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quarta-feira, outubro 21st, 2009
Documentário é um tipo de filme ainda muito pouco popular no Brasil. São poucos os lugares onde você consegue apreciar um bom longa do gênero sem que ele tenha sido vastamente premiado ou patrocinado antes. Por isso, preciso admitir que essa é uma das coisas boas aqui nos Estados Unidos, os documentários estão por todos os lados (mais…)
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terça-feira, setembro 1st, 2009
Como deu pra perceber pela quantidade de inspirações e criações que venho desovando aqui sobre documentários e o impacto deles na minha vida, me parecia um tanto óbvio e obrigatório escrever sobre “The September Issue”, um dos mais comentados filmes do gênero desse ano (mais…)
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sábado, agosto 29th, 2009
Sou uma pessoa que vive alimentado por pequenos projetos, que vão desde o conserto do cano da pia da cozinha até grandes viagens. Apesar da escala bem diferente de um pro outro, todos são igualmente importantes para mim! No meio de tudo isso, uma das minhas metas, por um bom tempo, foi conseguir colocar as mãos em uma cópia decente do filme “Prêt-À-Porter”, de Robert Altman (mais…)
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sexta-feira, agosto 7th, 2009
No mundo vivemos cercados de milhões de pessoas que não conhecemos, não sabemos de onde vieram ou para onde vão. E, em meio a todas essas milhares de redes de seres humanos desconhecidos, existem centenas de pessoas com habilidades indescritivelmente incríveis (mais…)
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sexta-feira, junho 19th, 2009
Como um bom aficionado por cinema, sempre estou procurando o que vai acontecer de bom pelos próximos meses. Vejo trailers de filmes que só serão lançados em um ano ou mais, busco sempre estar em todas as previews possíveis pra saber exatamente o que me aguarda e também o que esperar quando o filme de fato chega aos cinemas (mais…)
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quinta-feira, abril 16th, 2009
“Observe and Report”, com o genial Seth Rogen, segue a nova onda de comédias que vem fazendo um super sucesso através dos Estados Unidos. O que o espectador não sabe é que está vendo mais do que uma diversão passageira, e sim o retrato de uma nação que vive presa em uma onda de consumo, materialismo e ódio (mais…)
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quarta-feira, novembro 12th, 2008
Filmes que envolvem o processo musical, como o recente “O Som do Coração”, não são novidade no cinema: contos sobre a menina pobre que venceu no mundo da música são praticamente padrão a cada intervalo de cinco ou seis anos, ninguém mais agüenta assistir…
Bem, aqui está mais uma divagação sobre o mesmo tema, só que dessa vez com pequenas variações. A personagem central, uma violoncelista de Nova Iorque, interpretada por Keri Russell, tem que batalhar contra seus demônios pessoais e vencer traumas para retornar à vida musical. A atriz já tem em seu currículo o perfil de papéis chorosos, basta lembrar do seriado protagonizado por ela, Felicity.
Isso é o básico, mas a diferença fica no seguinte: Lyla conheceu Louis, vocalista de uma banda de rock que passava por NY quando a menina ainda era nova e um prodígio musical. Tiveram uma noite romântica que até poderia ter virado um belo relacionamento, não fosse o pai da moça, figurão importante que não apenas proibiu a relação como também “deu um jeito” na gravidez acidental da menina. Sem aceitar toda essa interferência, Lyla largou tudo e mudou de vida. E é aí que as coisas tomam um novo rumo.
Somos apresentados a Eddie, papel do genial Freddie Highmore, que foge de um orfanato para procurar por seus pais e ainda encontrar no caminho um dom musical inexplicável. O menino acaba indo parar nas ruas de NY e nas garras de Wizard, interpretado pelo uma vez excelente Robin Williams, um vagabundo que explora crianças com talentos extraordinários em troca de alguns trocados.
Em “O Som do Coração”, o sucesso em questão não é o de uma carreira, mas o de uma vida interrompida que deve ser retomada, uma relação familiar que poderia ter seguido calmamente e foi impedida. A história é um pouco extraordinária demais, mas tudo bem, vamos dar uma chance e dizer que o raio poderia cair mais de uma vez nessa família separada. Seguindo essa lógica, até dá pra achar o filme um pouco interessante, mas mesmo assim não passa de um conto de fadas moderno hollywoodiano.
Não vou entrar nos méritos, mas com certeza essa história tinha um potencial para ser pelo menos um pouco mais realista. Eu diria que cada um sabe das escolhas que faz, não é mesmo? Pena que esse pessoal fez as escolhas erradas!
