33 motivos pra ir à Broadway
Por: Gabriel Ruas
categorias: Cultura Pop, Teatro
Data: quinta-feira, 28 de maio de 2009
Sempre fiquei pensando o que passa na cabeça das pessoas quando ouvem falar da Broadway, um nome tão mítico e cheio de histórias. Algumas pessoas pensam que é um bairro, outras sabem que é uma rua e algumas devem até mesmo pensar que é uma cidade… mas poderia ser. A Broadway, uma das ruas mais interessantes de Manhattan, atravessa a cidade e cruza também na vida de milhões de pessoas; ao longo de seu caminho milhares de diferentes coisas acontecem longe das luzes brilhantes dos teatros. Mas eu diria que é bem ali, no coração da cidade, no Theater District, que os sonhos e a mágica se tornam arrebatadores.
Ao longo das minhas passagens pela Broadway – e também como um habitante do distrito – assisti a peças monótonas, musicais divertidos e palhaçadas sem sentido. Mas foi recentemente que vi a Broadway em um de seus melhores momentos – não em um musical, mas em “33 Variations”, uma obra de arte em forma de peça.
Vamos começar pelo mais importante: Jane Fonda. Não adianta falar que o principal motivo de seu interesse pela peça é o trabalho de Moisés Kauffman ou o jovem talento de Colin Hanks, porque a verdade, no final das contas, é que você não pode passar pela vida sem ver um gênio como Jane Fonda em um palco na Broadway. Na peça mais aclamada da temporada, indicada para 05 Tony Awards, incluindo Melhor Peça e Atriz, Jane interpreta uma mulher forte, independente e genial que se encontra em um momento delicado no final de sua vida.
A oscarizada intérprete é uma musicologista, que escreve e analisa o trabalho dos mestres da música. Ela fica particularmente interessada nos motivos de por que Beethoven escolheu uma certa e ínfima valsa para fazer a série de variações mais revolucionária da história. A peça, no entanto, não é sobre esse fato em particular, apesar dele ser o que faz a peça girar, cheia de humor. Lidando com o entusiasmo da protagonista e o brilhantismo de Beethoven, essa é uma história sobre paixão, a vontade de viver que deve estar incontida em cada um de nós, o combustível sentimental e intelectual que move nossas vidas.
Essa obra brilhante equilibra vida e morte, amor e distanciamento, família e trabalho, riqueza e pobreza. É um abraço à vida exatamente como deve ser. Independente de ser um musical, gênero mais tradicional por aqui, ou uma simples peça de teatro, é um exemplo do por que da Broadway ser uma instituição mágica e imbatível e que se manterá assim por anos em frente.
O melhor conselho que eu posso dar a quem vier à New York é que vivam a Broadway, todos os dias, musicais ou não. Essa é uma experiência que vai mudar a sua vida, pois a minha muda… constantemente!





Nossa meu grande sonho é entrar na broadway tenho 15 anos,vou estudar inglês e com os meus 18 vou para lá,há sei cantar + vou estudar + canto e teatro…
Podem esperar…vou chegar lá.
kisses…..
Nunca vou esquecer WestEnd. E não vou abanonar meu sonho de ir a Broadway. Meu doutorado vai ser sobre musicais. Adorei o post.
E o Gabriel é um “piece of extravaganza”