário, pois havia a esperança de que se chegasse a um chamado “<em>final feliz</em>” em que se comprovassem os culpados e ocorresse a punição pelo massacre. Isto, é claro, nunca ocorreu.</p>
<p>Com a exibição pública deste verídico retrato audiovisual nos festivais pelo Brasil, bem como se tornar um agraciado e merecido vencedor, volta-se a nutrir a esperança de que a justiça seja feita. Afinal, genocídio é um crime que não prescreve mesmo após duas longas décadas.</p>
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		<title>Os Melhores Longas em Anime</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Jul 2009 18:35:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Bonfim</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3516" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/07/anime-300x210.jpg" alt="" width="300" height="210" />Ao se fazer um apanhado comparativo entre as animações ocidentais, de gigantes como a Pixar ou a DreamWorks, com os Animês da milenar cultura oriental, é possível destacar muitas diferenças<span id="more-3515"></span>. No ocidente os desenhos animados ainda são renegados ao campo do infantil ou do humor adulto leve, enquanto que no oriente os Animês podem abarcar todos os gêneros de histórias, sejam elas de ação, erotismo, ficção científica ou o que mais a imaginação permitir. A agilidade na direção de arte e a ousadia nos enquadramentos também são um diferencial que cada vez mais os ocidentais estão aprendendo a fazer baseados nos irmãos da terra do sol nascente. Mais do que ícones de influencia pop, os longas de Animê japonesa conquistaram a cultura universal, sendo alguns deles elevados a categoria de clássicos do cinema. Abaixo alguns dos principais destaques do gênero:</p>
<p><strong><em><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3518" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/07/akira1-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" />“Akira”</em></strong> (1988)<br />
Conta a história de Shotaro Kaneda, membro de uma gangue de motociclistas, cujo melhor amigo, Tetsuo, se envolve em um projeto militar conhecido como Akira. O filme é todo ambientado em uma Tóquio futurista, reconstruída depois do fim da III Guerra Mundial. Com visual cyberpunk, Akira é ainda hoje a grande referência em animes para a cultura pop ocidental.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> <br />
<img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3519" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/07/fantasma-do-futuro-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" /><em><strong>“O Fantasma do Futuro”</strong></em> (1995)<br />
Uma das principais inspirações para os irmãos Wachovski conceberem a trilogia <strong><em>“Matrix”</em></strong> (1999), que vão desde elementos como a abertura com letras verdes computadorizadas que caem pela tela até o implante na nuca. Ambientado em 2029, apresenta uma sociedade que está totalmente familiarizada com a Inteligência Artificial e a presença de computadores no dia-a-dia. A trama se foca na chamada Seção 9, um órgão policial especializados em crimes cometidos com o uso de avançada tecnologia.</p>
<p> </p>
<p> <br />
<img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3520" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/07/cowboy-bebop-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" /><strong><em>“Cowboy Bebop – O Filme”</em></strong> (2001)<br />
Oriundo da série de TV de mesmo nome, apresenta trilha sonora regada à Jazz no estilo Bebop, além de outros estilos musicais norte-americanos, como o rock e o folk. Mistura um ambiente futurista com caçadores de recompensas que se comportam como cowboys de filmes de western. Há ainda uma homenagem ao Brasil, com três personagens que aparecem como co-adjuvantes e se chamam, respectivamente, Antônio, Carlos e Jobim.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> <br />
<img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3521" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/07/a-viagem-de-chihiro-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" /><em><strong>“A Viagem de Chihiro”</strong></em> (2001)<br />
No Oscar de 2003, este longa japonês derrotou os americanos <strong><em>“A Era do Gelo”</em></strong>, <strong><em>“Lilo &amp; Stitch”</em></strong>, <strong><em>“Spirit- O Corcel Indomável”</em></strong> e <strong><em>“Planeta do Tesouro”</em></strong>, faturando a estatueta de melhor animação. Com um roteiro que lembra muito <em>“Alice no País das Maravilhas”</em>, de Lewis Carroll, mostra as aventuras da garotinha Chihiro em um mundo de fantasia. Durante uma viagem, seus pais são transformados em porcos e ela é obrigada a trabalhar em uma casa de banho que atende todos os deuses e espíritos orientais enquanto não descobre uma forma de quebrar o feitiço e libertar sua família. O diretor Hayao Miyazaki também dirigiu os sucessos <strong><em>“O Castelo Animado”</em></strong> (2004) e <strong><em>“Ponyo on the Cliff by the Sea”</em></strong> (2008).</p>
<p> <br />