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quinta-feira, outubro 30th, 2008
O mundo é um organismo em constante mutação, as pessoas evoluem, os conceitos se alteram, a moda se reinventa, o cinema vai se aperfeiçoando, a tecnologia se supera diariamente. Mas parece que a música e o espírito romântico são algumas das poucas coisas que não dão passos pra frente. É claro que eu poderia divagar também sobre o espírito humano e a ecologia, como outros exemplos que não conseguem dar passos pra frente sem dar passos pra trás, mas não é exatamente meu objetivo aqui.
Assistindo e ouvindo a trilha sonora do filme “Mensagem pra Você” (1997) me dei conta daquele ponto ali de cima: a música não é mais bonita e divertida como era antes, ficamos com a sobra de um monte de conceitos misturados e hoje nos pegamos cantando pelos cantos palavras tão rasas quanto um pires e de calão bem duvidoso, envolvendo bundas, peitos, doces e muito suor… Pois bem, onde é que foram parar as letras e o romantismo com a vida? Quando falo em romantismo, me refiro ao espírito romântico mesmo, uma noção de que a vida pode ser muito mais agradável e bonita do que nos é oferecido diariamente. É a noção de que um punhado de flores pode ser o bastante pra alegrar toda uma semana, de que um raio a mais de sol pode trazer novas energias, mas também de que tudo pode se resolver com alegria ao invés do estresse.
Em “Mensagem Pra Você”, por mais americano e bobo que seja, somos colocados em uma história onde o espírito romântico deve sempre se sobrepor aos ideais do mundo consumista. Somos submersos por idéias de um mundo antigo, algum lugar perdido nos anos 40 ou 50, onde uma música era capaz de elevar o espírito e uma frase bem escrita em um pedaço de papel era capaz de mudar toda uma vida. Com o passar dos anos fomos deixando os livros de lado, assim como as cartas escritas e enviadas por correio, relegando a verdadeira busca pelo amor e por sonhos em prol de uma carreira, de um carro, de uma casa, de status. Enfim, combustível pro ego. Perdemos o rumo em todas as etapas da evolução. Vivemos uma fase onde mentimos pra todos e pra nós mesmos, onde uma noite não significa mais que uma noite.
Porque não podemos mais ter atos impulsivos e estúpidos pela simples alegria de um momento? Porque não dirigir até a praia para simplesmente sentir os pés na areia por um breve momento de solidão acolhedora? Talvez porque nosso tempo cronometrado nos deixe ansiosos e esperançosos por coisas que de fato nem
são assim tão significativas, já que os ideais que seguimos são em grande parte pré-definidos pelo nosso estilo e meio de vida. Nesse filme, da mesma diretora do também excelente “Sintonia de Amor” (cena ao lado), estamos inseridos em um outro contexto: é o mesmo mundo em que circulamos diariamente, mas habitado por esses personagens adoráveis e completamente possíveis, que anseiam por uma vida menos caótica e mais romântica, onde o mundo gira na velocidade de um sorriso verdadeiro e não de um pré-fabricado. Tudo muito básico e inserido no padrão do cinema americano, mas não é isso que conta – esse é um daqueles filmes que deve fazer você se sentir bem pelos pequenos momentos, nos remetendo às fortalezas que construímos em nossas vidas particulares, aquela que somente você e mais ninguém conhece, que habita sua mente e seu coração. Onde uma música antiga é capaz de fazer os cabelos dos braços arrepiarem e o coração acelerar, uma boa xícara de café pela manhã é apreciada pelas sensações que proporciona e não para supostamente dar energia em um dia movimentado.
O fato é que esse filme quer dizer que, mesmo com os problemas que enfrentamos diariamente, as nossas batalhas particulares acabam sendo muito pequenas perto do prazer que podemos ter no final do dia se levarmos uma vida mais equilibrada, onde as flores na janela da vizinha nos trazem uma alegria profunda e nos fazem lembrar que o mundo é feito de uma infinidade de elementos, e que sem eles não somos nada. Por isso a apreciação romântica da vida é necessária, e talvez seja esse o papel de filmes como esses: nos recordar que precisamos parar pra refletir e observar. Não é difícil e é um exercício extremamente recompensador.
Assista “Mensagem pra Você” e “Sintonia de Amor” e tente olhar para o quadro maior, fora da historinha de casal. Foque no clima geral, nos ideais e na velocidade das vidas ali apresentadas – tudo tem um outro contexto. Se você não conseguir mudar esse foco eu garanto que pelo menos algumas horas agradáveis estarão no seu cardápio. Divirta-se!
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sexta-feira, setembro 26th, 2008
Woody Allen acertou na mosca. Que experiência excelente foi assistir a esse seu novo longa! “Vicky Cristina Barcelona” é um trabalho inteligente, poderoso e delicado, que aborda a vida de uma perspectiva bem européia. Diferente da visão americana sempre tão presente nos filmes de Woody, particularmente um dos meus diretores favoritos. Dessa vez a presença de Woody Allen “ator” realmente não se faz necessária. Esse é um filme sob medida para seus protagonistas, os lindos e talentosíssimos Penélope Cruz, um furacão como sempre, Scarlet Johansson, que nos ataca com sua ingenuidade sensual, Javier Bardem, que como sempre dispensa comentários, e a novata e surpreendente Rebecca Hall, que interpreta a tal Vicky do título.
