Animação infantil e para crianças
Por: Filipe Karam
categorias: Colunas, Sem Compromisso
Data: segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
As animações que fazem sucesso, hoje em dia, são diferentes dos desenhos de antigamente. Filmes como “Shrek”, “Madagascar” e “A Era Do Gelo” encantam mais aos adultos que às crianças, seja pelo contexto maduro, seja pela fantástica interface gráfica que é aplicada. Entretanto, “O Grilo Feliz e Os Insetos Gigantes” fugiu dessa lógica, e, apesar de um visual impecável, trouxe uma história extremamente chata, infantil e cheia de lições de moral.
Walbercy Ribas e o filho, Rafael Ribas, souberam impressionar, tamanha a qualidade da animação, ainda mais se tratando de um filme brasileiro. Para contar a história do Grilo Feliz, uma personagem que ilustrou propagandas dos anos 80, foi utilizada a melhor tecnologia existente no ramo. Nesse quesito, “O Grilo Feliz e Os Insetos Gigantes” pode ser comparado a produções de alto nível, como as produzidas pela Disney ou pela Pixar.
Ao contrário da maioria dos desenhos, nesse longa as mensagens de moral voltadas para as crianças foram expressas de forma direta e escancarada. É o caso, por exemplo, da pobreza, dos problemas e das dificuldades encontradas por crianças de rua e a lição mais explícita e o objetivo principal do filme: demonstrar e, de certa forma, catequizar as crianças de que a pirataria é crime, prejudicial tanto para os artistas, quanto para aqueles que compram.
Essa nova animação, cem por cento brasileira, volta às origens dos desenhos animados. Walbercy e o filho fizeram um filme infantil, com uma história pueril, para crianças. Não há adulto que vá assistir à história do Grilo Feliz e que consiga aturar, durante uma hora e vinte, mais e mais lições de moral. Portanto, as crianças que dêem boas risadas com essa grande produção brasileira e, os pais, que coloquem o sono em dia.





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