<img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3522" title="animatrix" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/07/animatrix-125x185.jpg" alt="animatrix" width="125" height="185" /><strong><em>“Animatrix”</em></strong> (2003)<br />
Obra composta por nove curta-metragens sobre o universo em que se ambienta a trilogia <strong><em>“Matrix”</em></strong>: <em>“O Vôo Final de Osíris”</em>, <em>“O Segundo Renascer”</em> (Parte I e II), <em>“Era uma Vez um Garoto”</em>, <em>“Um Coração de Soldado”</em>, <em>“O Recorde Mundial”</em>, <em>“Além da Realidade”</em>, <em>“Uma História de Detetive”</em> e <em>“O Robô Sensível”</em>.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> <br />
<img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3523" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/07/final-fantasy-7-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" /><strong><em>“Final Fantasy VII: Advent Children”</em></strong> (2005)<br />
Baseado no vídeo-game para Playstation de mesmo nome, apresenta uma trama alguns anos na frente do que é mostrado no final do jogo, utilizando os mesmos personagens deste. O filme é ambientado em um mundo que deve enfrentar uma doença que ameaça a humanidade e está se espalhando rapidamente.</p>
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		<title>Representantes do Novo Cinema Alemão – Werner Fassbinder</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 07:57:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Bonfim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ódio, amor, medo, solidão, asco, felicidade. Todas as emoções dominavam Fassbinder ao mesmo tempo, influenciando diretamente o resultado final de suas obras fílmicas numa frenética produção de cerca de um longa a cada 100 dias...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3381" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/07/rainer_werner_fassbinder-300x247.jpg" alt="" width="300" height="247" />Rainer Werner Fassbinder nasceu na cidade de Bad Wörishofen, na Baviera, em 1945, e produziu ao longo da vida cerca de 43 filmes. Exercia uma constante busca de auto-conhecimento, a partir do fato de que, talvez por ser homossexual assumido, tenha sofrido demasiado preconceito<span id="more-3380"></span>. Ódio, amor, medo, solidão, asco, felicidade. Todas as emoções dominavam Fassbinder ao mesmo tempo, influenciando diretamente o resultado final de suas obras fílmicas numa frenética produção de cerca de um longa a cada 100 dias. Morreu de overdose, em 1982, aos 36 anos. Seus trabalhos mais marcantes foram:</p>
<p><em><strong><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3382" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/07/martha-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" />“Martha”</strong></em> (1973)<br />
Com o falecimento do pai opressor, a bibliotecária Martha (Margit Carstensen) se casa com um empresário milionário. Acaba se tornando vítima da personalidade fria do marido perverso e manipulador, saindo da dominação de um homem para outro. Fassbinder realizou um filme fascinante sobre a submissão feminina no casamento.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3383" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/07/lili_marlene-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" /><em><strong>“Lili Marlene”</strong></em> (1981)<br />
Retrata a vida da cantora Wilkie (Hanna Schygulla) durante a Alemanha nazista comandada pelo führer Adolf Hitler. Apesar de toda a fama, a artista se sente sozinha e infeliz, já que não se satisfaz com o romance proibido que vive com o músico judeu Robert (Giancarlo Giannini), um amor que pode não resistir ao holocausto. Baseado na autobiografia da cantora Lale Andersen, expõe uma faceta irônica e sádica de Fassbinder.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3384" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/07/lola-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" /><em><strong>“Lola”</strong></em> (1981)<br />
Ambientado durante um Outono alemão ao final da década de 50, conta a história da prostituta e cantora de cabaré Lola. Um sério e comprometido funcionário público fica obcecado em conquistá-la a qualquer preço, algo comum de uma sociedade capitalista onde o amor está à venda. Outra crítica ácida do cineasta alemão à sociedade ocidental contemporânea.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3385" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/07/veronika_voss-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" /><em><strong>“O Desespero de Veronika Voss”</strong></em> (1982)<br />
Vencedor do Urso de Ouro de 1982 em Berlim, foi o filme mais consagrado de Fassbinder. A trama se passa em Munique, 1955. Um locutor esportivo conhece a decadente atriz Veronika Vöss (Rosel Zech) , uma antiga estrela da UFA, a empresa cinematográfica da Alemanha Nazista. Ele começa investigar o seu passado e as razões que a levaram a se viciar em morfina.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3386" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/07/querelle-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" /><strong><em>“Querelle”</em></strong> (1982)<br />