Ultimamente tenho percebido algumas coisas sobre o cinema americano. Uma delas é a “maquiagem” que eles dão nas cidades ao redor do mundo. Aqui no Brasil as pessoas têm o costume de reclamar do cinema brasileiro por mostrar somente as coisas “feias” do país, mas a verdade é que a nossa produção não mostra o que é ruim, pois ali está o retrato da realidade brasileira. Afinal, aquela é a maior parte da população do Brasil hoje em dia, uma vez que os habitantes da parte “bonita” são uma massiva minoria.
Assim como o cinema brasileiro, o europeu também não tem vergonha de mostrar as coisas como elas realmente são. A diferença é que a Europa tem, de fato, a maioria de sua população em condições de vida muito melhores que a do nosso país. Há uma homogeneidade que não se faz presente no nosso amado Brasil, e por isso nos filmes europeus percebemos uma beleza estética muito mais presente – sim, os lugares são realmente belíssimos. Nos filmes americanos, no entanto, há uma constante busca para melhorar o cenário, pois lá, nos Estados Unidos, eles estão cercados de lugares tão “feios” quanto o Brasil. São poucos os filmes americanos que nos mostram a cidade como ela realmente é. Hoje em dia e a cada ano que passa somos mais e mais jogados pra dentro das periferias americanas, e descobrimos que eles tem tantos problemas quanto todos nós. E é claro que isso os incomoda, assim como perturba os brasileiros. Talvez seja por isso eles se interessem pela nossa pobreza, pois o que temos aqui está muito longe, geograficamente, deles. É mais fácil ver o problema do vizinho do que admitir o seu, não é mesmo?
Filmes históricos como “Amor, Sublime Amor” e “Gangues de Nova Iorque” nos jogam pros subúrbios nova iorquinos no início do século passado. Ou mais recentemente, o elogiado “Medo da Verdade”, que nos coloca nos lugares mais sujos e feios de Boston. Estes são exceções, porém parte da realidade americana, tão díspar quanto a nossa, brasileira.
Bem, voltando ao meu objetivo, o que quero dizer é que nessa bela técnica de maquiar os lugares do mundo para que pareçam mais atrativos ao público, está mais presente do que nunca em “Vicky Cristina Barcelona”! A história gira em torno de Vicky e Cristina (personagem de Scarlett), duas jovens mulheres americanas que decidem partir pra Espanha nas férias de verão; Vicky para estudar a cultura catalã e Cristina para espairecer e quem sabe encontrar alguma satisfação sexual do “caliente” homem espanhol. Bem, nesse clima, ambas passam a desvendar Barcelona e seus arredores e cantos secretos, que aqui nesse filme são muito, muito mais bonitos do que a vida real. Não me entendam mal, Barcelona é uma cidade belíssima. Mas sob o olhar de Allen vemos só o que há de mais bonito, e em ângulos e takes que favorecem o pouco de belo que a cidade tem. Não há turistas (presença constante em todos os dias do ano) e depredações; o fato é que Barcelona é uma cidade grande como São Paulo, poluída, suja e fedida, mas que em contrapartida tem um clima maravilhoso, gente linda por todos os lados, praias maravilhosas e bairros afastados com lugares deslumbrantes. Porém a cidade, mesmo, não tem nada de extraordinário. E Woody nos joga no clima dela, como “Albergue Espanhol” também fez, colocando-nos nas exatas sensações que se tem quando se está passeando por lá. Esse é o grande mote do filme, pois passamos a sentir o mesmo que as personagens estariam supostamente sentindo. Essa é a genialidade de Woody Allen!
De volta ao filme: nossas protagonistas encontram por acaso Juan Antonio (Bardem), um maduro e extremamente sedutor pintor espanhol que as leva para Olviedo num final de semana e acaba deixando ambas desorientadas! É aqui que os problemas apenas começam. Cristina embarca em um relacionamento com Juan, se muda pra sua casa, e enquanto isso Vicky prepara pra se casar com o noivo americano que está indo até Barcelona pra encontrá-la. No meio disso tudo, surge a desequilibrada e deslumbrante Maria Elena (Cruz), ex-mulher de Juan, que é acolhida de volta por ele em sua casa após uma tentativa de suicídio e acaba invadindo o relacionamento dele com Cristina.
