“1983, o Ano Azul”
Por: Mateus Dagostin Luz
categorias: Colunas, Críticas, Olhar Comum, Película
Data: terça-feira, 2 de junho de 2009
Um filme para apaixonados pelo Grêmio. Isso pode parecer uma obviedade, mas “1983, O Ano Azul“, merece ser reconhecido por depoimentos excelentes dos maiores personagens daquela conquista: os jogadores.
Dirigido por Carlos Gerbase e Augusto Malmann, o documentário “1983” tecnicamente apresenta alguns problemas, especialmente na edição, mas nada que vá indignar o torcedor. Até por que os percalços enfrentados pelo Grêmio naquele ano, e no jogo contra o Hamburgo, são maiores do que muitos imaginam.
Em um documentário sobre futebol os protagonistas só podem ser os jogadores, comissão técnica e dirigentes, e estes estão presentes quase na sua totalidade. Montado como uma colcha de retalhos, sem locução a não ser das partidas, “1983” traz depoimentos divertidos e histórias inéditas do irreverente Renato, ídolo maior do clube, de Mazaropi, figura fundamental nas conquistas da América e do Mundo, do técnico Valdir Espinosa, do presidente Fábio Koff; mostra a importância que jogadores como Mário Sérgio, Tarciso, Osvaldo e China tiveram na conquista dos dois títulos, e a parceria formada por Hugo de León e Baidek para
defender o mais gaúcho dos times campeões mundiais. Toda a locução da partida em Tóquio é feita com a emoção de Armindo Antônio Ranzolin.
Além da conquista do Mundial, “1983, O Ano Azul” tem relatos da batalha de La Plata, contra o Estudiantes, com imagens da transmissão da partida, e das finais contra o Peñarol, quando o Grêmio conquistou a América no Estádio Olímpico.
“1983, O Ano Azul” é um filme para assistir nos cinemas enrolado na bandeira, com a camisa tricolor, e ao mesmo tempo um filme para ter em casa, quando sair em DVD, e bater com orgulho no peito dizendo: “o primeiro é o que fica na História“.






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