Com a belíssima paisagem da cidade portuária de Brest ao fundo, se desenrola a trajetória de Querelle (Brad Davis, de <em><strong>“O Expresso da Meia-Noite”</strong></em>). Ele é um marinheiro antiético que seduz homens e mulheres ao mesmo tempo em que planeja crimes. Adaptado do romance homônimo do escritor Jean Genet, é uma obra cinematográfica que transmite o turbilhão de sentimentos que o diretor sentia.</p>
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		<title>Representantes do Novo Cinema Alemão – Wim Wenders</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 13:12:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Bonfim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com algum tempo e diversas obras cinematográficas depois, o agora Wim Wenders foi considerado um dos principais diretores do chamado Novo Cinema Alemão. E até hoje, apesar de ter se mostrado á parte da indústria cinematográfica, Wenders ainda procura fazer um cinema de autor...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3266" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/wim-wenders-imagem-21-299x176.jpg" alt="" width="299" height="176" />Ernst Wilhelm Wenders nasceu em 14 de agosto de 1945, na rebarba de uma das maiores e mais massacrantes guerras da história humana. Foi criado numa problemática e caótica Alemanha, especialmente após a queda do Führer Adolf Hitler. Talvez seja por isso que anos depois, o futuro cineasta tenha optado por dirigir filmes a respeito do questionamento existencial humano<span id="more-3259"></span>. Mas, antes disso, chegou a cursar Medicina e Filosofia, largando tudo em 1966 para se mudar para Paris e estudar Cinema. Era o frescor do maio de 1968 que o impulsionava. Com algum tempo e diversas obras cinematográficas depois, o agora Wim Wenders foi considerado um dos principais diretores do chamado Novo Cinema Alemão. E até hoje, apesar de ter se mostrado á parte da indústria cinematográfica, Wenders ainda procura fazer um cinema de autor, como nos áureos tempos da <em>Nouvelle Vague</em>. Segue abaixo um pouco de sua safra, com algumas obras antigas, porém sempre atuais em sua essência psicológica.</p>
<p><em><strong><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3267" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/o-estado-das-coisas2-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" />“O Estado das Coisas”</strong></em> (1982)<br />
Durante a gravação de um longa, a equipe toda se vê com o trabalho paralisado devido ao sumiço de seu produtor. Assim, decidem se hospedar em um antigo hotel no litoral de Portugal. E é neste ambiente claustrofóbico que vemos as diversas personalidades aflorando seus conflitos existenciais. A fotografia árida ainda serve como metáfora para uma condição de vazio psicológico. Wenders imprimiu nesta obra uma forte conotação autobiográfica, além de emitir sua opinião ácida sobre os bastidores da indústria cinematográfica.</p>
<p> </p>
<p><em><strong><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3268" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/paris-texas1-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" />“Paris, Texas”</strong></em> (1984)<br />
Primeiro longa do diretor que obteve vasto sucesso de público e crítica. Em uma história densa e melancólica, trata sobre encontros e desencontros familiares. Novamente temos o deserto e sua aridez como cenário, servindo de pano de fundo para os personagens que buscam identidade através das relações dentro de suas pseudo-famílias. Destaque para a trilha sonora, que serviu de inspiração para bandas como U2, Nirvana e Travis.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><em><strong><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3269" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/asas-do-desejo1-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" />“Asas do Desejo”</strong></em> (1987)<br />
Esqueça a versão hollywoodiana água-com-açúcar <em><strong>“Cidade dos Anjos”</strong></em> (1998) e aproveite uma história verdadeiramente dramática e romântica. O filme ainda trás uma conotação política, pois gira em torno de dois anjos que pairam sobre a Berlim  pós-guerra, onde uma população desolada e desesperançada vive as divisões ideológicas da guerra fria. Um dos anjos acaba de apaixonando por uma trapezista de circo, personagem que metaforiza as inconstâncias da psique humana. O anjo então abdica de sua pureza e divindade para poder realizar seu amor carnal e experimentar aquilo que apenas os homens sentem.</p>
<p> </p>
<p><em><strong><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3270" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/o-ceu-de-lisboa1-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" />“O Céu de Lisboa”</strong></em> (1994)<br />