Pronto, a neurose característica de Woody Allen surge atingindo todo seu potencial e o filme vai ficando cada vez mais delicioso. Música, fotografia, locação, direção, roteiro e elenco, tudo aqui funciona em perfeita sintonia e prova que Woody está melhor do que nunca. Quebrando seus próprios tabus ele foi capaz de crescer ainda mais. Se antes havia uma parcela do público que não suportava sua obra, agora não há mais escapatória. Desde “Match Point” Woody arrebanhou os cinéfilos que faltavam e deu seu golpe de mestre. Assista a “Vicky Cristina Barcelona” tantas vezes quanto puder. A intensidade é bombástica!
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quarta-feira, agosto 6th, 2008
Em um mundo onde o computador domina o dia a dia das pessoas, é difícil imaginar que alguém ainda pare para ler livros em meio à dias tão corridos e sempre cheios de prioridades. Quando você é adolescente são as provas da escola, o jogo de futebol, o curso de inglês, o namorado, etc. Depois, você cresce um pouco e a faculdade toma tanto tempo quanto a escola - e, pra piorar, esse tempo tem que ser dividido com o estágio. Na vida adulta temos que nos dividir entre o sucesso profissional, o casamento, os filhos, os netos… E aí, quem sabe, será possível ler um livro a cada dois meses! Ufa! Realmente, viver nos anos 2000 não é fácil! Se, há vinte anos, a personagem de Jessica Lange em “Tootsie” já dizia que não era fácil ser mulher nos anos 1980, imagina agora!
Pois bem, é justamente sobre esses dois assuntos que “Clube de Leitura de Jane Austen” (cenas ao lado) vem falar. Este filme independente foi aclamado pela crítica por onde passou, e é justamente aquele tipo que nos agrada profundamente assistir. É como ler um livro e se transportar praquele universo onde seres humanos completamente diferentes co-habitam uns com os outros e ainda conseguem ter uma relação de verdadeira amizade. A história aqui começa com a morte de um dos muitos cães de criação de Jocelyn, interpretada pela excelente Maria Bello, uma mulher solteira beirando os quarenta e que está convicta de que seus cachorros são melhor companhia que qualquer outro homem. A partir daí somos apresentados para mais quatro mulheres. A primeira, Bernadette, é uma senhora divertida, super moderna e que já passou por cinco casamentos. Depois vem Sylvia, dona de casa que acaba de ser abandonada pelo marido e que é mãe de Allegra, pré-adulta e orgulhosamente lésbica. A quarta mulher, Prudie, não faria parte do grupo não fosse por Bernadette, que a conhece na fila de uma sessão de filmes baseados na obra de Jane Austen, e, conversando com essa estranha, se dá conta de que o que une todas essas mulheres com problemas pessoais é justamente a paixão pelas histórias da escritora icônica que traduz o universo feminino para os livros da forma mais apaixonante e verdadeira possível.
É com esse gancho que Bernadette decide iniciar um clube de leitura onde a cada mês as mulheres se reunirão em um lugar diferente pra colocar na mesa a discussão de um dos livros. Cada uma delas fica encarregada de tocar uma das reuniões e um livro diferente. Só que o problema é que são seis livros e apenas cinco mulheres, por isso cada uma delas parte em uma missão para encontrar a sexta pessoa. E é aí que entra Grigg, um jovem bonitão viciado em ficção científica e que NUNCA ouviu falar de Jane Austen, uma afronta às mulheres, porém um ótimo partido para animar a recém divorciada Sylvia!
Com o início dos trabalhos, o clube começa a descobrir novos cantos das histórias de Jane Austen e também novas facetas da personalidade de cada um dos integrantes, em reuniões alegres e às vezes sofridas que provavelmente levarão cada uma dessas pessoas à redenção ou à destruição. A verdade é que essa história fala sobre como devemos nos redescobrir todos os dias e lutar contra as coisas que nos incomodam nesse mundo tão individualista. Afinal, pensando sempre no “macro” é mais fácil de viver o “micro”.
Esse filme, assim como “Amigas com Dinheiro”, é um dos poucos recentes a nos jogar dentro da vida real, nos coloca num lugar que inicialmente pode ser desconfortável por justamente ser muito parecido com nossas próprias vidas, mas que aos poucos nos mostra um caminho agradável a se trilhar. Creio que o uso dos livros nesse caso é uma verdadeira metáfora para pular psicólogos e psiquiatras e discutir os problemas pessoais através da vida de cada uma das personagens das obras literárias. Afinal, os problemas ali colocados são tão atuais quanto o blackberry, apenas em uma linguagem mais antiga. Então, qual seria a dificuldade de se identificar?
A verdade é que não há como não se encontrar com esse delicioso filme, que serve pra homens e mulheres, pois não é mais um longa bobinho feminista, mas uma obra que fala direto com os sentimentos humanos, e esses não tem sexo. “Clube de Leitura de Jane Austen” é uma obra a ser saboreada ao lado de amigos. É alimento pra alma, um ano de análise em duas horas de filme, é a redenção… Aproveite!
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