Considerado por alguns críticos como um filme turístico, por apresentar uma fotografia óbvia da cidade portuguesa, este longa representa para alguns uma fase de baixa criatividade de Wim Wenders. O personagem central e o espírito de Lisboa são tratados de forma superficial, uma surpresa desagradável para um diretor que sempre prezou por criar personas com diversas camadas psicológicas.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><em><strong><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3271" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/buena-vista-social-club-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" />“Buena Vista Social Club”</strong></em> (1999)<br />
Utilizando sua experiência com documentários em longas como <em><strong>“Tókio Ga”</strong></em> (1985) e <em><strong>“Chambre 666”</strong></em> (1982), Wenders nos conduz por Cuba de Fidel culturalmente rica, porém pouco valorizada. Somos apresentados a um grupo de cantores e músicos da velha-guarda cubana que, após a exibição e sucesso do documentário, tiveram suas carreiras valorizadas com direito a alguns Grammys.</p>
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<p><em><strong><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3272" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/o-hotel-de-um-milhao-de-dolares-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" />“O Hotel de Um Milhão de Dólares”</strong></em> (2000)<br />
Durante a década de 90, Wenders chegou a dirigir alguns clipes para a banda irlandesa U2, como a da música <em>“Stay (Faraway, So Close!)”</em>. Assim, numa espécie de “troca de favores” topou dirigir um filme com argumento de Bono. O filme teve recepção morna pelo público e muitas críticas negativas.</p>
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<p><em><strong><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3273" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/medo-e-obsessao-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" />“Medo e Obsessão”</strong></em> (2004)<br />
Em um dos seus mais recentes trabalhos, o diretor dá a sua visão da América pós-11 de Setembro. Utilizando dois personagens centrais, um homem paranóico e uma mulher que faz trabalho humanitário, Wenders consegue destrinchar as duas pontas da cadeia de medo do terror que os americanos tanto insistem em combater e ao mesmo tempo alimentar. Destaque para a interpretação de Michelle Williams (<em><strong><a href="http://www.cineronda.com.br/o-segredo-de-brokeback-mountain/" target="_self">“O Segredo de Brokeback Mountain”</a></strong></em>, 2005).</p>
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		<title>Representantes do Novo Cinema Alemão – Werner Herzog</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 22:38:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Bonfim</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3144" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/werner20herzog-300x194.jpg" alt="" width="300" height="194" />O Novo Cinema Alemão (<em>Neuer Deutscher Film</em>) é o nome dado à produção cinematográfica deste país a partir da década de 60. Assim como a Nouvelle Vogue francesa e o Cinema Novo brasileiro, diversos cineastas germânicos foram os responsáveis pela quebra de paradigmas na cinematografia deste país, com roteiros de forte viés psicológico, fotografia mais crua e diálogos sempre contundentes. Um dos principais expoentes deste movimento foi Werner Herzog<span id="more-3143"></span>. Ele sempre foi considerado no meio cinematográfico como um cineasta fortemente autoral, já que escreveu e produziu boa parte dos filmes que dirigiu. Tanta diversidade pode ser oriunda de sua formação acadêmica, com um currículo que engloba História, Literatura e Artes Cênicas. Apesar de ser um dos principais integrantes do movimento do novo cinema alemão, seus roteiros transpassam qualquer fórmula, sempre enfocando na temática de anti-heróis com objetivos inatingíveis, ou pessoas de grande talento que são obscurecidas e ignoradas.</p>
<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3145" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/aguirre3-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" /><em><strong>“Aguirre, a Cólera dos Deuses”</strong></em> (1972)<br />
Se muitos diretores “adotam” atores como favoritos para encarnar suas personas, o de Herzog era Klaus Kinski. Mesmo com uma relação tumultuada, a parceria fílmica persistiu por diversos longas. Neste especificamente a “<em>persona</em>” é Lope de Aguirre, um aventureiro espanhol que se embrenha pelas selvas no Novo Mundo a procura de riquezas naturais, mas a crescente loucura e obsessão do conquistador dizimam todos a sua volta. Filme muito prestigiado devido ao marcante estilo visual e narrativo.</p>
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<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3146" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/f07-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" /><em><strong>“O Enigma de Kaspar Hauser”</strong></em> (1974)<br />
Uma obra de ultrapassa a Psicologia, Filosofia, Antropologia e outras Ciências Sociais. Baseado na história real de Kaspar Hauser, um ser humano que passou a vida em cativeiro, deitado, no escuro, sem qualquer contato humano. Certo dia é libertado e, mesmo sem ser capaz de falar ou andar, se torna uma atração popular. Não tardará a alguém explorar ainda mais a sua pobre condição. Uma interessante análise do desenvolvimento humano, principalmente o psicossocial.</p>
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<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3147" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/nosferatu00-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" /><em><strong>“Nosferatu &#8211; O Vampiro da Noite”</strong></em> (1979)<br />
Partindo do clássico de 1922 do diretor Murnau, verdadeiro ícone do expressionismo alemão, o filme é um misto de homenagem e releitura. Baseado no <em>Drácula</em> de Bram Stoker, foca na jornada de terror de Jonathan Harker na mansão do maléfico Conde Drácula. Mais uma vez há a presença de Klaus Kinski, agora encarnando o lorde dos vampiros, sempre perturbador.</p>
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<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3148" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/fitzcarraldo-klaus-kinski1-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" /><em><strong>“Fitzcarraldo”</strong></em> (1982)<br />
Filmado na Amazônia brasileira, este épico é o ápice da idéia do sonho inatingível acompanhando de uma imensa ambição desmedida. Personagem e diretor se confundem, pois ambos empreendem uma insana busca, desbravando a natureza em troca de muitas vidas. Assim como o personagem Fitzcarraldo, que sonha em construir uma casa de ópera no alto Amazonas, Herzog tenta transpor morros e matas com cenário e equipe em busca da filmagem perfeita. É quem interpreta o alter-ego louco? Ele mesmo, Klaus Kinski.</p>
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<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3150" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/01-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" /><em><strong>“O Homem Urso”</strong></em> (2005)<br />
Injustamente esquecido pelo Oscar da categoria, este documentário é um dos filmes mais extraordinários já realizados pelo diretor alemão. O longa cria um tributo comovente a um homem que, na tentativa de se encontrar, acabou se destruindo. Antes de tudo, um forte documentário que discute o ser humano e o seu envolvimento com a natureza de forma duvidosa.</p>
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<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3151" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/012035817-ex00-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" /><em><strong>“O Sobrevivente”</strong></em> (2006)<br />
Chega de Klaus Kinski, pois agora é Christian Bale quem sofreu nas mãos de Herzog. Mais uma vez a natureza serve como pano de fundo e obstáculo intransponível ao homem. Há um profundo questionamento das transformações pelas quais o ser racional passa em ambiente selvagem. E até o ponto em que ser e ambiente se tornam indissociáveis.</p>
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		<title>O Novo Cinema Argentino</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 11:04:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Bonfim</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3013" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/9-rainhas06-300x190.jpg" alt="" width="300" height="190" />Não foi apenas no Brasil em que tivemos épocas de baixa na produção cinematográfica devido a graves crises econômicas, especialmente entre a década de 80 e 90. Na Argentina esse mesmo processo foi ainda mais doloroso<span id="more-3012"></span>. Se por aqui o fantasma da Era Collor foi espantado com o “<em>Cinema da Retomada</em>”, em filmes como <em><strong>“Carlota Joaquina”</strong></em> (1995) e <strong><em>“Terra Estrangeira”</em></strong> (1996), nas terras de nossos hermanos somente depois do ano 2000 as produções cinematográficas nacionais retomaram seu caminho após o complexo período Menen. Dessa nova leva de jovens diretores recém-saídos da FUC – Universidad Del Cine, e que conseguiram produzir seus filmes pelas leis de incentivo oriundas do Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales (INCAA), cunhou-se o termo “<em>Novo Cinema Argentino</em>”. Se fôssemos estabelecer uma linha ligando essas obras poderíamos encontrar facilmente diversos pontos em comuns, dois deles extremamente cruciais. Em primeiro lugar a família, como forte instituição que deveria unir através de suas relações afetivas, mas que cada vez mais causa um afastamento saudosista e melancólico na sociedade. Em segundo temos a forte descrença e apatia do povo argentino depois de sucessivas crises econômicas, refletindo em atitudes desesperançadas e alienadas nas personagens dos filmes, tudo com diversas metáforas e disfarces.  Abaixo uma pequena lista para quem deseja conhecer um pouco desta nova e engajada safra.</p>
<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3014" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/el_hijo_de_la_novia-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" /><strong>Juan José Campanella</strong><br />
Um dos grandes méritos de Campanella é nos apresentar um mosaico bem delineado de tipos maravilhosos, como os personagens de seu longa de maior sucesso, <em><strong>&#8220;O Filho da Noiva&#8221;</strong></em> (2001). Sucesso internacional, inclusivo sendo indicado como Melhor Filme Estrangeiro no Oscar de 2002, foi lançado na Argentina durante o auge da crise econômica, provocando fortes comoções emotivas nos espectadores.</p>
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<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3015" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/nueverei-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" /><strong>Fabián Bielinsky</strong><br />
Em 1998, o diretor obteve o primeiro prêmio no concurso de novos talentos organizado pela produtora Patagonik Film Group, o que lhe permitiu realizar seu filme de estréia, <em><strong>&#8220;Nove Rainhas&#8221;</strong></em> (2000) um épico de golpistas, ladrões e farsantes com direito a intensas correrias pelas ruas de Buenos Aires. A obra recebeu diversos prêmios internacionais, em festivais como os de Biarritz, Bogotá, Lima e Oslo. Bielinksky faleceu em 2006 em um quarto de hotel na capital paulista. O cineasta estava no Brasil escolhendo atores para atuar em comerciais após receber diversos prêmios de seu último longa, <em><strong>&#8220;A Aura&#8221;</strong></em> (2005).</p>
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<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3016" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/felicidades-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" /><strong>Lucho Bender</strong><br />
Outro diretor argentino que morreu precocemente, em 2004, depois de apenas um longa concluído, <em><strong>&#8220;Felicidades&#8221;</strong></em> (2000) no qual o cineasta escancara o precário e superficial cotidiano da classe média burguesa argentina.</p>
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<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3017" title="lacienaga_1" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/lacienaga_1-125x185.jpg" alt="lacienaga_1" width="125" height="185" /><strong>Lucrecia Martel</strong><br />
Um dos principais nomes do Novo Cinema Argentino. Ainda jovem, com 37 anos, e com uma carreira recente quase consolidada, Martel não nega as influências em seu trabalho dos cineastas que admira. Além de admiriar muito do cinema de seus colegas argentinos como Pablo Trapero, Ana Poliak e Diego Lerman, também possui uma ligação grande com o cinema de John Woo, com o estilo místico de Ingmar Bergman e com a transgressão de Pedro Almodóvar, além da grande influencia pela história familiar. Seu longa de estréia, <strong><em>&#8220;O Pântano&#8221;</em></strong> (2001) apresenta a máxima expressão da dissolução das relações familiares e da apatia dos cidadãos argentinos.</p>
<p> </p>
<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3018" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/vlugarescomunesjo0-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" /><strong>Adolfo Aristarain</strong><br />
O cineasta argentino Adolfo não esconde que seus filmes são um amontoado de clichês. Lugares-comuns que surgem quando as convicções de cada um esvaziam-se de significado. E dar-se conta desse processo é ao mesmo tempo dádiva e tragédia. E o preço a pagar pela lucidez é o tema do apropriadamente intitulado <strong><em>&#8220;Lugares Comuns&#8221;</em></strong> (2002) que, explorando a maturidade de suas personagens, conduz à uma viagem de auto-conhecimento e melancolia.</p>
<p> </p>
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<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3019" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/leonera-poster01-125x185.jpg" alt="" width="125" height="185" /><strong>Pablo Trapero</strong><br />
O estilo básico do diretor e trazer histórias de gente muito comum em situações nada extraordinárias, com um olhar bem de perto, mas sem julgamentos. É assim o recente <em><strong>&#8220;Leonera&#8221;</strong></em>, que foi exibido no Festival de Cannes e trazia Rodrigo Santoro no elenco, ou o emblemático <em><strong>&#8220;Família Rodante&#8221;</strong></em> (2004). Em uma comparação possível, seria um <em><strong>&#8220;Pequena Miss Sunshine&#8221;</strong></em> (2006) mais sólido e profundo.</p>
<p> </p>
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<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3020" title="el_abrazo_partido" src="http://www.cineronda.com.br/wp-content/uploads/2009/06/el_abrazo_partido-125x185.jpg" alt="el_abrazo_partido" width="125" height="185" /><strong>Daniel Burman</strong><br />
Pode-se dizer que Burman faz um cinema que retrata a face de um povo, resultando em um dos cineastas humanistas e universais mais fortes do mundo. Seu <em><strong>&#8220;O Abraço Partido&#8221;</strong></em> (2004) é a metáfora da emancipação e anistia existencial da nação argentina. O recente <strong><em><a href="http://www.cineronda.com.br/ninho-vazio/" target="_self">&#8220;Ninho Vazio&#8221;</a></em></strong> também provocou comoção.</p>
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